Nove livros fresquinhos…

editora-novo-conceito

Ontem consegui receber a caixa que a Editora Novo Conceito me mandou de presente. Na verdade os livros chegaram a quase um mês, mas foram para o meu antigo endereço. Vou ler com calma sobre cada um deles e conforme começo puder, vou falando mais sobre eles aqui no blog. Mas fiquei feliz demais de receber essa caixa enorme com nove livros dentro, botons, marcadores de página, cartazes e mais uma mochila super bacanuda.

De Volta para Casa

Tudo é pelo acaso. Ao contrário do que muitas vezes pensamos, o acaso é aquilo que conduz nossas vidas, ligam os pontos chaves que vão mudando a direção rumo ao nosso futuro, nos levando para lugares e situações que não imaginávamos e não planejamos. O acaso é totalmente contrário a estagnação, só se molha quem sai na chuva, só apanha quem dá a cara a tapa, só vive quem se entrega ao desconhecido. E nestes acasos da vida hoje resolvi acessar a lista de livros da Editora Novo Conceito. Queria escolher um livro novo para me fazer companhia. Jogue a primeira pedra quem nunca comprou um livro pela capa. Eu comprei todos.

Escrever é algo tão mágico e encantador, exige dedicação e resiliência, nada mais justo que a capa de um livro consiga sintetizar toda sua beleza. Talvez seja apenas a visão de quem viveu de arte durante toda sua vida, talvez seja uma tese relevante. Impossível não ser atraído pela bela capa de ‘De Volta para Casa’. Obviamente que tanto na capa do livro, no frasco do perfume e no encantamento de uma mulher, a estética pode ser convite mas não garante o envolvimento e a permanência. Depois de saltar ao olhos, precisa falar ao coração.

E foi lendo o prefácio de ‘De Volta para Casa’ que o acaso novamente me pregou estas peças do destino. Não estou dizendo que a história deste livro repete a minha própria vivência, mas por diversos momentos elas se cruzam.

de-volta-para-vasa

Cassie Madison sai da cidade de Walton, na Geórgia, para Nova York. A mudança na verdade é uma fuga dos recentes acontecimentos de sua vida, quando fica sabendo que a própria irmã, Harriet, e seu grande amor, Joe, se envolvem em um relacionamento amoroso e vão se casar. Já em Manhattan, assim como toda pessoa que tenta esquecer algo do passado, sua tentativa é se reinventar, dedicar-se a carreira e de quebra perder o sotaque do interior. Nesta tentativa de apagar o passado de traição e lidar com uma família que nunca lhe deu o devido valor.

O destino lhe reserva outra provação e o passado vem lhe buscar, quando um telefonema de sua irmã traz de volta o que ela acreditava que poderia esquecer. Com o pai doente, ela é obrigada a fazer o que ninguém espera neste momento, fazer a viagem de volta ao passado e as lembranças. Enquanto arruma as malas seu medo era que o pai morresse sem que ela pudesse estar com ele, mas ao mesmo tempo precisa enfrentar o convívio com a família de propaganda de margarina que sua irmã Harriet e Joe construíram.

De volta a Walton, Cassie percebe os conflitos sentimentais que precisa organizar na sua cabeça. O amor necessário pelos sobrinhos e as lembranças felizes de um passado anterior aquele que a fez ir embora. A cidadezinha, a infância. Se dividindo entre rancor e esperança, velhas e queridas lembranças, mágoas insustentáveis, o destino arrumará uma forma de aproximá-la do que realmente importa: o verdadeiro amor.

Aceitar o fim daquilo que gostaríamos que fosse e conviver com uma realidade diferente daquela que fantasiamos é sem dúvida uma provação que pode lhe mostrar do que você é feito e pelo que seu coração é movido. Esquecer é sempre difícil, em muitos momentos impossível, onde a única saída pode ser a aceitação de que tudo na vida caminha entre expectativas e decepções. Como não comandamos nossos corações de forma muito exata, constante e coerente, entregamos-nos todos ao acaso, na esperança de que ele nos traga entendimento e libertação. O que geralmente se traduz em felicidade.

