Identidade Revelada
junho 4th, 2010 by Jeff, under Comunicados. No Comments
Muitas pessoas que acompanham o blog, acreditam que os textos mais poéticos do site escrito pelo ‘Trovador Templário’ fossem escrito por mim mesmo. Que se tratava da mesma pessoa. Portanto o verdadeiro escritor por trás dos pensamentos do Trovador Templário resolveu revelar sua identidade.
Trata-se de um grande amigo chamado John Roald Wills (J.R.Wills). Agora fica mais fácil para as pessoas entenderem que não são textos meus e que realmente existia a participação de outra pessoa aqui no blog. Na realidade o blog é atualizado por mim e John sempre me encaminhou os textos sob o nome de Trovador Templário.
Ou como diria Autran Dourado: “Eu era apenas a mão que escrevia”.
Você vai continuar se divertindo e se emocionando com os textos do John que tem uma forma particular de ver a vida e as pessoas.
Em poucas palavras
abril 9th, 2010 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos, Textos. No Comments
Todas as coisas que eu gostaria de dizer,
são difíceis definir em poucas linhas,
e complexas demais para escrever um livro.Talvez tudo aquilo que eu gostaria mesmo de dizer,
estejam longe das coisas que você realmente queria ouvir,
mas certamente é tudo o que você precisava saber.Não é fácil entender os meus propósitos,
até mesmo eu me questiono na maior parte do tempo,
pois tudo só faz sentido quando acaba.Mas ninguém espera o fim para entender,
por isso minhas razões jamais farão sentido,
elas ficarão perdidas no tempo,
como palavras que não foram ditas,
abraços sufocados pela vergonha,
sorrisos escondidos pela mágoa,
ações impedidas pelo medo.Sou um apanhado de tudo aquilo que não fiz.
Um amontoado de oportunidades perdidas.
J.R.Wills
Conexão Lenta
março 17th, 2009 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos. No Comments
Realmente é na ausência que percebi a importância.
Quando me afastei da calma me aproximei da turbulência.
Quando o campo de profundidade diminui, menor se torna a capacidade de enxergar o todo.
O todo, distorcido pela lente do discernimento.
No impulso sempre encontrei a motivação.
Maldita falta de coragem.
A covardia paralisa os músculos com um frio torporoso.
Combatido em igualdade somente pelo calor de reações instintivas.
E eu sempre soube disso. Porque foi tão difícil agir diferente?
Sempre pensei que teria orgulho da minha persistência inabalável.
Mas que vantagem pode-se tirar conquistando o rancor alheio?
Esconder a verdade em uma simpática mentira seria mais conveniente.Dizem que o importante é ter saúde e paz.
Mas discordo. É somente da paz que preciso.
Saúde é consequência da sua presença.
Afinal é da guerra que a enfermidade é companheira.Deixei de pensar com que alimentar meu corpo.
Vou me concentrar com que alimentar a alma.
Preciso saciar a fome de calma, perseverança e serenidade.Hoje eu prefiro garoa ao invés da chuva.
Brisa ao invés do vento.
Calmaria ao invés das ondas.
Nuvens ao invés do sol.Só por hoje quem sabe, eu pediria menos presa e conexões mais lentas.
Na velocidade suficiente para registrar estas palavras.
Somente em caracteres.
A vida ficou depressa demais.
Que falta de como o ano custava a passar.
Era melhor na época do colégio.
E eu sempre achei tudo um tédio.O melhor seria um novo caminho.
Começar outra vez. Ir para o fim da fila.
Se minha vida fosse um roteiro,
Reescreveria algumas cenas de ação.
Mudaria a personalidade do protagonista.Menos intenso, mais morno.
Menos impulsivo, mais indiferente.
Menos ácido, mais insosso.
Menos idealista, mais conformado.
Menos crítico, mais superficial.Eu busquei a paz armada.
E a bala ricocheteou em mim.
Escrito por J.R.Wills
Ouvindo: She’s got a way – Billy Joel
Eternidade Passageira
fevereiro 21st, 2009 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos, Textos. 1 Comment
Gosto de fechar meus olhos por alguns instantes e respirar devagar. Sentir uma gélida e leve brisa que bravamente resiste ao calor. Gosto de imaginar coisas impossíveis. Como voar sob um céu azul e nuvens brancas.
Imaginar que o mundo parou por alguns segundos.
Gosto de ver o sol ser pôr enquanto a noite aproveita para lentamente transformar em sombras o que antes era luz.
Gosto de ver as estrelas lentamente aparecerem no firmamento e o sol que se despede para que a Lua possa brilhar.
Gosto dos ventos fortes e frios que antecedem um grande temporal.
Gosto do cheiro de fim de chuva e das flores se enchendo de vida a cada gota que escorrendo por suas folhas e pétalas.
Gosto das velhas flores caidas dando espaço ao novo.
