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Fantasmas do passado

maio 3rd, 2010 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos, Textos. 1 Comment

Se eu pudesse sentir novamente o seu amor
Sem que tudo escape rapidamente
Acabando sem cor como um filme antigo
Sem que eu volte a ver
Os fantasmas que eu mesmo criei

Na escuridão
Tentei ser forte
Mas os sentimentos mudam rápido
E os fantasmas do passado voltam
Para nunca te deixarem livre
Os fantasmas do passado
Nunca te deixam dormir

Se eu tivesse um momento de amor
Escreveria em um pequeno pedaço de papel
Para tudo voltar a ser como era antes
Riscando as partes que feriram meu coração
Assim ele buscaria de volta
Uma parte do herói que vivia em mim

Os heróis são fortes, mas também falham
E você não será o único coração partido
Porque o fim é difícil de aceitar

Eu mudei as minhas prioridades
Rasguei a minha lista de sonhos
E queimei dentro de mim o que perdi
Como naquele filme
Onde a cena mal começa
E você já sabe o fim

Dos bons sentimentos
Que restaram em mim
O amor é o primeiro que se foi
E  nunca mais poderei alcança-lo
Eu realmente não sei
O que exatamente deu errado

Mas meus sentimentos
Não terei de volta
Se eu pudesse viver
O que tenho em minha mente
Eu gostaria que fosse como um filme
Onde as lembranças
Não nos tragam sofrimento

E na escuridão
Eu seria forte
Sem mexer meus pés de lugar

Belas histórias são assim
Eu tentaria apenas entender
O que os sentimentos querem
E nunca falaria
De sentimentos ruins
Pegaria um caminho mais seguro
Mas nunca sabemos qual ele é

Eu não sei
O que está errado
Mas os sentimentos vem
Para nos levar de volta

Escrito por J.R.Wills

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Simples como o tempo…

abril 20th, 2010 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos, Textos. No Comments

Todas as coisas mais importantes que eu gostaria de escrever aqui, passam pela minha cabeça enquanto estou muito longe disso tudo. Muitas vezes rondando as prateleiras do mercado, varrendo o chão, recolhendo a roupa do varal enquanto a chuva vai chegando de surpresa. A vida definitivamente não é tão bonita se não está em câmera lenta ou se ao fundo não tocar uma música incidental.

É tudo assim mesmo, sem grandes momentos especiais, cenas emocionantes, nem mesmo lágrimas, nem um pôr-do-sol daqueles que o dia vai saindo devagar, arrastado, quase como se quisesse ficar. Na verdade qualquer coisa bela que eu possa escrever ou conselho que eu possa dar estão distantes da realidade, no mundo real, não existem floreios, tudo passa a existir aqui, na escrita.

É onde escondemos as partes feias, aumentamos as glórias e dramatizamos nossa incapacidade de ser feliz de forma simples, tudo é mais intenso, menos quando é real. Ninguém quer escrever sobre seus verdadeiros erros, aquelas pequenas coisas que tirariam toda a graça, aquilo que nos torna normais demais. Aqui posso ser forte, posso ser belo, posso ser profundo, posso ser inteligente, tudo em exatas proporções.

Mas ainda não sendo exatamente como é, será para sempre, como sempre foi.
Eu, aqui, escrevendo todas as coisas que você já sabia, mas que precisou de um estranho para entender.
Aceite, entenda, reflita, sinta, seja, tente, lute, vença, está tudo dentro de você.

Um dia me conte como foi.

Autoria: J.R.Wills

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Em poucas palavras

abril 9th, 2010 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos, Textos. No Comments

Todas as coisas que eu gostaria de dizer,
são difíceis definir em poucas linhas,
e complexas demais para escrever um livro.

Talvez tudo aquilo que eu gostaria mesmo de dizer,
estejam longe das coisas que você realmente queria ouvir,
mas certamente é tudo o que você precisava saber.

Não é fácil entender os meus propósitos,
até mesmo eu me questiono na maior parte do tempo,
pois tudo só faz sentido quando acaba.

Mas ninguém espera o fim para entender,
por isso minhas razões jamais farão sentido,
elas ficarão perdidas no tempo,
como palavras que não foram ditas,
abraços sufocados pela vergonha,
sorrisos escondidos pela mágoa,
ações impedidas pelo medo.

Sou um apanhado de tudo aquilo que não fiz.
Um amontoado de oportunidades perdidas.

