O Legado Bourne

A trilogia Bourne com ‘A Identidade Bourne’ (2002), ‘A Supremacia Bourne’ (2004) e ‘O Ultimato Bourne’ (2007), soam para mim como um 007 da minha geração. Também é a franquia que me fez prestar atenção no Matt Damon. É sem dúvida uma das melhores franquias de thriller de ação e espionagem que eu conheço.

O Legado Bourne é no entanto um novo filme, que cita Jason Bourne, mas não dá continuidade a história. Fazem referências para contextualizar a história e mostrar que não se trata de uma refilmagem, mas também não poderia ser considerado um Bourne 4. Os produtores queriam Matt Damon neste novo filme, mas Damon recusou todas as propostas alegando que só estaria no projeto se o diretor fosse Paul Greengrass, diretor de ‘A Supremacia Bourne’ (2004) e ‘O Ultimato Bourne’ (2007). O primeiro filme teve como diretor Doug Liman, que não ficou distante nas sequências, já que entrou como produtor em ambas. O elo entre os quatros filmes no entanto, continua sendo o roteirista Tony Gilroy, presente em todas as produções, assumindo neste também a direção.

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O Legado Bourne traz então como protagonista o ator Jeremy Renner que se sai muito bem no papel. É o segundo filme que assisto com ele e acho realmente que o cara é bom ator. Em ‘Os Vingadores’ como Gavião Arqueiro, sua participação foi muito pequena ao ponto de fazer grandes avaliações, por isso estou ansioso para ver ‘João e Maria: Caçadores de Bruxas’ e tirar a prova definitiva. A belíssima e talentosa Rachel Weisz que me conquistou com o belíssimo Ágora, também divide bem a protagonização do filme. Assim como li em uma crítica do site Adoro Cinema, achei apenas que a cena da fuga na moto ficou um tanto exagerada e poderia ter ficado de fora.

Sinopse

Jason Bourne é o agente dissidente que se torna um inimigo para o governo americano e seus projetos sigilosos. Após suas revelações públicas sobre o projeto Treadstone, Eric Byer (Edward Norton) é encarregado de apagar os rastros que possam incriminar o governo dos Estados Unidos neste e em outros projetos sigilosos que possam vir a tona após a delação de Bourne. Um deles projetos chama-se Outcome, que pretende suprimir a dor e aumentar a sensibilidade, inteligência e força de agentes secretos, através de drogas ministradas periodicamente. Com o fim do Outcome, seus agentes passam a ser eliminados a mando do próprio governo. Aaron Cross (Jeremy Renner) é um deles, mas consegue escapar sem que Byer perceba. Em busca de respostas, ele vai em busca da doutora Martha Shearing (Rachel Weisz), a cientista responsável pela condução do projeto. Assim como seus agentes, todos os envolvidos no projeto devem ser eliminados, incluindo a Dra. Martha Shearing que salva da morte por Cross, poderá retribuir o favor fazendo o mesmo por ele. Juntos, eles precisam encontrar um meio de sobreviver ao mesmo tempo em que Aaron, sem seus remédios habituais, começa a sentir os efeitos colaterais da abstinência forçada.

Ficha Técnica

Título Original … The Bourne Legacy
Origem … Estados Unidos
Gênero … Espionagem / Ação / Suspense
Duração .. 135 min
Lançamento … 2012
Direção … Tony Gilroy
Roteiro … Tony Gilroy

Elenco

Jeremy Renner como Aaron Cross
Rachel Weisz como Dra. Marta Shearing
Edward Norton como Eric Byer
Scott Glenn como Ezra Kramer

Compramos um Zoológico

Quando aluguei ‘Compramos um Zoológico’, confesso que a imagem de posters e da própria capa do filme não me convenceu. Por algum motivo me soava como um filme bobinho, ideal para cair um dia na grade da Sessão da Tarde. Pesquisando sobre o filme para fazer esta postagem, percebi que de fato, a estratégia de venda realmente tinha como foco a criançada exatamente no início das férias de final de ano. Porém, tendo Matt Damon e Scarlett Johansson resolvi arriscar.

