Garota da Vitrine – Shopgirl – Soundtrack

Eu já havia assistido esse filme em algum tempo no passado e não havia dado qualquer importância. Resolvi assistir novamente e por algum motivo fez um sentido todo diferente, uma prova simples de como estamos sempre evoluindo em nossas percepções sobre a vida.

O Filme

Garota da Vitrine (Shopgirl) conta a história de Mirabelle (Claire Danes), vendedora em uma luxuosa loja de departamentos, diante da realidade tão próxima e tão distante de sua personalidade simples. O filme nos mostra de forma muito clara, como nossas personalidades individuais, determinam apenas parte de nossas realidade, quando nos relacionamos, nos tornando uma resultante de nossas relações.

A história nos mostra um quase triângulo amoroso, pois Mirabelle conhece Jeremy (Jason Schwatzman), um roadie completamente desprovido de grandes ambições, que apesar de divertir Mirabelle, está longe da estereótipo de homem que ela imagina estar ao seu lado. Do romance que não acontece com Jeremy, Mirabelle conhece o cinquentão, bem sucedido, educado e romântico Ray (Steve Martin). Infelizmente, apesar do ótimo relacionamento entre eles, Ray não possui mais expectativas de transformar aquele relacionamento casual em algo mais sério. O interessante da história é que fica difícil torcer por alguém, a não ser pela doce Mirabelle. Ray não tem nada de errado e nem está sendo desleal com ela, apenas possui expectativas diferentes.

A medida que o relacionamento vai se tornando mais íntimo, a necessidade de evoluir daquele estágio casual, torna essa dicotomia de expectativa. O dilema está no fato de não existir diferenças sentimentais, ambos se apaixonam, se gostam, se respeitam, se desejam, apenas o fim que cada um espera, aponta para caminhos opostos.

Diante de todas as qualidades de Ray, a única coisa que ele não pode dar para Mirabelle, é tudo e somente isso, que Jeremy pode oferecer.

Detalhes

O filme possui uma história muito bonita, mostrando novamente que a vida não é de fato aquilo que esperamos. Como já disse antes, passamos metade da vida planejando o que fazer e a outra metade aprendendo a viver improvisando.

Claire Danes é perfeita para o papel, ela tem uma beleza pouco óbvia. Na verdade é o tipo de pessoa que você aprende a achar bonita. É uma excelente atriz e que certamente em breve estará entre as mais importantes do cinema mundial. Ela parece estar muito bem em seu último filme, ‘Temple Grandin’, que ainda não assisti. Danes não é nenhuma estreante, já fez mais de 30 filmes conhecidos.

Gosto muito da narração feita sobre o filme, contando aos poucos, parte daquilo que ficaria muito sublinar se ficasse livre para nossa interpretação.

Trilha Sonora

O cd ‘oficial’ da trilha sonora, só traz as músicas instrumentais. As canções que se ouve no filme não foram incluídas, algo bastante comum. Para isso, a galera na internet criou a categoria ‘Unofficial Soundtrack’. O problema é que muitas vezes você precisa caçar música por música na internet. Essa foi difícil de achar, mas consegui encontrar as seis músicas organizei os arquivos, coloquei capa, letras e informações. Não sou um cara legal? Mereço um Like e um cadastro na newsletter.

Playlist

  1. Somewhere In My Heart – Volebeats
  2. Gimme Little Sign – Wood Brenton
  3. I Only Want to Be with You – Dust Springfield
  4. Carry Me Ohio –  Mark Kozelek
  5. Make like Paper – Mark Kozelek
  6. Lily and Parrots – Mark Kozelek

Download cd completo

A Procura da Felicidade – The Pursuit of Happyness

Não há dúvidas que este é o melhor filme do Will Smith. Eu poderia jurar que já havia escrito um artigo sobre este filme, mas nunca é tarde. ‘A Procura da Felicidade’ (The Pursuit of Happyness) é baseada na história real de Chris Gardner.

