Juventude em Fúria

Do original ‘Hesher’, o filme traz uma dupla fantástica: Joseph Gordon-Levitt e Natalie Portman. Parecia um filme obviamente fantástico, levando em conta seu elenco, porém, óbvio é tudo que este filme não é. Talvez ele faça sentido dependendo do seu nível alcoólico ou da quantidade de baseados que você fumou. Incrivelmente o filme é produzido por Natalie Portman, que certamente tem mais de Black Swan do que aparenta. A produção independente foi apresentada no excelente festival de filmes indie de Sundance, onde muita coisa boa acaba ganhando destaque. O filme foi lançado em 2010 no festival e em 2011 nos Estados Unidos. Como todo filme independente, demorou muito a chega no Brasil, sendo que somente em 2013 ele figurou nas prateleiras de lançamentos.

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É o longa de estreia do jovem e ainda desconhecido diretor Spencer Susser. Depois de saber disso, vou dar outros créditos e novos olhares sobre o longa, que é no mínimo ousado. O filme é uma grande maluquice, já que a história é pautada e conduzida pela personalidade afetada do tatuado, desbocado e problemático Hesher. Um cara sem rumo, sem objetivos, meio maluco, um tanto insano. Seu caminho é atravessado pelo jovem TJ (Devin Brochu), um menino em depressão e completamente perdido, diante de sua vida destruída pela morte da mãe e a incapacitação do seu pai Paul (Rainn Wilson), que após a morte da esposa, vai morar com a mãe e passa seus dias a base de tranquilizantes. TJ é um guri solitário, que sofre bulling na escola, tenta conviver com a morte da mãe e ainda precisa aturar o pai ausente e a avó nitidamente com alguns problemas devido a idade avançada.

Nesta realidade sem sentido, TJ, Hesher e a bela Nicole (Natalie Portman), acabam encontrando alguma razão para se unirem, apesar de todas as improbabilidades. A história completamente sem sentido aparente, sem rumo, sem grandes significados e por muitas vezes completamente impensáveis e impossíveis, se revela extremamente pertinente e real. Vale assistir até o fim e tentar entender uma realidade muito distante da nossa, ou não.

A frase trazida no poster de lançamento resume bem o tom da história:

Às vezes a vida lhe dá o dedo e por vezes você se dá…

A referência clara do poster ao logo do Metallica faz referência a trilha sonora, repleta de músicas da banda e também do MotörHead. Destaque para a excelente atuação de Gordon-Levitt que está se consolidando como um nome forte do cinema mundial e da Natalie Portman, sempre precisa e ponderada nas atuações. O garoto Devin Brochu também manda bem no papel do garoto TJ. Não esqueça, assista até o fim, estranhamente fará sentido.

Ficha Técnica

Título Original … Heasher
Origem … Estados Unidos
Gênero … Humor Negro / Drama / Comédia Dramática
Duração .. 106 min
Lançamento … 2010
Direção … Spencer Susser
Roteiro … Spencer Susser e David Michôd

Elenco

Joseph Gordon-Levitt como Hesher
Rainn Wilson como Paul Forney
Natalie Portman como Nicole
Devin Brochu como TJ Forney
Piper Laurie como Madeleine Forney

O Profissional – Léon

Ontem finalmente tirei um tempo para assistir este filme que habitava meu imaginário há muito tempo. ‘O Profissional’ traz no elenco o excelente ator Jean Reno e a então estreante Natalie Portman,então com 12 anos. De alguma forma estranha, toda a Natalie Portman que conhecemos hoje já estava dentro daquela pequenina garota de 12 anos que aparentaria até menos. O mais confuso é você ver nos olhares provocantes e nas investidas daquela pequena garota, toda a malícia que você vê em Closer, exatos dez anos depois. Apesar de não fazer nenhum sentido, de alguma forma você consegue aceitar que os protagonistas nutrissem um sentimento de amor, mesmo diante da grande diferença da idade e da extrema delicadeza e bom senso de eles não se envolverem sexualmente no filme. É muito mais um sensação do que um dia poderia ser e não do que era naquele momento.

Sinopse

Leone ‘Léon’ Montana (Jean Reno) é um assassino profissional ou um ‘cleaner’ (limpador) como ele refere a si mesmo, que vive uma vida solitária na cidade de Nova York. Seus trabalhos vem de um mafioso chamado Tony (Danny Aiello), que opera a partir do restaurante Supreme Macaroni. Léon passa o seu tempo ocioso dedicando-se a exercícios físicos, alimentando uma planta de casa que no início ele descreve como seu ‘melhor amigo’ e assistindo velhos musicais de Gene Kelly.

Em um determinado dia, ele encontra Mathilda Lando (Natalie Portman), uma menina de doze anos com um olho negro e fumar um cigarro, vivendo com sua família disfuncional em um apartamento no corredor. Seu pai abusivo e a madrasta egoísta nem sequer notam que Mathilda deixou de frequentar as aulas em sua escola para meninas com problemas.

