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Necessidade…

agosto 27th, 2010 by Jeff, under Para sempre.... No Comments

A necessidade de saber lidar com o pouco,
sempre foi uma busca constante.
A desigualdade sempre foi uma realidade
que me deixou vagando, entre sentimentos de
inquietação, perplexidade e revolta.
Nos últimos dias, particularmente,
alguns acontecimentos tornaram isso
mais evidente diante de mim.
Poucos com muito e muitos com tão pouco,
uma realidade que precisa ser alterada, urgentemente.
Precisamos ter consciência que neste exato momento,
alguém desejaria comer aquele resto que
comida que você joga no lixo.
Aquela roupa velha que você usa para secar o
chão, poderia aquecer alguém em uma noite fria.
O desperdício é tratado como um atentado
a sobrevivência dos recursos naturais de nosso
planeta, mas esquecemos de refletir que antes
disso é uma afronta a condição humana de
solidariedade e compaixão com nosso semelhante.
Queremos sempre tudo e nada será o bastante,
nossa insatisfação mesquinha e egoísta nos
afasta da capacidade de entender
o quão ineficaz e desnecessários são nossos
desejos materiais.
Ao invés de comprar nossa felicidade, poderíamos
doa-la, pois quem ajuda divide o que tem,
para multiplicar aquilo que realmente precisa, amor.
É tão simples e ao mesmo tempo tão dificil e
passível de erros.

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Fantasmas do passado

maio 3rd, 2010 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos, Textos. 1 Comment

Se eu pudesse sentir novamente o seu amor
Sem que tudo escape rapidamente
Acabando sem cor como um filme antigo
Sem que eu volte a ver
Os fantasmas que eu mesmo criei

Na escuridão
Tentei ser forte
Mas os sentimentos mudam rápido
E os fantasmas do passado voltam
Para nunca te deixarem livre
Os fantasmas do passado
Nunca te deixam dormir

Se eu tivesse um momento de amor
Escreveria em um pequeno pedaço de papel
Para tudo voltar a ser como era antes
Riscando as partes que feriram meu coração
Assim ele buscaria de volta
Uma parte do herói que vivia em mim

Os heróis são fortes, mas também falham
E você não será o único coração partido
Porque o fim é difícil de aceitar

Eu mudei as minhas prioridades
Rasguei a minha lista de sonhos
E queimei dentro de mim o que perdi
Como naquele filme
Onde a cena mal começa
E você já sabe o fim

Dos bons sentimentos
Que restaram em mim
O amor é o primeiro que se foi
E  nunca mais poderei alcança-lo
Eu realmente não sei
O que exatamente deu errado

Mas meus sentimentos
Não terei de volta
Se eu pudesse viver
O que tenho em minha mente
Eu gostaria que fosse como um filme
Onde as lembranças
Não nos tragam sofrimento

E na escuridão
Eu seria forte
Sem mexer meus pés de lugar

Belas histórias são assim
Eu tentaria apenas entender
O que os sentimentos querem
E nunca falaria
De sentimentos ruins
Pegaria um caminho mais seguro
Mas nunca sabemos qual ele é

Eu não sei
O que está errado
Mas os sentimentos vem
Para nos levar de volta

Escrito por J.R.Wills

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Simples como o tempo…

abril 20th, 2010 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos, Textos. No Comments

Todas as coisas mais importantes que eu gostaria de escrever aqui, passam pela minha cabeça enquanto estou muito longe disso tudo. Muitas vezes rondando as prateleiras do mercado, varrendo o chão, recolhendo a roupa do varal enquanto a chuva vai chegando de surpresa. A vida definitivamente não é tão bonita se não está em câmera lenta ou se ao fundo não tocar uma música incidental.

É tudo assim mesmo, sem grandes momentos especiais, cenas emocionantes, nem mesmo lágrimas, nem um pôr-do-sol daqueles que o dia vai saindo devagar, arrastado, quase como se quisesse ficar. Na verdade qualquer coisa bela que eu possa escrever ou conselho que eu possa dar estão distantes da realidade, no mundo real, não existem floreios, tudo passa a existir aqui, na escrita.

É onde escondemos as partes feias, aumentamos as glórias e dramatizamos nossa incapacidade de ser feliz de forma simples, tudo é mais intenso, menos quando é real. Ninguém quer escrever sobre seus verdadeiros erros, aquelas pequenas coisas que tirariam toda a graça, aquilo que nos torna normais demais. Aqui posso ser forte, posso ser belo, posso ser profundo, posso ser inteligente, tudo em exatas proporções.

Mas ainda não sendo exatamente como é, será para sempre, como sempre foi.
Eu, aqui, escrevendo todas as coisas que você já sabia, mas que precisou de um estranho para entender.
Aceite, entenda, reflita, sinta, seja, tente, lute, vença, está tudo dentro de você.

Um dia me conte como foi.

Autoria: J.R.Wills

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Em poucas palavras

abril 9th, 2010 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos, Textos. No Comments

Todas as coisas que eu gostaria de dizer,
são difíceis definir em poucas linhas,
e complexas demais para escrever um livro.