A História

Em 1981, São Francisco, Chris revolve investir toda as economias da família na compra de scanners de densidade óssea portáteis. Assim como milhares de idéias que parecem inicialmente fantásticas, revela-se um ‘tiro no pé’. O empreendedorismo de Chris leva a família a uma situação financeira complicada, culminando com a sua separação quando Linda, sua esposa, o abandona junto com seu filho Christopher, mudando-se para NY. Durante uma passagem pelo centro da cidade, ele avista uma bela Ferrari e pergunta ao seu dono, como faria para um dia ter um carro destes. Ele responde que trabalha com ações, onde nasce um sonho em sua mente. Chris acaba conseguindo um estádio não remunerado, onde apenas uma vaga será concedida, ou seja, após seis meses de dedicação, todo o esforço poderia acabar em nada.

Ele aceita o estágio mesmo assim, onde ele passa a enfrentar todos os problemas que a falta de dinheiro pode trazer, juntando problema atrás de problema, como uma grande bola de neve. Ele é despejado, vira morador de rua, junto com seu filho, mas mantém-se firme nesta vida dupla, a pobreza da sua vida pessoal e o luxo da vida profissional que ele vislumbra ao fim do estágio.

A Moral

Acredito que muitas pessoas, enxergam o filme apenas como mais uma bela história de alguém que saiu do nada para se tornar um mega empresário. Para mim, mais importante que esta visão limitada, está a mensagem de esperança e perseverança de Chris Gardner. Mais importante que o lugar onde ele chegou, está a força de um sonho, a determinação diante do imaterial, da ilusão, do vislumbramento. Muitas pessoas entenderiam todos os acontecimentos ruins que ele passou ao lado do seu filho, como um motivo ou ainda um ‘aviso’ para parar. Uma demonstração que a escolha que ele fez, estava novamente errada, assim como foi quando comprou seus scanners e que fizeram sua esposa deixar de acreditar nele. Existem muitas pessoas que não se contentam com uma vida mediana, estão o tempo todo em busca do ‘pulo do gato’, da grande idéia, do ‘bilhete premiado’. Obviamente que deste grupo de sonhadores, fazem parte muitas pessoas de sucesso, mas na grande maioria, são estas as pessoas que levam a família à falência financeira. A vida dos negócios, é e sempre foi, uma enorme loteria. Ninguém sabe ao certo o que vai se tornar sucesso e o que vai se revelar uma péssima idéia.

Me identifiquei com este filme de forma muito particular, principalmente por ele ter sido lançado em um momento muito difícil da minha vida. Não cheguei a morar na rua, mas também fui despejado, me viraram as costas quando precisei, fiquei com menos dinheiro que ele na conta do banco e passei todas as dificuldades que a falta de dinheiro e perspectiva podem nos trazer.

Trilha Sonora

A trilha original é assinada pelo excelente Andrea Guerra. Eu podia jurar que Andrea era uma mulher e durante muito tempo fui fã ‘dela’. Na verdade Andrea Guerra é um compositor italiano, nascido na cidade de Rimini. Ele possui uma lista de sucessos e acredito que isso mereça um post exclusivo, já que não existe referência à ele nem mesmo nos artigos em inglês da Wikipedia.

Mas como eu sou um cara muito legal, vou disponibilizar o download da trilha sonora original ou Original Soundtrack ou ainda OST.