Sinopse

Benjamin Mee (Matt Damon) é um pai de família que decide que precisa recomeçar sua vida após o falecimento da esposa. Desta forma, ele e seus dois filhos se mudam para um zoológico em péssimo estado de conservação, onde, com a ajuda de uma equipe de funcionários, tentam fazer com que o local recupere o brilho perdido.

Ficha Técnica

Título Original … We Bought A Zoo
Direção … Cameron Crowe
Lançamento … 2011
Nacionalidade … EUA
Gênero … Comédia Dramática
Duração … 124 min
Produção … Cameron Crowe e Julie Yorn

Elenco

Matt Damon como Benjamin Mee
Scarlett Johansson como Kelly Foster
Thomas Haden Church como Duncan Mee
Elle Fanning como Lily Miska

Se você já assistiu o filme pode ler minha opinião sobre ele, vendo o restante do post.

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Estréias de Janeiro

Para não deixar você perder as principais estréias do mês, vou sempre publicar as datas aqui, assim você não se perde nunca. Novamente reforçando que são as estréias mais comuns ao país inteiro, sabemos que em grandes cidades, existem muitos outros filmes correndo por fora.

Che I e Che II

Na terça-feira gravei uma cópia que tinha do filme Che, na época que chegou as locadoras. Por sorte não assisti o filme, pois se tivesse feito isso na época, iria ficar chateado esperando a segunda parte. O filme acaba assim, como se fizesse um corte no meio de um filme.

Me lembro na adolescencia de ler uma matéria sobre Che Guevara e o que mais me chamou a atenção, foi sua foto morto. Aquele homem magro, de aparência forte, mas tão fragilizado e um leve sorriso, como se soubesse seu destino.

A sua imagem, talvez tenha se tornado um símbolo pop, mas acredito que poucas pessoas que usam uma camiseta com sua foto, sabem de fato como nasceram suas ideologias libertárias. Estes dois filmes, vieram talvez para fazer justiça a sua memória, desvincular sua imagem do que Fidel transformou Cuba e entender que se trata de uma vida de heroísmo, mas na minha percepção, ele morreu por uma causa perdida.

Quem incorpora a forte imagem de Che é Benicio Del Toro. Talvez a sua grande atuação na carreira. Sua atuação é realmente primorosa, dificilmente ele encontrará outro papel com a mesma intencidade e importância.

Che (Parte 1)

O filme inicia com a data de 26 de novembro de 1956, quando Fidel Castro (Demián Bichir) viaja do México para Cuba com oito rebeldes, entre eles Ernesto “Che” Guevara (Benicio Del Toro) e seu irmão Raul (Rodrigo Santoro), que praticamente nem aparece no filme. Guevara era um médico argentino, que tinha por objetivo ajudar Castro a derrubar o governo de Fulgêncio Batista, um Ditador que transformou Cuba em um país de miseráveis. Ao chegar ele logo se integra à guerrilha, participando da luta armada, contra a ditadura imposta por Batista, mas também cuidando dos doentes por onde passavam. Aos poucos ele ganha o respeito de seus companheiros, e torna-se um dos líderes da revolução que está por vir. O filme acaba com o momento em que a revolução está pronta para eclodir.

