Novamente ela, Natalie Portman

Quem já acessa o Gelo Negro a algum tempo, já sabe da minha simpatia pela Natalie Portman. E não há como negar, ela é a garota da vez. Em 2011 ela estréia nada menos que cinco filmes, são eles: Sexo Sem Compromisso (No Strings Attached), Sua Alteza (Your Highness), As Coisas Impossíveis do Amor (The Other Woman), Thor (Thor) e Hesher, que ainda não tem nome no Brasil.

Hoje vou falar de ‘As Coisas Impossíveis do Amor’ que infelizmente, como tudo no Brasil, já começou errado pela tradução do nome. A Outra Mulher seria muito mais adequado e faz todo o sentido, quando você assiste ao filme. Na capa do DVD, trazia a frase: ‘O melhor filme de Natalie Portman desde Closer’, sinceramente achei que a frase é dispensável ou talvez quem a escreveu não tenha visto outros bons filmes que ela fez depois de Closer, e tem vários: ‘V de Vingança’, ‘ A Outra’, ‘Entre Irmãos’…

As Coisas Impossíveis do Amor é de fato um filme belíssimo, muito sensível e repleto de reviravoltas, gosto muito disso. Não gosto de filme linear demais, com começo, meio e fim delimitados demais. Se você é um pouco atento, acaba por descobrir o final ainda na metade do filme. Por isso este filme é muito interessante, quando a história parece seguir um rumo cliché, um detalhe faz tudo voltar ao ponto de partida. É um filme sem mocinhos e bandidos, na verdade é um filme de gente real, com seus defeitos e qualidades, suas picuinhas, muito próximo da realidade de qualquer um de nós.

O Filme

O filme é bastante delicado, Emilia (Natalie Portman) é uma jovem mulher que perdeu sua bebê recém nascida. Para piorar ela precisa conviver com o status de ‘destruidora de lar’, pois se casou com o advogado Jack Woolf (Scott Cohen) com quem manteve um caso, enquanto ele ainda era casado com a médica Carolyn (Lisa Kudrow). Na realidade o casamento não existia mais há muito tempo, mas Carolyn insiste em fazer com que Emilia se sinta culpada pelo fim do casamento. Além disso ela precisa conviver com uma difícil relação com o enteado, que é o tempo todo manipulado pela mãe, para ficar contra ela. Carolyn também não exita em usar a morte da bebê de Emilia para se vingar. É diante desta realidade repleta de conflitos que acontece todo o desenrolar deste drama que se tornou a vida de Emilia, que para pior ainda tem um grande problema de relacionamento com o pai.

Em muitas vezes você tem vontade de entrar dentro do filme e tirar Emilia deste furacão de sentimentos, cobranças e tristezas que ela se encontra. É interessante você utilizar o filme para uma análise da sua própria vida e de quantas situações nós mesmos nos colocamos. Ao mesmo tempo que você vê Emilia como a grande injustiçada e Carolyn como a megera, você começa a mudar a perspectiva diante de alguns fatos e entender que na realidade, todos temos um pouco de anjo e demônimo e muitas vezes, só vemos uma face desta ambiguidade, justamente dependendo do lado que estamos.

O Livro

O filme na realidade tem o nome oficial de ‘The Other Woman – Love and Other Impossible Pursuits’, algo como Amor e outras buscas (ou perseguições, anseios) impossíveis. É baseado no livro Love and Other Impossible Pursuits, escrito por Ayelet Waldman, publicado em 2006 pela primeira vez. Não achei referências se o livro foi lançado no Brasil, me parece que não. Ayelet usa muitos elementos da sua própria vida em suas obras de ficção, misturando realidade e romance. Ela de fato também foi advogada, assim como a personagem Emilia, também perdeu um filho, mas não recém nascido e sim ainda na gestação. Ela escreveu diversos livros sobre maternidade, principalmente fazendo um paralelo sobre sua incapacidade de ser uma boa mãe, já que é uma pessoa bipolar.

Erro Tupiniquim

Não entendi porquê não utilizaram o poster oficial do filme, que é muito bem feito, sinceramente, nota ZERO para a distribuidora nacional ou sei lá quem cuide desta área. Dá uma olhada:

Até a versão em espanhol ficou mais interessante:

Curiosidades

– O filme é dirigido por Don Roos que escreveu roteiros como ‘Marley e Eu’ (Marley and Me) e já dirigiu outro filme com Lisa Kudrow, Finais Felizes (Happy Endings), além de dirigir ‘Mais que o Acaso’ (Bounce).
– As Coisas Impossíveis do Amor  foi finalizado em 2009, mas ficou dois anos engavetado.