J.R.Wills

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Guilherme

fevereiro 17th, 2010 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos. 1 Comment

Assim como tantas vezes, na correria dos dias, um abraço de lado e a velha pergunta de sempre.
Não me recordo porque a conversa começou, mas de repente eu estava alí, ouvindo histórias que eu não conhecia.
Como eu imaginaria que seriam tão claras em sua memória, tão ricas de detalhes relevantes.
Enquanto eu lhe ouvia, pensava porque eu estava tão ocupado, que não pude sentar mais vezes ao seu lado, fazer perguntas sobre tempos que não voltam mais.
Tempos de muito trabalho e de vida simples. Tão diferente de hoje.

Queria ter lhe ouvido mais. Sabedoria de vida.
Queria ter olhado mais para você. Não deveria ter economizado tanto nos abraços.
Queria mais tempo ao seu lado. Ficar quietinho, apenas ouvindo você contar como tudo era melhor na sua juventude.

Que bom que você está aqui para consertar o meu erro.
O erro de não ter dedicado mais tempo a você, a nós.
Querido avô. Você ainda não terminou essa história.
Você disse que ‘inventaria’ mais algumas.

Promessa é dívida.

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Loucos e Santos

junho 6th, 2009 by Jeff, under Escrito por outros.... No Comments

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.

Oscar Wilde

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Conexão Lenta

março 17th, 2009 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos. No Comments

Realmente é na ausência que percebi a importância.
Quando me afastei da calma me aproximei da turbulência.
Quando o campo de profundidade diminui, menor se torna a capacidade de enxergar o todo.
O todo, distorcido pela lente do discernimento.
No impulso sempre encontrei a motivação.
Maldita falta de coragem.
A covardia paralisa os músculos com um frio torporoso.
Combatido em igualdade somente pelo calor de reações instintivas.
E eu sempre soube disso. Porque foi tão difícil agir diferente?
Sempre pensei que teria orgulho da minha persistência inabalável.
Mas que vantagem pode-se tirar conquistando o rancor alheio?
Esconder a verdade em uma simpática mentira seria mais conveniente.

Dizem que o importante é ter saúde e paz.
Mas discordo. É somente da paz que preciso.
Saúde é consequência da sua presença.
Afinal é da guerra que a enfermidade é companheira.

Deixei de pensar com que alimentar meu corpo.
Vou me concentrar com que alimentar a alma.
Preciso saciar a fome de calma, perseverança e serenidade.

Hoje eu prefiro garoa ao invés da chuva.
Brisa ao invés do vento.
Calmaria ao invés das ondas.
Nuvens ao invés do sol.

Só por hoje quem sabe, eu pediria menos presa e conexões mais lentas.
Na velocidade suficiente para registrar estas palavras.
Somente em caracteres.
A vida ficou depressa demais.
Que falta de como o ano custava a passar.
Era melhor na época do colégio.
E eu sempre achei tudo um tédio.

O melhor seria um novo caminho.
Começar outra vez. Ir para o fim da fila.
Se minha vida fosse um roteiro,
Reescreveria algumas cenas de ação.
Mudaria a personalidade do protagonista.

Menos intenso, mais morno.
Menos impulsivo, mais indiferente.
Menos ácido, mais insosso.
Menos idealista, mais conformado.
Menos crítico, mais superficial.

Eu busquei a paz armada.
E a bala ricocheteou em mim.

Escrito por J.R.Wills
Ouvindo: She’s got a way – Billy Joel

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Sorrisos Reciclados

março 6th, 2009 by Jeff, under Download, Para sempre.... 2 Comments

Hoje novamente percebo minha incapacidade de criar relacionamentos saudáveis. Apesar de bom não sou bobo. Sempre me dedico demais para as pessoas que conheço. Não economizo nos elogios e favores. E  por mais experiências negativas que eu colecionei durante meus 26 anos, não consigo perceber quão ineficazes e equivocadas foram minhas atitudes em busca de uma esmola sentimental.

Teria sido tão simples ser diferente, mas relutei durante todos estes anos tentando não me adaptar a este jogo, onde só existem perdedores. Perdemos tempo, oportunidades, momentos, experiências, história, vida.

Você já ouviu o velho chavão: “Quanto mais pisa, mais a pessoa corre atrás”.

Definitivamente o que vem fácil não tem valor algum, assim como um objeto de liquidação sempre causa desconfianças. Será? Por esse preço não deve ser coisa boa.

Por quê esta pessoa me trataria tão bem? Não deve ter amigos. É frustrada. Louca? Idiota? Já sei, deve ser interesse. Enfim, nos arremates sentimentais da nossa vida, quem dá mais, leva o item sem valor.

A sistemática é simples, a lógica nem tanto. Não consigo entender porquê não podemos dar e receber. Ou ao menos ter um pouquinho de respeito ou consideração. Onde ficou o verdadeiro amor?  Talvez tudo não passou de contos.