Ficha Técnica

título original … Che: Part One
gênero … Drama
duração … 02h06m
ano de lançamento … 2008
site oficial … www.che-movie.co.uk
estúdios … Wild Brunch – Morena Filmes
estúdios … Estudios Picasso – Section Eight
estúdios … Laura Bickford Productions – Telecinco
distribuidoras … IFC Films e Europa Filmes
direção … Steven Soderbergh
roteiro … Peter Buchman
referência … Baseado no livro de memórias de Ernesto “Che” Guevara
produção … Laura Bickford e Benicio Del Toro
música … Alberto Iglesias
fotografia … Steven Soderbergh
direção de arte … Laia Colet e Maria Clara Notari
figurino … Sabine Daigeler
edição … Pablo Zumárraga

Elenco

Benicio Del Toro … Che
Julia Ormond … Lisa Howard
Rodrigo Santoro … Raul Castro
Catalina Sandino Moreno … Aleida March

Che 2 – A Guerrilha

Na continuação do primeiro filme, Che 2 – A Guerrilha, mostra o pós Revolução Cubana. Ernesto “Che” Guevara (Benicio Del Toro) está no auge de sua popularidade e poder. Até que, repentinamente, desaparece. Che ressurge incógnito na Bolívia, onde organiza um pequeno grupo de cubanos e bolivianos para dar início à grande revolução latino-americana. Che apenas não contava com a diferença entre Cuba e um continente inteiro contra ele. Movido visivelmente pelo sucesso da Guerrilha em Cuba e pelo incansável desejo de justiça, Che parte para sua última luta armada.

Este segundo filme visivelmente foi feito com mais dedicação e melhores participações. Como a mínima aparição de Matt Damon em um breve diálogo, filmado de tão longe que se não soubesse da sua participação, mal teria reconhecido. Me espantou a aparência de Lou Diamond Phillips, que tá igual aos tempos de Labamba, com seus quase 50 anos. Rodrigo Santoro conseguiu um feito incrível, aparecer menos que no primeiro filme.

A prova da importância de Che, foi a tentativa sempre bem sucedida do governo Boliviano de nunca revelar que Che realmente estava no país, com medo de aumentar sua popularidade e simpatia, além do fato de ninguém ter tido coragem de matá-lo, deixando o ato para um soldado completamente desconhecido. Talvez ninguém quis carregar o peso de matar um verdadeiro revolucionário.

Ficha Técnica

título original … Che: Part Two
gênero … Drama
duração … 2h15m
ano de lançamento … 2008
site oficial … www.cheofilme.com.br
estúdios … Wild Bunch – Laura Bickford
estúdios … Morena Films – Telecinco
distribuidora … URD Pictures e Europa Filmes
direção … Steven Soderbergh
roteiro … Peter Buchman e Benjamin A. Van der Veen
produção … Laura Bickford e Benicio Del Toro
música … Alberto Iglesias
fotografia … Steven Soderbergh
direção de arte … Juan Pedro de Gaspar
figurino … Sabine Daigeler
edição … Pablo Zumárraga

Elenco

Benicio del Toro … Ernesto “Che” Guevara
Joaquim de Almeida … Presidente René Barrientos
Lou Diamond Phillips … Mario Monje
Franka Potente … Tania
Catalina Sandino Moreno … Aleida March
Rodrigo Santoro … Raul Castro
Matt Damon … Schwartz

Em resumo vi que as críticas brasileiras ao filme, foram ruins, apesar dos prêmios que conseguiram. Eu assisti eles mais interessado na história que na produção. Talvez as pessoas não entendam, que o filme foi feito de forma real, sem a ‘beleza’ e o ‘glamour’ dos filmes de guerra americano, onde tudo parece fantástico e até da vontade de querer empunhar uma arma por amor ao país. Che e Che 2 são filmes verdadeiros, mostram a verdade como ela é, não tem nada de glamouroso em morrer por uma causa em que as pessoas não acreditaram. Você definitivamente não gostaria de estar ali.

Assistam e conheçam uma das mais fascinantes histórias reais da nossa atualidade. Che certamente foi um grande herói. Talvez como eles mesmo dizem: ‘Se um governo pode usar a força e a violência para nos oprimir, temos o direito de usar a mesma força e violência para nos libertar’.

Não foi por liberdade que os USA mataram milhões de pessoas? Porém, acredito que os princípios e motivações de Che eram legítimos.

pS. Uma referência especial ao poster do segundo filme. Bela imagem.