Nada deveria deixar de existir se não fosse por este mesmo princípio.
O fim deveria sempre representar um ciclo com um novo começo.
Talvez a eternidade que tanto buscamos reside nesta simples regra.
Tudo aquilo que reside em nós, deve ter continuidade.
No olhar de alguém ou escrito em papéis.
É a única forma de não esquecer tudo aquilo que não passa de uma eternidade passageira.
Escrito por J.R.Wills
Outras Frequências
fevereiro 21st, 2009 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos, Textos. 1 Comment
Em todas as vezes que aqui estive, tentei refletir sobre as coisas que acredito, e como descrevê-las com a mesma intensidade a qual elas me influenciam, assim quem sabe escreveria palavras que pudessem tocar a alma das pessoas.
Poderiam ser palavras simples, mas arranjadas de um modo único. Mas não consigo encontrar a forma correta. Tudo que eu possa escrever não pareceria em nada com a intensidade da paixão que sinto em meu coração.
Minhas perspectivas sobre a vida estão mudando constantemente. Não sei ao certo porque, mas grandes convicções hoje não passam de lembranças bobas. Acredito que estou entendendo que a vida não pode ser um plano bem arquitetado. Somos surpreendidos a cada momento e o que nos torna forte é nossa capacidade de reação e de improvisação.
Parecia tão fácil. Não que ficou mais difícil, na verdade talvez seja melhor assim. Basta nos acostumarmos com o novo, o inesperado, o inopinado.
Será que um dia entenderemos tudo isso? Será que existe algo a ser entendido ou já está muito bem explicado? Eu queria poder lhe dizer exatamente tudo que você gostaria de ouvir agora. Chegue mais perto, um pouco mais. Agora ouça com cautela. Palavras bonitas só confortam nossas próprias expectativas vazias. É tudo aquilo que você preferia não admitir que realmente pode mudar algo significativamente.
Pense sobre isso e quando aceitar o fato, nos encontraremos em outras freqüências.
Escrito por J.R.Wills
Uma lágrima
janeiro 2nd, 2009 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos, Textos. 1 Comment
Minhas mãos estão tremulas novamente.
Mal consigo segurar meu próprio destino.
Que escorre feito areia fina.
Está tão frio que eu queimaria sem sentir calor.
Novamente o futuro parece apenas uma imagem distorcida.
As tristezas voltaram todas em minhas lembranças.
E todos os pensamentos bons e felizes foram tirados de mim.
Queria ser todo torpor, para ao menos parar de sentir esta dor.
Que insiste em me machucar.
E ainda consegue se manter dentro de mim.
Mostrando minha vulnerabilidade.
Impedindo que eu deixe cair ao menos uma lágrima.
A tristeza se prendeu a mim.
Como se eu fosse o próprio martírio.
Ou o próprio culpado.
Eu queria chorar, somente hoje.
Para que as lágrimas que caissem, levassem um pouco desta tristeza.
Me dando a chance de tentar acreditar ao menos por um breve instante que existe uma saída.
Até para escrever está difícil…me perdoe
J.R.Wills
Chovendo Pedras
dezembro 29th, 2008 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos, Textos. 1 Comment
Em que instante sabemos que aquilo que acreditamos é realmente verdade? Onde estabelecemos o limite entre o pensamento e a razão? Quando o sonho passa a ser realidade? Quantas vezes nossa realidade já foi questionada? Será que vivemos dentro de uma realidade absoluta ou tudo não passa de um capricho da nossa própria imaginação.
Se você precisasse escolher ser rocha ou água, o que você escolheria? Antes de responder, pense com calma. A rocha atirada infinitas de vezes sobre a água jamais muda seu estado físico, a água porém é capaz de perfurar a rocha se mantiver um fluxo contínuo sobre ela.
Assim somos nós, ora água, ora rocha. Alguns alteram nosso estado pela sua brutalidade imediatista, enquanto outros nos alteram pelo tempo, com persistência e delicadeza. Existe uma diferença ainda mais importante em tudo isso. As mudanças da rocha sobre a água podem ser intensas e animosas, porém causam apenas breves ondulações superficiais, enquanto as marcas da água sobre a rocha, são permanentes.
Você é rocha ou é água? Ou prefere ser os dois? O segredo se resume em saber quando você deve ser quem.
Assim como a pedra ganha da tesoura, a tesoura do papel e o papel da pedra, a escolha certa é uma questão de sorte e a eficácia de cada atitude depende desta escolha, que felizmente ou infelizmente, sempre dependerá de quem mais estiver neste jogo.