Playlist

1. Opening – Andrea Guerra – 3:09
2. Being Stupid – Andrea Guerra – 1:39
3. Running – Andrea Guerra – 1:31
4. Trouble At Home – Andrea Guerra – 1:30
5. Rubiks Cube Taxi – Andrea Guerra – 1:53
6. Park Chase – Andrea Guerra – 2:29
7. Linda Leaves – Andrea Guerra – 4:02
8. Night At Police Station – Andrea Guerra – 1:36
9. Possibly – Andrea Guerra – 1:45
10. Where’s My Shoe – Andrea Guerra – 4:20
11. To the Game / Touchdown – Andrea Guerra – 1:37
12. Locked Out – Andrea Guerra – 2:20
13. Dinosaurs – Andrea Guerra – 2:40
14. Homeless – Andrea Guerra – 1:55
15. Happyness – Andrea Guerra – 3:50
16. Welcome Chris – Andrea Guerra – 3:45

Download – Cd Completo

O Besouro Verde – Filme e Trilha Sonora

Ontem assisti Besouro Verde. Estou longe de ser considerado nerd e confesso que não fazia idéia da origem do personagem (não consigo dizer DA personagem, é esquisito). Eu achei que o filme era algum tipo de sátira a Homem-Aranha ou Lanterna Verde. Estava até preocupado em perder tempo vendo mais uma daquelas comédias sem graça tirando onda de filmes de super-heróis. Então vamos entender a sua origem.

A origem

Besouro Verde (The Green Hornet) é um herói criado por George W. Trendle e F. Striker em 1936 para um programa de rádio. Em 1940 virou HQ pela Helnit Comics e seis meses depois foi relançada pela Harvey Comics e também pela Dell Comics e chegou ao fim juntamente com a série de rádio em 1953. Em 1966 virou série de tv com a participação de Bruce Lee e foi relançado em HQ em 1967 pela Gold Key Comics com 3 edições. Em 1989 foi relançada pela Now Comics. Em 2009 a Dynamite Entertainment adquiriu a licença do personagem para histórias escritas.

Como imaginei equivocadamente, Besouro Verde na verdade não poderia ter sido inspirado em Homem-Aranha que foi criado 26 anos depois (1962) e nem mesmo em Lanterna Verde que foi criado em 1940. A maior inspiração vem mesmo do Sombra, da década de 30, também feito originalmente para rádio, tendo inclusive Orson Welles como interprete.

O Filme

Britt Reid é um bon vivant, herdeiro do milionário jornal ‘O Sentinela Diário’, comandado por seu pai, um homem aparentemente egoísta e ganancioso. Britt tem problemas de relacionamento com o pai e assim deseja ser tudo que ele não é. Sua vida começa a tomar outro rumo com a morte do seu pai e a responsabilidade de cuidar da empresa, função que ele desconhece completamente. É somente após perder seu pai e ver sua rotina afetada, que ele conhece Kato, um funcionário fiel que se diz mecânico, mas que é muito mais do que isso. Kato tem conhecimento em artes marciais (na verdade ele é um ninja) e tem um poder interessante, onde consegue ser mais rápido do que o próprio tempo, o que pode ser explicado como uma reação natural à situações de perigo. Além disso é um projetista/engenheiro incrível, capaz de construir coisas nunca antes pensadas. Armas, carros e até substâncias químicas, além de todo o tipo de ferramenta, capaz de fazer inveja à James Bond.

Após combaterem um assalto sem querer, Britt propõe a Kato que se unam para combater o crime. Porém ele quer ser um herói diferente, combatendo bandidos sem assumir a responsabilidade por crimes que não consegue atender, sem ser visto ora como mocinho e ora injustiçado como vilão, assim prefere deixar que todos pensem que no fundo, todas as suas ações pareçam resultados de guerra entre gangues e mafiosos. Britt parece não ter nada de especial, ficando grande parte da responsabilidade para Kato, apesar de ele não ter noção disso e achar que no fundo eles são uma dupla perfeita.