Seu pai atrai a ira de agentes corruptos do DEA (Drug Enforcement Administration), que pagam para que ele esconda carregamentos de cocaína em sua residência, quando descobrem que ele está retirando 10% da droga pura para seu faturamento e substituindo por outras substâncias. Toda a família é morta pelos policiais corruptos liderados por Norman ‘Stan’ Stansfield (Gary Oldman), menos Mathilda que havia saído para fazer compras.

Mathilda retorna para casa e diante da cena do crime segue em frente até a porta de Léon, fingindo ser sua filha para evitar ser morta com sua família. Quando descobre que Léon é um assassino profissional ela enxerga nele a possibilidade de vingar a morte do irmão mais novo, de apenas 4 anos e o único em sua família que ela realmente amava. Assim, diante desta situação Léon e Mathilda se unem em todas as suas perdas e seus vazios.

Ficha Técnica

Título Original … Léon (FR)
Título Inglês … Léon: The Professional
Gênero … Suspense Policial
Duração … 110 min
Lançamento … 1994
Direção … Luc Besson
Roteiro … Luc Besson
Nacionalidade … França/USA

Elenco

Jean Reno como Léon
Gary Oldman como Stansfield
Natalie Portman como Mathilda
Danny Aiello como Tony
Michael Badalucco como pai de Mathilda
Ellen Greene como a mãe de Mathilda

Spoilerando

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Natalie Portman, Johnny Depp e Paul McCartney

Quando fiz um post falando sobre o clipe da canção ‘My Valentine’ do Paul McCartney com participação da bela Natalie Portman, não sabia que havia uma versão feita com outro ator que gosto bastante: Johnny Depp. Existem na realidade três versões do clipe da canção, uma com Portman sozinha, uma com Depp sozinho e a melhor de todas, com os dois juntos. Na realidade são as mesmas imagens, mas na versão onde os dois aparecem juntos, a edição ficou muito mais rica, com super closes que dão uma dramaticidade infinitamente maior.

Natalie Portman e Johnny Depp

Johnny Depp

Keyframes

Resolvi separar as imagens mais marcantes do clipe e chamar de Keyframes, que são os pontos principais de uma animação ou vídeo.

Paul McCartney, Natalie Portman e Eric Clapton

Esta sem dúvida é o que poderíamos chamar de santíssima trindade. O talento de um Beatle, a guitarra de Clapton e a beleza e interpretação de Natalie Portman. Linda canção e linda a participação da Natalie Portman interpretando a canção na linguagem dos sinais. “My Valentine” é o primeiro single do álbum “Kisses On the Bottom”, lançado em fevereiro de 2012. O clipe porém, foi lançado no dia 13 de abril, pela Noyse Vice.

O álbum ainda conta com a participação de Stevie Wonder e regravações de Fats Waller (I’m Gonna Sit Right Down and Write Myself a Letter), Nat King Cole (It’s Only a Paper Moon) e Frank Sinatra (My One and Only Love).

My Valentine ou Minha Namorada, não poderia ter escolha melhor, Natalie Portman em “Black Swan Mode On” como li em um comentário, tem a sutilidade, expressividade e delicadeza gestual da linguagem dos sinais, mas ainda assim contém toda a sensualidade que é inerente a ela, sempre com seu olhar enigmático e sedutor. Natalie Portman sem dúvida é uma das atrizes mais expressivas que conheço. Ela parece sempre esconder algo, parece sempre mal intencionada, uma incognita capaz de fazer qualquer um fantasiar aquilo que bem entender.

Letra

My Valentine
What if it rained?
We didn’t care
She said that someday soon
The sun was gonna shine. Read More…

Cisne Negro – Enfim…

Demorei muito tempo para assistir Cisne Negro. Meu primeiro erro foi me deixar levar por algumas informações que li na época do lançamento nos cinemas. Li que Darren Aronofsky, diretor do filme, usava a mesma técnica de ‘Réquiem para um sonho’. Não lembro onde eu li, mas se trata de um filme um tanto angustiante e preferi não ir no cinema para assistir, com o receio de ser desconfortável de alguma maneira. Enfim o filme não tem nada disso, não é angustiante em nenhum momento. Depois aluguei o filme logo que chegou na locadora, fiz uma cópia e deixei ele maturando aqui, até encontrar o momento propício.

Estou começando a lidar melhor com minhas expectativas. Ao invés de assistir um filme pelo simples fato de ser um lançamento, prefiro esperar o momento em que ele fará mais sentido para mim. Você não tem aquela sensação onde pensa: Hoje queria assistir uma comédia. Hoje queria assistir um drama. É por aí…

Eu sou suspeito para falar da Natalie Portman pois crio uma empatia automática por qualquer filme que ela atue, vamos combinar, ela realmente é uma atriz incrível. Não deve ter sido em vão que ela levou o Oscar de melhor atriz. De uma forma muito reveladora para mim, Cisne Negro é incrivelmente profundo e sutil. Não quero estragar a história para quem ainda não viu o filme, mas certamente a história se desenrola diante da capacidade que nós mesmos temos de nos colocar limitações. Pelo medo, pelo perfeccionismo ou obsessão qualquer que interfere na ótica que possuímos sobre um determinado evento, desafio pessoal e diante da própria vida como um todo.