Ficha Técnica

dirigido por … Don Roos
produzido por:

  • Carol Cuddy
  • Marc E. Platt

produtores executivos:

  • Natalie Portman
  • Dan Bucatinsky

roteiro adaptado por … Don Roos
baseado no livro de … Ayelet Waldman

estrelando:
Natalie Portman
Lisa Kudrow
Lauren Ambrose
Scott Cohen
Mona Lerche
Mary Joy

música … John Swihart
edição … David Codron
ano de produção … 2009
ano de lançamento … 2011
duração … 119 minutes

Ps

Pessoal, queria lembrar, deixe um comentário se você leu, comente, critique, enfim, não passe em branco. Ah, aproveita e me segue no twitter, também aproveita e se inscreve na newsletter do blog, ali do lado direito, porque eu mando informações exclusivas por lá, é isso…Até! Ah… estava esquecendo, vou falar de mais um filme da Natalie Portman no próximo post…

Closer – Filme e Trilha

Foi exatamente, nos passos em camera lenta, com o cabelo vermelho, curto e desarrumado, não mais que sua roupa, andando sem rumo, contrastando entre alinhados ingleses que seguem firmes e constantes para seus ofícios, que ela surgiu. Com um sorriso sarcástico, de canto de boca, como se soubesse o que lhe esperava. Apesar do tempo passar igual para todos, apesar dos passos seguirem o mesmo ritmo e direção, os seus pensamentos certamente não seguim o mesmo padrão cronológico imposto.

‘Olá Estranho’…

Foi assim, desta forma, que me apaixonei pela primeira vez por ela, primeira, pois não seria a única.

Sensações

Alice é definitivamente uma mulher diferente. Uma fórmula resultante do que seria uma americana hippie vivendo no velho mundo, certamente em busca de experiências menos consumistas, menos blasè. Os cabelos vermelhos mal pintados, parte natural, pontas coloridas, talvez pintados com papel crepom. Sustentando um sorriso bobo, diante do frio, da fome e da dor. Poucos instantes denotam que os pesos do mundo, passam despercebidos em sua mente. Apesar de Alice tomar emprestado o corpo, a beleza e a interpretação de Natalie Portman, é uma personagem com vida própria, Alice certamente existe, fora das telas do cinema, em algum lugar qualquer. Alice é o tipo de mulher para se ter como amiga  – descolada e desencanada – que vai falará sobre coisas que outras mulheres não falariam, mas cuidado, você corre o sério risco de cometer um único erro imperdoável: apaixonar-se. Alice é naturalmente envolvente e sensível, mas seu coração percorre caminhos que o seu, jamais poderá entender.

Closer é um filme difícil. Disfarçado na beleza plástica dos protagonistas (Julia Roberts, Jude Law, Natalie Portman e Clive Owen), trata de um assunto maior do que a traição tão evidenciada neste quarteto amoroso. Closer como o nome sugere, é uma visão supermacro no destino destas quatro pessoas: a quebra de paradigmas, de ideologias, de orgulhos. Fala de escolhas: erradas, certas ou apenas a constatação da completa inexistência de consciência na relação entre intenção vs ação vs consequência.

Closer fala de fragilidades, de tentação, de mentiras, de erros, mas fala particularmente a estranheza da natureza humana. Quando Alice chama Dan de ‘estranho’, nos primeiros minutos do filme, está na verdade definindo a verdadeira forma com a qual as pessoas criam suas convicções, todas baseadas na estranheza. A estranheza que nos une pelo encantamento do desconhecido e a mesma estranheza que nos distancia quando nossos conhecidos se mostram estranhos novamente. Paradoxal? Se pensarmos um pouco, veremos que no fundo a vida é um eterno ciclo, que termina exatamente e ironicamente no ponto de partida.

O filme mostra claramente isso, nossa forma ‘não linear’ de viver, eternamente intercalando entre começos e fins, idas e vindas, ganhos e perdas, altos e baixos. Apesar de termos a sensação que a vida é uma estrada com começo e fim, ou ainda uma escada onde você tenta alcançar o degrau mais alto que conseguir, no fundo a vida tem articulações bem diferentes e pouco simétricas, por vezes pouco lógica. Se você enxerga a vida de forma reta, verá Closer apenas como um filme onde quatro pessoas transam, traem e perdem o respeito próprio. Talvez até seja, mas você certamente perderá a chance de entender que um dia poderá estar na mesma situação.

Talvez uma das maiores injustiças do Oscar tenha sido o de não premiar Natalie Portman como atriz coadjuvante em 2005 por este filme.