O filme é estrelado por Seth Rogen, aquele cara meio ogro, que você conheceu assistindo filmes como: ‘O Virgem de 40 anos’, ‘Ligeiramente Grávidos’, ‘Superbad’ e ‘Pagando Bem, que mal tem?’. No papel da mulher-gata que todo filme de super-herói tem, vem Cameron Diaz, o grande mafioso tem Christoph Waltz, como o impronunciável: Benjamin Chudnofsky. Ele é frio como todo mafioso, é perigoso como todo mafioso, mas segundo Danny Cristal Clear (James Franco), precisa mudar seu estilo de roupa e seu nome, que estão ‘fora de moda’. A crítica revela um lado cômico sobre a insegurança de Chudnofsky que para facilitar a pronúncia de seu nome e ser mais conhecido, resolve mudar seu nome para Bloodnofsky (o que não ajudou muito).

Besouro Verde tem uma visão muitas vezes realista sobre o que poderia ser um herói, ele utiliza cartões de visita para se ‘divulgar’, tem e-mail e tem uma grande preocupação com sua logo e com as roupas. Tudo isso mesclado com idéias fantásticas elaboradas por Kato, que seriam mais próximas de ficção científica do que filmes de super-heróis. De qualquer forma eles não possuem nenhum supermegaultra poder, a mulher bonita não se entrega aos braços do herói desajeitado e eles saem de muitas enrrascadas por pura sorte. Se você gostou de Kick Ass, certamente vai gostar de Besouro Verde.

Ficha Técnica

título original…The Green Hornet
gênero…Aventura
duração…119 min
ano de lançamento…2011
estúdio…Sony Pictures / Original Films
distribuidora…Columbia Pictures (EUA) | Sony Pictures (Brasil)
direção…Michel Gondry
roteiro…Evan Goldberg e Seth Rogen
Baseados nos personagens de Fran Striker e George W. Trendle
produção…Neal H. Moritz
música…James Newton Howard
fotografia…John Schwartzman
direção de arte…Chad S. Frey e Greg Papalia
figurino…Kym Barrett
edição…Sally Menke e Michael Tronick
efeitos especiais
CEG Media
CIS Hollywood
Luma Pictures

Elenco

Seth Rogen (Britt Reid / Besouro Verde)
Cameron Diaz (Lenore Case)
Christoph Waltz (Chudnofsky)
Edward Furlong (Tupper)
Tom Wilkinson (James Reid)
James Franco (Danny Crystal Cleer)

Trilha Sonora

O filme tem uma trilha sonora bem diversificada, com músicas muito legais. Para você ter uma idéia, você ouve de David Bowie a Johnny Cash. Do rock de Rolling Stones ao Jazz de Sam Cooke e ao gangster rap de Coolio, piração total. A trilha original, lançada em cd, só possui as músicas instrumentais, feitas originalmente para o filme. Então vou disponibilizar o que os americanos chamam de Soundtrack Unofficial, fazem parte do filme, mas não foram lançadas em cd.

  1. Coolio – Gangsta’s Paradise
  2. David Bowie – Heroes
  3. Digital Underground – The Humpty Dance
  4. Jay Chou – shuang jie gun (Nunchucks)
  5. Johnny Cash – I Hung My Head
  6. Sam Cooke – Twisting the Night Away
  7. The Greenhornes – Saying Goodbye
  8. The Rolling Stones – Live With Me
  9. The White Stripes – Blue Orchid
  10. The White Stripes – Red Death At 614
  11. Van Halen – Feel Your Love Tonight

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Closer – Filme e Trilha

Foi exatamente, nos passos em camera lenta, com o cabelo vermelho, curto e desarrumado, não mais que sua roupa, andando sem rumo, contrastando entre alinhados ingleses que seguem firmes e constantes para seus ofícios, que ela surgiu. Com um sorriso sarcástico, de canto de boca, como se soubesse o que lhe esperava. Apesar do tempo passar igual para todos, apesar dos passos seguirem o mesmo ritmo e direção, os seus pensamentos certamente não seguim o mesmo padrão cronológico imposto.

‘Olá Estranho’…

Foi assim, desta forma, que me apaixonei pela primeira vez por ela, primeira, pois não seria a única.