Escrito por: J.R.Wills
Ouvindo: “Cold Water – Damien Rice”
Espaço Vazio
novembro 23rd, 2008 by Jeff, under Escrito por outros..., Para sempre..., Pensamentos, Textos. 3 Comments
Música para ouvir lendo: “Eskimo – Damien Rice”
Chego a um momento de minha vida onde tudo que me motivou no passado, deixou de ser importante. Hoje nada daquilo faz diferença. Sinto que já peregrinei demais por caminhos que não levaram a lugar algum. Minha peregrinação é na verdade uma busca incansável de uma outra direção, diferente do que antes parecia tão óbvio.
Cercado de seres ignorantes e individualistas, não acredito ser possível alterar certas realidades. O bem não transformará o mal, um deles precisa dar espaço ao outro. Não existem espaços vazios quanto pensamos do bem e no mal. Antes que eu me torne parte daquilo que sempre repudiei, preciso distância desta sombra que nos consome pouco a pouco. A busca que outrora intrépida, se mostrou ineficaz em encontrar qualquer fagulha de bondade. Não há glória em mudar situações ou pensamentos. Estes valores tortos estão impregnados nas entranhas frias daqueles que espreitam. Preciso de um lugar onde me sinta confortável.
Este nunca foi realmente o meu lar. A sensaçãode ser um estrangeiro, estranho, esquisito, errante, é permanente. Não consigo me ver entre estas pessoas, não entendo seus propósitos, não compreendo suas atitudes, não esqueço os olhares de desdem. Quem sabe meus desejos habitam um mundo irreal, paralelo, inalcançável, de qualquer forma, não consigo ignorar o fato de que tudo me incomoda, por vezes, profudamente.
Sentado sob a luz da lua, acreditando que algo pode mudar minha vida, uma carta, uma novo amor, um amigo sincero, alguém que eu pudesse dividir grandes idéias ou quem sabe grandes frustrações, sempre em exatas proporções. Esperança fugaz.
Meus sonhos se tornaram mais inquietantes nos últimos tempos. Minha mente armazenou cuidadosa e sistematicamente cada sonho que tive ao longo da minha minha, porém na tentativa de não esquecer nenhum deles, acabei com o espaços vazios. Repleta de velhos sonhos minha mente impede que novos se constituam em minha mente. Não consigo avaliar se sonhei demais ou realizei muito pouco.
Quando um sonho se torna realidade um espaço vazio aparece, na espera de outro devaneio. Conseqüentemente quanto maior o sonho realizado, maior o espaço vazio. Quem me dera se somente de sonhos minha mente estivesse cheia, ocupei um espaço considerável com pensamentos medíocres, pessoas ruins e a preocupação ineficaz de que deveriam aprender lições de compaixão.
O mundo é mesmo torto e não preciso sacrificar meu coração em tentativas frustradas de mudanças impossíveis e pouco gloriosas. Como pude inquietar meus pensamentos com fatos imutáveis? Ignorância minha. Ledo engano. Preciso de novos planos, novos horizontes.
Escrito por J.R.Wills
Espaços Vazios
julho 14th, 2008 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos, Textos. 1 Comment
Não orgulhe-se tanto.
De seus interesses frívolos.
Seu sorriso falso
E suas palavras sem valor
Seu esforço é vão
Finja, eu reconheço você
Em qualquer pele
Em diferentes formas
Sua incapacidade de percepção
Denotam sua atual irrelevância
Opiniões inúteis
Em julgamentos tolos
Motivações fantasiosas
Imergindo em sua arrogância
O espaço vazio
Antes dentro de mim
Agora está entre nós
Impedindo que sejas
Se quer lembranças
Tentativas frustradas, inúteis, ocas.
Esqueça-me,
Pois eu esqueci você.
Tristeza,
É, você mesma,
Aceite o fim.
Simplesmente vá.
Acabou para você.
Começou pra mim.
J.R.Wills
Pensamentos ao vento
junho 1st, 2008 by Jeff, under Para sempre.... No Comments

Foi quando a noite caiu
E o vento frio tocou meu rosto
Que mais uma vez voltei a ser
Quem sempre realmente fui
Desejando novamente sentir medo
Daquilo que desconheço
O sedutor medo que nos move
Diferente daquele que nos prende
Que nos impossibilita
Que nos impede de ser
Ou ao menos de tentar
Não sei
Se foram as estrelas,
No céu daquela noite fria
Quem sabe o vento tocando meu rosto novamente
Mas sei que foi naquele instante que percebi
Que eu posso ter
As coisas que deixei para trás
Foi no frio de uma noite
Que minhas lágrimas secaram
E pude sentir que
Posso recomeçar
Sem os mesmos erros
Eu sei que não será para sempre
Por isso parei de sentir
E passei a pensar
Que tudo, pode ser pouco
Não quero mais chorar
Por lembranças ou palavras
Eu quero o sol e também a chuva
Quero o dia e também a noite
Eu quero o calor e o frio
Quero o vento tocando o meu rosto
Me lembrando de tudo que senti esta noite.
Lembrando quem realmente sou.
Foi quando a noite caiu.
Escrito por: J.R.Wills