O filme

No filme, Alice Ayres (Natalie Portman) é uma jovem de 20 anos que se tornou stripper implicitamente por falta de escolha, por sobrevivência. Recém chegada a Londres, a jovem americana conhece Dan Woolf (Jude Law), quando se vêem pela primeira vez, caminhando em direções opostas. Dan é um escritor aspirante, sem nenhum trabalho significativo. O máximo que ele chegou da escrita se limita a seção de obtuários de um jornal local, ocupação que exerce para poder se sustentar. Alice olha na direção errada e acaba sendo atropelada (obviamente por não estar acostumada com a mão inglesa, rs). Dan socorre Alice, que abre os olhos e declara: ‘Hello, stranger’. Eles vão ao hospital, ela é atendida e liberada, os dois ainda estranhos, acabam fazendo um pequeno tour pelas ruas próximas.

O filme salta um ano em suas vidas, quando Dan segue para um sessão de fotos que ilustrará um livro que escreveu baseado na vida real de Alice, já que neste tempo eles mantiveram um relacionamento. No livro porém, Alice recebe o pseudônimo de Jane Jones. A fotógrafa é a não menos sedutora Anna Cameron (Julia Roberts). Eles se beijam durante a sessão e na sequência Alice chega ao estúdio. Ela percebe o constrangimento pouco disfarçado entre eles e acaba indo ao banheiro, enquanto Dan tenta convencer Anna a ter um outro encontro.

Alice ouve tudo e pede para ser fotografada por Anna, mas pede que Dan as deixe sós. Enquanto é fotografada, Alice revela às lágrimas que ouviu a conversa entre os dois. Este episódio mudaria para sempre a vida dos três, principalmente com o aparecimento nada convencional de Larry Gray (Clive Owen), um dermatologista que conhece Dan em um chat de sexo, enquanto Dan se passa por Anna e acaba marcando um encontro entre os dois, sem saber as consequências que sua brincadeira teria em sua própria vida.


Trilha Sonora

Não estou recordado, mas acredito que seja um dos poucos filmes, onde a trilha sonora inteira é na verdade um disco. A música tema do filme, ‘The Blower’s Daughter’ é certamente o que dá o tom do filme: denso, misterioso, melancólico, triste por vezes.  As músicas são do cd ‘O’ do cantor irlandês Damien Rice, que tem uma história de vida interessante. Eu falei dele aqui, em um post escrito há 3 anos. Neste post você encontra o download do cd ‘O’ e portanto, as músicas do filme.

Perfil e Fotos

Ficha Técnica

Título Original … Closer
Gênero … Drama
Duração … 100 min
Lançamento … 2004
Lançamento BR … 2005
Estúdio: Icarus Productions / John Calley Productions / Avenue Pictures Productions
Distribuidora: Columbia Pictures / Sony Pictures Entertainment / Buena Vista International
Direção: Mike Nichols
Roteiro: Patrick Marber, baseado em peça teatral de Patrick Marber
Produção: Cary Brokaw, John Calley, Robert Fox, Mike Nichols e Scott Rudin
Fotografia: Stephen Goldblatt
Figurino: Ann Roth
Edição: John Bloom e Antonia Van Dermellan

Premiações

OSCAR
Melhor Ator Coadjuvante – Clive Owen (indicado)
Melhor Atriz Coadjuvante – Natalie Portman (indicada)

GLOBO DE OURO
Melhor Ator Coadjuvante – Clive Owen (ganhou)
Melhor Atriz Coadjuvante – Natalie Portman (ganhou)
Melhor Filme – Drama (indicado)
Melhor Diretor – Mike Nichols (indicado)
Melhor Roteiro (indicado)

BAFTA
Melhor Ator Coadjuvante – Clive Owen (ganhou)
Melhor Atriz Coadjuvante – Natalie Portman (indicada)
Melhor Roteiro Adaptado (indicado)

THOR

O Thor da Mitologia Nórdica

Thor é originalmente é um Deus da mitologia nórdica, certamente a mais interessante de todas. Thor é o mais forte dentre deuses e homens, é um deus de cabelos vermelhos e barba, de grande estatura, representando a força da natureza (trovão) no paganismo germânico, disparando raios com o seu poderoso martelo ‘Mjolnir’. Casado com Sif, é filho de Odin, o deus supremo de Asgard e de Jord (Fjorgyn) a deusa de Midgard (Correspondente à Terra). Durante o Ragnarök (que em nórdico antigo significa ‘Destino Final dos Deuses’ ), Thor matará e será morto por Jörmungandr (a serpente). Thor também é chamado de Ásaþórr, Ökuþórr, Hlórriði e Véurr.

Thor era o principal expoente dos deuses Aesir que ao lado dos deuses Vanir, lutaram no Ragnarök. Foi em sua homenagem que foi dado o nome do dia da semana ‘Thursday’ ou ‘Thor’s Day’.