Sensações

Alice é definitivamente uma mulher diferente. Uma fórmula resultante do que seria uma americana hippie vivendo no velho mundo, certamente em busca de experiências menos consumistas, menos blasè. Os cabelos vermelhos mal pintados, parte natural, pontas coloridas, talvez pintados com papel crepom. Sustentando um sorriso bobo, diante do frio, da fome e da dor. Poucos instantes denotam que os pesos do mundo, passam despercebidos em sua mente. Apesar de Alice tomar emprestado o corpo, a beleza e a interpretação de Natalie Portman, é uma personagem com vida própria, Alice certamente existe, fora das telas do cinema, em algum lugar qualquer. Alice é o tipo de mulher para se ter como amiga  – descolada e desencanada – que vai falará sobre coisas que outras mulheres não falariam, mas cuidado, você corre o sério risco de cometer um único erro imperdoável: apaixonar-se. Alice é naturalmente envolvente e sensível, mas seu coração percorre caminhos que o seu, jamais poderá entender.

Closer é um filme difícil. Disfarçado na beleza plástica dos protagonistas (Julia Roberts, Jude Law, Natalie Portman e Clive Owen), trata de um assunto maior do que a traição tão evidenciada neste quarteto amoroso. Closer como o nome sugere, é uma visão supermacro no destino destas quatro pessoas: a quebra de paradigmas, de ideologias, de orgulhos. Fala de escolhas: erradas, certas ou apenas a constatação da completa inexistência de consciência na relação entre intenção vs ação vs consequência.

Closer fala de fragilidades, de tentação, de mentiras, de erros, mas fala particularmente a estranheza da natureza humana. Quando Alice chama Dan de ‘estranho’, nos primeiros minutos do filme, está na verdade definindo a verdadeira forma com a qual as pessoas criam suas convicções, todas baseadas na estranheza. A estranheza que nos une pelo encantamento do desconhecido e a mesma estranheza que nos distancia quando nossos conhecidos se mostram estranhos novamente. Paradoxal? Se pensarmos um pouco, veremos que no fundo a vida é um eterno ciclo, que termina exatamente e ironicamente no ponto de partida.

O filme mostra claramente isso, nossa forma ‘não linear’ de viver, eternamente intercalando entre começos e fins, idas e vindas, ganhos e perdas, altos e baixos. Apesar de termos a sensação que a vida é uma estrada com começo e fim, ou ainda uma escada onde você tenta alcançar o degrau mais alto que conseguir, no fundo a vida tem articulações bem diferentes e pouco simétricas, por vezes pouco lógica. Se você enxerga a vida de forma reta, verá Closer apenas como um filme onde quatro pessoas transam, traem e perdem o respeito próprio. Talvez até seja, mas você certamente perderá a chance de entender que um dia poderá estar na mesma situação.

Talvez uma das maiores injustiças do Oscar tenha sido o de não premiar Natalie Portman como atriz coadjuvante em 2005 por este filme.

O filme

No filme, Alice Ayres (Natalie Portman) é uma jovem de 20 anos que se tornou stripper implicitamente por falta de escolha, por sobrevivência. Recém chegada a Londres, a jovem americana conhece Dan Woolf (Jude Law), quando se vêem pela primeira vez, caminhando em direções opostas. Dan é um escritor aspirante, sem nenhum trabalho significativo. O máximo que ele chegou da escrita se limita a seção de obtuários de um jornal local, ocupação que exerce para poder se sustentar. Alice olha na direção errada e acaba sendo atropelada (obviamente por não estar acostumada com a mão inglesa, rs). Dan socorre Alice, que abre os olhos e declara: ‘Hello, stranger’. Eles vão ao hospital, ela é atendida e liberada, os dois ainda estranhos, acabam fazendo um pequeno tour pelas ruas próximas.