Talvez tudo aquilo que eu gostaria mesmo de dizer,
estejam longe das coisas que você realmente queria ouvir,
mas certamente é tudo o que você precisava saber.

Não é fácil entender os meus propósitos,
até mesmo eu me questiono na maior parte do tempo,
pois tudo só faz sentido quando acaba.

Mas ninguém espera o fim para entender,
por isso minhas razões jamais farão sentido,
elas ficarão perdidas no tempo,
como palavras que não foram ditas,
abraços sufocados pela vergonha,
sorrisos escondidos pela mágoa,
ações impedidas pelo medo.

Sou um apanhado de tudo aquilo que não fiz.
Um amontoado de oportunidades perdidas.

J.R.Wills

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Guilherme

fevereiro 17th, 2010 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos. 1 Comment

Assim como tantas vezes, na correria dos dias, um abraço de lado e a velha pergunta de sempre.
Não me recordo porque a conversa começou, mas de repente eu estava alí, ouvindo histórias que eu não conhecia.
Como eu imaginaria que seriam tão claras em sua memória, tão ricas de detalhes relevantes.
Enquanto eu lhe ouvia, pensava porque eu estava tão ocupado, que não pude sentar mais vezes ao seu lado, fazer perguntas sobre tempos que não voltam mais.
Tempos de muito trabalho e de vida simples. Tão diferente de hoje.

Queria ter lhe ouvido mais. Sabedoria de vida.
Queria ter olhado mais para você. Não deveria ter economizado tanto nos abraços.
Queria mais tempo ao seu lado. Ficar quietinho, apenas ouvindo você contar como tudo era melhor na sua juventude.

Que bom que você está aqui para consertar o meu erro.
O erro de não ter dedicado mais tempo a você, a nós.
Querido avô. Você ainda não terminou essa história.
Você disse que ‘inventaria’ mais algumas.

Promessa é dívida.

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No fronte

agosto 24th, 2009 by Jeff, under Para sempre..., Textos. No Comments

Há algum tempo percebo que minha vida ficou diante de um impasse cíclico. Ao mesmo tempo que não segue o rumo planejado, cria uma sensação de impotência que soma-se a consciência da situação e a incapacidade de altera-la, tornando-se ainda mais desesperadora.

Siddhartha Gautama (também conhecido como Shakyamuni ou Buda), disse:

“Dominar a si próprio é uma vitória maior que vencer milhares em uma batalha”

Lidar com emoções de expectativa, frustração, medo, incerteza, tristeza e mais uma infinidade de estigmas do passado realmente parece conferir a esta,  o rótulo de tarefa árdua. Contudo ao mesmo instante que se mostra intransponível, é nesta batalha interna que habita respostas importantes que poderiam solucionar muidas dúvidas comuns a todos nós.

Saber o momento exato de agir, a palavra mais adequada a cada situação, ter cautela e saber calar, mas distinguir as poucas situações onde prudência é sinônimo de covardia. Aprendi que errar pode ser igualmente equivocado a conter-se.

Confesso também que meu excesso de vontade me impede de concentrar atenções a uma única saída que seja realmente eficaz. Diversas possibilidades podem anular a percepção dos detalhes que indicam a saída verdadeira.

É como estar diante de muitas portas que prometem um mundo de possibilidades no outro lado, e mesmo com várias chaves na mão existe uma única chance de acertar. Menos possibilidades me garantiriam menos riscos? Talvez sim, talvez não.

Correr menos riscos está longe de ser um método eficaz ou ao menos honroso. Certamente é mais válido correr o risco de cair de um imenso penhasco, do que de uma escada. Pois não é o tamanho da queda que importa, mas a expectativa de quão alto você pode chegar.

Cansei de viver uma vida morna, cansei de correr pequenos riscos.
Queria perder sentir dor por correr e não por estar parado.
Sempre fui do tudo ou nada, do boi para não entrar e da boiada para não sair. Eu nunca apoiaria uma guerra, mas se fosse mandado para uma, eu estaria no fronte.

Quero sentir medo de algo que seja definitivamente aterrorizante.
Queria algo que me tirasse do conformismo e da ignorância que me rodeia.

Escrito por: J.R.Wills

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Conexão Lenta

março 17th, 2009 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos. No Comments

Realmente é na ausência que percebi a importância.
Quando me afastei da calma me aproximei da turbulência.
Quando o campo de profundidade diminui, menor se torna a capacidade de enxergar o todo.
O todo, distorcido pela lente do discernimento.
No impulso sempre encontrei a motivação.
Maldita falta de coragem.
A covardia paralisa os músculos com um frio torporoso.
Combatido em igualdade somente pelo calor de reações instintivas.
E eu sempre soube disso. Porque foi tão difícil agir diferente?
Sempre pensei que teria orgulho da minha persistência inabalável.
Mas que vantagem pode-se tirar conquistando o rancor alheio?
Esconder a verdade em uma simpática mentira seria mais conveniente.

Dizem que o importante é ter saúde e paz.
Mas discordo. É somente da paz que preciso.
Saúde é consequência da sua presença.
Afinal é da guerra que a enfermidade é companheira.