O Thor da Marvel Comics

Thor é um dos heróis que transita entre Midgard (Reino dos Mortais – A Terra) e Asgard (Reino dos Deuses), luta com a equipe ‘Vingadores’ e mantém sua imagem divina de ‘Deus do Trovão’. O imaginário de Thor nos quadrinhos é devedor de representações surgidas durante o século XIX, especialmente das óperas alemãs, afastando-se da iconografia medieval. Sua armadura recorda o equipamento romano e seu elmo com asas é influenciado pelas fantasias oitocentistas (relativo ao século 19 : 1800-1899): os vikings nunca utilizaram elmos com chifres ou asas, nem ao menos existe qualquer referência a isto sobre Thor nas fontes literárias do medievo.

O Thor do Filme

Natalie Portman nem terminou de colher os louros por Cisne Negro (Black Swan) e já estréia em breve um blockbuster dos bons. A famosa história do guerreiro THOR, chega em grande estilo pela Marvel Comics/Marvel Studios. Quem incorporou Thor é o ator ‘desconhecido’ Chris Hemsworth. Ao lado dele, Natalie Portman no auge da carreira e o reforço de ninguém menos que Anthony Hopkins e Rene Russo.

No filme, Thor é um poderoso mas arrogante guerreiro, que como punição, é forçado a viver na Terra entre os humanos (uma espécie de Anjo Decaído). Aqui Thor aprenderá os valores necessários para se

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Cisne Negro – Black Swan

Cisne Negro (Black Swan) é o mais recente filme estrelado por Natalie Portman.

Sinopse

A prestigiada New York Ballet, está preparando a produção de ‘O Lago dos Cisnes’ (Swan Lake), e precisa de uma substituta para Beth MacIntyre (Winona Ryder), a primeira bailarina da companhia. Eles querem lançar uma novata, e encontram a dançarina Nina (Natalie Portman) para interpretar ao mesmo tempo, o Cisne Branco (inocência) e o Cisne Negro (sensualidade).

Nina possui sérios conflitos pessoais, especialmente com sua mãe Erica (Barbara Hershey). Pressionada por Thomas Leroy (Vincent Cassel), um exigente diretor artístico, que acredita que ela seja perfeita para o papel do Cisne Branco, mas que não possui a paixão e sensualidade do Cisne Negro, ela passa a enxergar uma concorrência desleal vindo de suas colegas, em especial Lilly (Mila Kunis). Aqui inicia uma trama que envolverá essas três belas mulheres.

O filme é dirigido por Darren Aronofsky (Réquiem para um Sonho, Fonte da Vida, O Lutador).

Arte

O filme tem previsão para estrear no Brasil apenas em Fevereiro de 2011. Não está muito longe, mas teremos que esperar. Se o filme é bom, não posso garantir, mas os posters de divulgação são sensacionais. Eu, como designer, assistiria o filme só pela delicadeza das artes produzidas. Quatro modelos são réplicas do estilo usado em artes para peças teatrais. Fenomenal.

Ficha Técnica

título original: Black Swan
gênero: Suspense
duração: 1h43m
ano de lançamento: 2010
estúdio:

  • Protozoa Pictures
  • Phoenix Pictures
  • Cross Creek Pictures
  • Fox Searchlight Pictures

distribuidora: 20th Century Fox
direção: Darren Aronofsky
roteiro: Baseado em história de Andres Heinz

  • Andres Heinz
  • Mark Heyman

produção:

  • Scott Franklin
  • Mike Medavoy
  • Arnold Messer
  • Brian Oliver

música: Clint Mansell
fotografia: Matthew Libatique
direção de arte: David Stein
figurino: Amy Westcott
edição: Andrew Weisblum
efeitos especiais: Matt Kushner

Elenco

Natalie Portman … Nina
Mila Kunis … Lilly
Winona Ryder … Beth MacIntyre
Vincent Cassel … Thomas Leroy
Barbara Hershey … Erica

As mil faces de Natalie Portman – Pt 2

As mil faces de Natalie Portman – Pt 1

Ela se revelou para mim, definitivamente, no papel da irresistível e enigmática ‘Alice’, em ‘Closer – Perto Demais’. Suas transformações visuais durante o filme, dão o tom de uma das principais características desta incrível atriz. Natalie Portman é do tipo que usa de todos os seus atributos para seduzir o espectador. Se não bastasse o talento para interpretar, Portman é dona de uma das maiores belezas de Hollywood.

Mas apesar da beleza, Portman não se restringe apenas a papéis de ‘menina bonitinha’. Na verdade, ela usa sua beleza de forma displicente, quando você percebe, já está apaixonado pela personagem. Já fez mulher fatal e insegura (Closer), a trágica Ana Bolena (A Outra), polêmica (Hotel Chevalier), heroína (Star Wars), forte (V de Vingança).

Natalie Portan é uma das melhores atrizes que Hollywood tem atualmente e certamente está anos luz de ser apenas um rostinho bonito. Aproveitei para apresentar sua filmografia nas imagens abaixo (deu trabalho)… Esta é a primeira parte, do seu primeiro filme em 1994 até V de Vingança em 2006.

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