O filme salta um ano em suas vidas, quando Dan segue para um sessão de fotos que ilustrará um livro que escreveu baseado na vida real de Alice, já que neste tempo eles mantiveram um relacionamento. No livro porém, Alice recebe o pseudônimo de Jane Jones. A fotógrafa é a não menos sedutora Anna Cameron (Julia Roberts). Eles se beijam durante a sessão e na sequência Alice chega ao estúdio. Ela percebe o constrangimento pouco disfarçado entre eles e acaba indo ao banheiro, enquanto Dan tenta convencer Anna a ter um outro encontro.

Alice ouve tudo e pede para ser fotografada por Anna, mas pede que Dan as deixe sós. Enquanto é fotografada, Alice revela às lágrimas que ouviu a conversa entre os dois. Este episódio mudaria para sempre a vida dos três, principalmente com o aparecimento nada convencional de Larry Gray (Clive Owen), um dermatologista que conhece Dan em um chat de sexo, enquanto Dan se passa por Anna e acaba marcando um encontro entre os dois, sem saber as consequências que sua brincadeira teria em sua própria vida.


Trilha Sonora

Não estou recordado, mas acredito que seja um dos poucos filmes, onde a trilha sonora inteira é na verdade um disco. A música tema do filme, ‘The Blower’s Daughter’ é certamente o que dá o tom do filme: denso, misterioso, melancólico, triste por vezes.  As músicas são do cd ‘O’ do cantor irlandês Damien Rice, que tem uma história de vida interessante. Eu falei dele aqui, em um post escrito há 3 anos. Neste post você encontra o download do cd ‘O’ e portanto, as músicas do filme.

Perfil e Fotos

Ficha Técnica

Título Original … Closer
Gênero … Drama
Duração … 100 min
Lançamento … 2004
Lançamento BR … 2005
Estúdio: Icarus Productions / John Calley Productions / Avenue Pictures Productions
Distribuidora: Columbia Pictures / Sony Pictures Entertainment / Buena Vista International
Direção: Mike Nichols
Roteiro: Patrick Marber, baseado em peça teatral de Patrick Marber
Produção: Cary Brokaw, John Calley, Robert Fox, Mike Nichols e Scott Rudin
Fotografia: Stephen Goldblatt
Figurino: Ann Roth
Edição: John Bloom e Antonia Van Dermellan

Premiações

OSCAR
Melhor Ator Coadjuvante – Clive Owen (indicado)
Melhor Atriz Coadjuvante – Natalie Portman (indicada)

GLOBO DE OURO
Melhor Ator Coadjuvante – Clive Owen (ganhou)
Melhor Atriz Coadjuvante – Natalie Portman (ganhou)
Melhor Filme – Drama (indicado)
Melhor Diretor – Mike Nichols (indicado)
Melhor Roteiro (indicado)

BAFTA
Melhor Ator Coadjuvante – Clive Owen (ganhou)
Melhor Atriz Coadjuvante – Natalie Portman (indicada)
Melhor Roteiro Adaptado (indicado)

Notting Hill [Especial]

Fui assistir este filme há mais de 10 anos no cinema. Talvez um dos mais belos romances já produzidos. Não somente o roteiro é interessante, mas Julia Roberts e Hugh Grant fizeram uma química interessante. Um dos aspectos mais interessantes é a fotografia, lindas cenas de Londres e de todo aquele estilo inglês, do velho mundo. Além de Julia Roberts e Hugh Grant, tem uma inesquecível participação de Rhys Ifans no papel indefectível do maluco Spike.

No filme, Will (Hugh Grant) é um pacato cidadão inglês, dono da pequena livraria ‘The Travel Book Co.’, número 142, no bairro de Notting Hill, em Londres. Como o nome sugere, lá só se vende livros de viagem, fato que atrai a inesperada visita de uma cliente mais que especial, a estrela de cinema americana Anna Scott (Julia Roberts). Depois de breves encontros fortuitos, Anna e Will iniciam um relacionamento sincero, despretencioso e repleto de indas e vindas. Enquanto Notting Hill se torna um refúgio para Anna, em tempos de gravações na Inglaterra, Will descobre as desaventuras de namorar uma estrela do cinema.