Eu definitivamente sou um péssimo articulador sentimental. Se a regra é sorte no jogo = azar no amor, o que dizer daqueles que possuem ‘azar no jogo, do amor’? Existe algum outro aspecto onde poderemos ter sorte ou o azar é em dose dupla?

Quanto tempo será necessário para aprender que preciso ser diferente. Que necessidade é esta, tão necessitada de atenção, restos de sentimentos, fagulhas de carinho, sorrisos reciclados, abraços frouxos, conversas aleatórias (ou seriam alienadas?).

Quem inventou esse jogo, me explica melhor os comandos, as magias, os golpes, os segredos, os truques, sei lá, qualquer coisa que me torne mais competitivo.

Escrito por J.R.Wills

Som: “No Suprises – RadioHead”

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Eternidade Passageira

fevereiro 21st, 2009 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos, Textos. 1 Comment

Gosto de fechar meus olhos por alguns instantes e respirar devagar. Sentir uma gélida e leve brisa que bravamente resiste ao calor. Gosto de imaginar coisas impossíveis. Como voar sob um céu azul e nuvens brancas.

Imaginar que o mundo parou por alguns segundos.
Gosto de ver o sol ser pôr enquanto a noite aproveita para lentamente transformar em sombras o que antes era luz.
Gosto de ver as estrelas lentamente aparecerem no firmamento e o sol que se despede para que a Lua possa brilhar.
Gosto dos ventos fortes e frios que antecedem um grande temporal.
Gosto do cheiro de fim de chuva e das flores se enchendo de vida a cada gota que escorrendo por suas folhas e pétalas.
Gosto das velhas flores caidas dando espaço ao novo.
Nada deveria deixar de existir se não fosse por este mesmo princípio.
O fim deveria sempre representar um ciclo com um novo começo.
Talvez a eternidade que tanto buscamos reside nesta simples regra.
Tudo aquilo que reside em nós, deve ter continuidade.
No olhar de alguém ou escrito em papéis.
É a única forma de não esquecer tudo aquilo que não passa de uma eternidade passageira.

Escrito por J.R.Wills

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Outras Frequências

fevereiro 21st, 2009 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos, Textos. 1 Comment

Em todas as vezes que aqui estive, tentei refletir sobre as coisas que acredito, e como descrevê-las com a mesma intensidade a qual elas me influenciam, assim quem sabe escreveria palavras que pudessem tocar a alma das pessoas.
Poderiam ser palavras simples, mas arranjadas de um modo único. Mas não consigo encontrar a forma correta. Tudo que eu possa escrever não pareceria em nada com a intensidade da paixão que sinto em meu coração.
Minhas perspectivas sobre a vida estão mudando constantemente. Não sei ao certo porque, mas grandes convicções hoje não passam de lembranças bobas. Acredito que estou entendendo que a vida não pode ser um plano bem arquitetado. Somos surpreendidos a cada momento e o que nos torna forte é nossa capacidade de reação e de improvisação.
Parecia tão fácil. Não que ficou mais difícil, na verdade talvez seja melhor assim. Basta nos acostumarmos com o novo, o inesperado, o inopinado.
Será que um dia entenderemos tudo isso? Será que existe algo a ser entendido ou já está muito bem explicado? Eu queria poder lhe dizer exatamente tudo que você gostaria de ouvir agora. Chegue mais perto, um pouco mais. Agora ouça com cautela. Palavras bonitas só confortam nossas próprias expectativas vazias. É tudo aquilo que você preferia não admitir que realmente pode mudar algo significativamente.
Pense sobre isso e quando aceitar o fato, nos encontraremos em outras freqüências.

Escrito por J.R.Wills

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Uma lágrima

janeiro 2nd, 2009 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos, Textos. 1 Comment

Minhas mãos estão tremulas novamente.
Mal consigo segurar meu próprio destino.
Que escorre feito areia fina.
Está tão frio que eu queimaria sem sentir calor.
Novamente o futuro parece apenas uma imagem distorcida.
As tristezas voltaram todas em minhas lembranças.
E todos os pensamentos bons e felizes foram tirados de mim.
Queria ser todo torpor, para ao menos parar de sentir esta dor.
Que insiste em me machucar.
E ainda consegue se manter dentro de mim.
Mostrando minha vulnerabilidade.
Impedindo que eu deixe cair ao menos uma lágrima.
A tristeza se prendeu a mim.
Como se eu fosse o próprio martírio.
Ou o próprio culpado.
Eu queria chorar, somente hoje.
Para que as lágrimas que caissem, levassem um pouco desta tristeza.
Me dando a chance de tentar acreditar ao menos por um breve instante que existe uma saída.
Até para escrever está difícil…me perdoe

J.R.Wills

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