Não sei você, mas preciso desesperadamente saber como Cassie resolverá este conflito dentro de si mesma e constatar o quanto a vida pode imitar a arte e vice-versa.

Ficha Técnica

Autora … Karen White
Titulo Original … Falling Home
Selo: Novo Conceito (BR)
Ano: 2013 (BR)
Edição: 1
Páginas … 448
Preço Sugerido … R$ 34.90
Classificação … Ficção
Tema … DRAMA

Karen White

‘De Volta para Casa’ é escrito por Karen White (New York Times Bestselling Author). Karen está no seu 16º romance. Karen tinha dois sonhos desde muito jovem, ser escritora ou ser Scarlett O’Hara. Apesar do seu amor pela escrita ter nascido ainda na infância, Karen optou por uma carreira profissional formal e somente no ano 2000 resolveu se dedicar ao seu sonho. Ela vive perto de Atlanta, na Georgia, com o marido, dois filhos e Quincy, seu cãozinho. Apesar de viver nos Estados Unidos, passou uma boa parte de sua vida em Londres. ‘Falling Home’ no original, foi escrito em 2010, pelas informações que encontrei e chegou ao Brasil através da Editora Novo Conceito.

Facebook, Infos e Onde Comprar

Quer fazer parte da fanpage do livro e trocar suas impressões sobre o livro com outros leitores? Acho uma ideia bem interessante #fiKdiK. Você pode acessar a página oficial de pré-lançamento do livro no site da Editora Novo Conceito. Lá você consegue baixar um capítulo do livro e já consegue sentir um pouco da narrativa.

Para comprar o livro, a Saraiva está com uma promoção. Do preço sugerido de R$ 34,90 que consta no site, lá está por R$ 27,90 (baratex) – link para compra online.

Book Trailer

Ps: Este post possui links de conteúdos externos, caso tenha algum link quebrado, deixe um recado e me ajude a atualizar.

Conversa de Botas Batidas

Que interessante, após tanto tempo de total torpor, até pensei ser incapaz de produzir uma lágrima que assim fosse. Então sento aqui e pesquisando pelo poema que foi acrescentado a canção ‘Conversa de Botas Batidas’, em uma versão da original dos Los Hermanos, cantada agora por Cícero, no projeto Re-Trato, novamente esbarro com Drummond. Estranho como a vida me parece levar sempre para os mesmos lugares, pessoas e sentimentos. De repente vem aquela cisma inexplicada e estranha, que se revela íntima e particular.

Desde que li um poema de Drummond, há algum tempo, corri por semanas, meses e livrarias em busca do seu livro ‘Confissões de Minas’. Ao mesmo tempo que ouvi esta versão pela primeira vez. Nem poderia desconfiar que se tratava novamente ele, além da curiosidade de quem seria o seu locutor. Quem melhor que o próprio? O poema se chama ‘Memória’ e diz mais ou menos assim:

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.

Não sei se sou capaz de entender o real sentido das palavras de Drummond, mas de alguma maneira elas me afetam, mais que profundamente: em definitivo. A junção do poema à uma canção tão contemporânea, mostra não só sua beleza e relevância, mas a capacidade de Drummond de ser atemporal. Lindo também é seu título da canção: ‘Conversa de Botas Batidas’. Gosto de músicas com nomes que não sejam retiradas de um trecho dela, mas que sintetizem o sentido do que o compositor quer dizer.

Bonito o trecho que diz assim:

A gente só queria um amor
Deus parece às vezes se esquecer
Ai, não fala isso, por favor
Esse é só o começo do fim da nossa vida

Não sei você, mas tantas vezes achei que Deus esqueceu de mim. Tantas vezes quando ouvi alguém dizer isso, pedi para que não repetisse. Talvez ele não tenha ouvido da primeira vez e tudo ficaria bem. Nossa pior herança do cristianismo: acreditar em um Deus vingativo, mesmo sabendo que a maior característica de um ser supremo é o perdão.

Fica a eterna dúvida proposta:

Quem é maior que o amor?