O filme tem uma ótima trilha sonora, que você encontra neste outro post que fiz aqui.

Ficha Técnica

título original … Notting Hill
gênero … Comédia Romântica
duração … 122min
ano de lançamento … 1999
site oficial … www.universalpictures.com/nottinghill
estúdios …

  • Working Title Films
  • Bookshop Productions
  • Notting Hill Pictures

distribuidoras …

  • Universal Pictures
  • PolyGram Filmed Entertainment
  • UIP

direção … Roger Mitchell
roteiro … Richard Curtis
produção … Duncan Kenworthy
música … Trevor Jones
fotografia … Michael Coulter
direção de arte …

  • Andrew Ackland-Snow
  • David Allday

figurino … Shuna Harwood
edição … Nicholas Moore

Elenco

Julia Roberts … Anna Scott
Hugh Grant … William Thacker
Alec Baldwin … Jeff King
Emily Mortimer … Perfect Girl (a única apresentada a Will que é normal, ela não é apresentada no filme)
Richard McCabe … Tony
Rhys Ifans … Spike
James Dreyfuss … Martin
Dylan Moran … Rufus
Tim McInnerny … Max
Gina McKee … Bella

Notting Hill

Notting Hill é um distrito de Londres que pertence ao Borough de Kensington e Chelsea, localizado a centro-oeste da cidade e próximo à beira norte do Hyde Park. Notting Hill é um dos mais charmosos e típicos distritos residenciais de Londres. O bairro possui muitas casas no estilo vitoriano. Chama a atenção pela limpeza, fácil acesso e pelo estilo das pessoas que lá vivem. Aos sábados acontece feira de antiguidades, artesanato e de alimentação. Esse bairro é conhecido por sediar o Carnaval de Notting Hill. No filme, Will (Grant) descreve o bairro de uma maneira bastante particular, falando do que gosta em Notting Hill:

– Há feiras todos os dias (frutas e vegetais).
– O salão de tattoo onde um cara bêbado saiu com a tatuagem escrita: ‘I love Ken’.
– Os cabeleireiros radicais que transformam todos em monstros, queiram ou não…
– Nos finais de semana, centenas de barracas aparecem pela rua Portobello até a rua Notting Hill Gate.
– Lá milhares de pessoas compram antiguidades,  algumas autênticas e outras nem tanto.
– E seus amigos que ele fez no bairro, Tony, um arquiteto que virou chef.
– Ele mora em uma casa de porta azul, que comprou antes de sua mulher lhe trocar por outro que tinha a cara do Harrison Ford.

Cenas do Filme

Going to Distance – Amor à Distância [Trilha]

Eu já havia feito um post sobre o filme aqui, comentando da ótima trilha sonora. Portanto, resolvi disponibilizar ela, depois de ver a dificuldade que foi encontra-la. Algumas bandas são conhecidas, mas algumas  devem ser famosas somente nos USA. Ao exemplo de Georgie James, uma dupla de Washington D.C. que confesso, foi difícil encontrar referências, ainda mais que o arquivo que baixei, trazia o nome de George (sem o ‘i’) o que fez uma certa confusão com um famoso saxofonista americano que tinha este nome.

Uma das agradáveis surpresas que a trilha sonora traz, é a banda The Boxer Rebellion, que já também já mereceu um post aqui. A banda inclusive fez uma música especialmente para a trilha do filme, intitulada ‘ If You Run ‘. Foi muito complicado encontrar todas as músicas, demorou dias, mas está tudo aí, facinho para você, a um clique.

Um detalhe, para quem tem iPod®, iPhone® ou iPad®, o arquivo traz todas as informações possíveis como a capa do cd em alta definição e todas as letras e traduções de cada música para você cantar junto.

Download – Cd Completo

 

 

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