Deixei de pensar com que alimentar meu corpo.
Vou me concentrar com que alimentar a alma.
Preciso saciar a fome de calma, perseverança e serenidade.

Hoje eu prefiro garoa ao invés da chuva.
Brisa ao invés do vento.
Calmaria ao invés das ondas.
Nuvens ao invés do sol.

Só por hoje quem sabe, eu pediria menos presa e conexões mais lentas.
Na velocidade suficiente para registrar estas palavras.
Somente em caracteres.
A vida ficou depressa demais.
Que falta de como o ano custava a passar.
Era melhor na época do colégio.
E eu sempre achei tudo um tédio.

O melhor seria um novo caminho.
Começar outra vez. Ir para o fim da fila.
Se minha vida fosse um roteiro,
Reescreveria algumas cenas de ação.
Mudaria a personalidade do protagonista.

Menos intenso, mais morno.
Menos impulsivo, mais indiferente.
Menos ácido, mais insosso.
Menos idealista, mais conformado.
Menos crítico, mais superficial.

Eu busquei a paz armada.
E a bala ricocheteou em mim.

Escrito por J.R.Wills
Ouvindo: She’s got a way – Billy Joel

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Eternidade Passageira

fevereiro 21st, 2009 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos, Textos. 1 Comment

Gosto de fechar meus olhos por alguns instantes e respirar devagar. Sentir uma gélida e leve brisa que bravamente resiste ao calor. Gosto de imaginar coisas impossíveis. Como voar sob um céu azul e nuvens brancas.

Imaginar que o mundo parou por alguns segundos.
Gosto de ver o sol ser pôr enquanto a noite aproveita para lentamente transformar em sombras o que antes era luz.
Gosto de ver as estrelas lentamente aparecerem no firmamento e o sol que se despede para que a Lua possa brilhar.
Gosto dos ventos fortes e frios que antecedem um grande temporal.
Gosto do cheiro de fim de chuva e das flores se enchendo de vida a cada gota que escorrendo por suas folhas e pétalas.
Gosto das velhas flores caidas dando espaço ao novo.
Nada deveria deixar de existir se não fosse por este mesmo princípio.
O fim deveria sempre representar um ciclo com um novo começo.
Talvez a eternidade que tanto buscamos reside nesta simples regra.
Tudo aquilo que reside em nós, deve ter continuidade.
No olhar de alguém ou escrito em papéis.
É a única forma de não esquecer tudo aquilo que não passa de uma eternidade passageira.

Escrito por J.R.Wills

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Outras Frequências

fevereiro 21st, 2009 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos, Textos. 1 Comment

Em todas as vezes que aqui estive, tentei refletir sobre as coisas que acredito, e como descrevê-las com a mesma intensidade a qual elas me influenciam, assim quem sabe escreveria palavras que pudessem tocar a alma das pessoas.
Poderiam ser palavras simples, mas arranjadas de um modo único. Mas não consigo encontrar a forma correta. Tudo que eu possa escrever não pareceria em nada com a intensidade da paixão que sinto em meu coração.
Minhas perspectivas sobre a vida estão mudando constantemente. Não sei ao certo porque, mas grandes convicções hoje não passam de lembranças bobas. Acredito que estou entendendo que a vida não pode ser um plano bem arquitetado. Somos surpreendidos a cada momento e o que nos torna forte é nossa capacidade de reação e de improvisação.
Parecia tão fácil. Não que ficou mais difícil, na verdade talvez seja melhor assim. Basta nos acostumarmos com o novo, o inesperado, o inopinado.
Será que um dia entenderemos tudo isso? Será que existe algo a ser entendido ou já está muito bem explicado? Eu queria poder lhe dizer exatamente tudo que você gostaria de ouvir agora. Chegue mais perto, um pouco mais. Agora ouça com cautela. Palavras bonitas só confortam nossas próprias expectativas vazias. É tudo aquilo que você preferia não admitir que realmente pode mudar algo significativamente.
Pense sobre isso e quando aceitar o fato, nos encontraremos em outras freqüências.

Escrito por J.R.Wills

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Uma lágrima

janeiro 2nd, 2009 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos, Textos. 1 Comment

Minhas mãos estão tremulas novamente.
Mal consigo segurar meu próprio destino.
Que escorre feito areia fina.
Está tão frio que eu queimaria sem sentir calor.
Novamente o futuro parece apenas uma imagem distorcida.
As tristezas voltaram todas em minhas lembranças.
E todos os pensamentos bons e felizes foram tirados de mim.
Queria ser todo torpor, para ao menos parar de sentir esta dor.
Que insiste em me machucar.
E ainda consegue se manter dentro de mim.
Mostrando minha vulnerabilidade.
Impedindo que eu deixe cair ao menos uma lágrima.
A tristeza se prendeu a mim.
Como se eu fosse o próprio martírio.
Ou o próprio culpado.
Eu queria chorar, somente hoje.
Para que as lágrimas que caissem, levassem um pouco desta tristeza.
Me dando a chance de tentar acreditar ao menos por um breve instante que existe uma saída.
Até para escrever está difícil…me perdoe

J.R.Wills

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