Eu me identifico muito com a Nina (Natalie Portman). Sou designer há 14 anos e não existe um dia que eu não me sinta inseguro quanto as minhas capacidades. Você pode até argumentar que essa insegurança pode ser benéfica, mas como tudo na vida, em equilíbrio. O velho ditado ‘A diferença entre o veneno e o remédio é a dose’, sempre me volta a mente. Em um determinado momento do filme, Thomas Leroy (Vincent Cassel ) diretor artístico da companhia, encaixa a peça fundamental de todo este complexo quebra-cabeça, dizendo para Nina que a única pessoa entre ela e seu sucesso era ela mesma.

Como todos os nossos desvios de personalidade, as causas se escondem no passado. A relação difícil com a mãe revela a origem dos fantasmas que assombram Nina. A mãe é uma ex-bailarina, um tanto frustrada, bastante obsessiva e que parece colocar sobre a filha, o peso da frustração que alimenta. Além de tudo, a falta de privacidade e de autonomia sobre a própria vida, parecem ter transformado Nina em uma pessoa com pouca experiência de vida e com uma personalidade muito retraida.

Podemos perceber o poder destrutivo que a superproteção pode causar na mente de uma pessoa. É incrível o poder devastador que infelizmente, os próprios pais podem causar em seus filhos. Cada ser humano é definitivamente único e precisa saber fazer suas próprias escolhas. A maior prova de amor que um pai pode dar, é abnegar de sonhos para seu filho. A diferença entre dar o peixe e ensinar a pescar. Por isso não é tão difícil presenciarmos tantos desvios de caráter.

O filme é realmente muito bom. Eu tinha feito um post antes do lançamento, que você pode ver aqui!

Your Highness

Eu me comprometi no último post a falar novamente da Natalie Portman. Afinal foram três filmes que ela estrelou em 2011: ‘As Coisas Impossíveis do Amor’ (The Other Woman), Thor e agora Your Highness (Em tradução livre: Sua Alteza). Finalmente ela volta a estrelar uma comédia. A última e única experiência anterior foi há 11 anos, em Zoolander (recomendo).

Como ainda não sei o título oficial que o filme terá no Brasil, vamos tratar pelo original.

O Filme

Prestes a se casar Fabious (James Franco) tem sua noiva, Belladonna (Zooey Deschanel), capturada em pleno altar pelo feiticeiro Leezar (Justin Theroux). Ao lado de seu irmão Thadeous (Danny McBride), um cavaleiro não lá muito habilidoso, eles decidem ingressar em uma aventura para salvar Belladona. Para isso, visitam o grande sábio Feiticeiro, que lhes dá uma bússola mágica que os levará até a espada lendária do Unicórnio, em um labirinto protegido por um Minotauro. Porém eles acabam capturados por Ninfas que os levam até seu líder Marteetee (John Fricker), um feiticeiro malígno que pretende mata-los, assim como fez com os pais de Isabel (Portman) que resolve salva-los. Na verdade ela está em busca da bússula que eles carregam. No fim todos estão em busca de um mesmo objetivo, combater a galera do mal, então obviamente vão unir forças para isso.

Críticas

O filme recebeu muitas opiniões negativas de críticos americanos. Obviamente o filme se trata de uma comédia pastelão. Esta classificado no gênero Aventura/Comédia, quase ao estilo de Piratas do Caribe, mas eu acredito que Piratas do Caribe tenha mais um bom humor, uma ironia que necessariamente ser um filme de comédia. Muitas vezes as pessoas não gostam de um filme, por simplesmente esperar uma coisa e acabar vendo outra. É o mesmo fenômeno que acontece com filmes que não possuem um fim bem definido. As pessoas esperam sempre um grande desfecho, um ponto final, se alguma resposta não foi dada, tudo fica comprometido. Obviamente que vou assistir ao filme, para que eu mesmo possa ter minha opinião.

Ficha Técnica

Título no Brasil … Your Highness
Título Original … Your Highness
País de Origem … EUA
Gênero … Aventura/Comédia
Tempo de Duração … 102 minutos
Ano de Lançamento … 2011
Estréia no Brasil … 26/08/2011
Estúdio … Universal Pictures
Direção … David Gordon Green

Mesmo diretor de Segurando as Pontas, outra comédia com James Franco.

Elenco

Danny McBride … Thadeous
James Franco … Fabious
Rasmus Hardiker … Courtney
Natalie Portman … Isabel
Toby Jones … Julie
Justin Theroux … Leezar
Zooey Deschanel … Belladonna

Estréia

O filme já estreou nos cinemas americanos no mês passado, mas no Brasil, até onde me informei, a data de estréia é dia 26 de agosto, vai demorar um pouquinho.

Posters

Trailer

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