Um Olhar do Paraíso

Este filme tem um importante ‘cartão de visitas’. Foi dirigido por ninguém menos que Peter Jackson, diretor da trilogia ‘O Senhor dos Anéis’.

‘Um Olhar do Paraíso’ é o último filme de Jackson antes do lançamento da trilogia ‘O Hobbit’. A obra, uma adaptação para o cinema do romance homônimo da escritora Alice Sebold. No Brasil recebeu o nome de ‘Uma Vida Interrompida’. Tanto no lançamento literário e cinematográfico não tiveram ‘coragem’ de usar uma tradução literal que seria algo como ‘Os Amáveis Ossos’. Toda a história tem uma densidade muito grande, abrandada pela percepção de um pós-vida. Em momentos o filme chega a parecer uma obra espírita, porém agrega uma grande parte de drama policial.

Infelizmente as traduções feitas no Brasil, tiram esta dualidade da obra e a agressividade e densidade da história e da escrita de Alice Sebold que por muitas vezes soa como algo mórbido. A representação do céu no entando não fica evidente, ao menos no filme, já que a protagonista está em uma espécie de limbo, onde ainda tenta voltar a vida, inconformada com sua morte. Este é o núcleo do romance, uma menina de 14 anos que é estuprada e morta, sendo que ela é a narradora da sua própria vida e consequentemente de sua morte. Alice Sebold tem uma característica muito específica de escrever, tratando de um assunto bastante denso, porém de forma muito poética, figurativa, simbólica e fantasiosa.

Para você gostar do filme, precisa estar preparado para uma história nova, algo que caminha por inúmeras vertentes diferentes. Se você é muito preso(a) a formatos clássicos de filme, se possui restrições religiosas ou alguma necessidade de explicações mais fundamentalistas, talvez você não goste do filme.

No papel da protagonista Susie, está a talentosa Saoirse Ronan que eu já havia elogiado pela atuação no filme Hanna. Saoirse Ronan é uma jovem atriz muito comedida nas suas atuações. Não é o típico talento precoce que está em uma obra porque sabe chorar com facilidade ou coisas do tipo. As diferentes atuações nestes filmes completamente diferentes entre si, prova que é uma atriz com muitos recursos e que provavelmente se tornará um dos grandes nomes de uma nova geração.

Além da jovem atriz, o filme traz atores conhecido do público:  Mark Wahlberg é o pai de Susie, Jack Salmon. Stanley Tucci está irreconhecível no papel do estuprador e assassino George Harvey. Rachel Weisz está perfeita no papel de Abigail Salmon, mãe de Susie e Susan Sarandon é a avó. Para completar a família, as irmãs na vida real Lynn e Rose McIver interpretam a irmã Lindsey Salmon, pois existe uma passagem de tempo na história.

Falar mais do filme é dar spoiler, portanto nem colocarei uma sinopse. Assista, recomendo e volte para dizer se eu estava certo.

 

Chocolate

Faz muito tempo que eu conheço este filme, mas me recusava a alugá-lo pois podia jurar que o protagonista era Antonio Banderas. Talvez tinha esta sensação por este visual breguíssimo do Johnny Depp a la Latin Lover. Ao lado de Johnny Depp está a sensualíssima Julliet Binoche, que é certamente a encarnação do estereótipo que fazemos da mulher francesa. Sempre sensual, lasciva, libidinosa, provocante, permissiva, insinuante, sedutora, tudo 24 horas por dia. A cada palavra, um olhar, um movimento labial, um mistério no ar.

Sabe aquela lista de 10 personalidades que sua esposa ou seu esposo permitiria uma traição caso essa situação impossível pudesse acontecer? Pois bem, assista Chocolate e prepare-se para atualizar sua lista.

Sinopse

Vianne Rocher (Juliette Binoche), uma jovem mãe solteira, e sua filha Anouk(Victorie Thivisol), são as mais novas moradoras do vilarejo (fictício) de Lansquenet-Sous-Tannes no interior da França. Lá decidem abrir uma loja de chocolates que funciona todos os dias da semana. Além da cidade possuir pouquíssimos moradores, a população não é muito receptiva com seus ‘forasteiros’ e vivem reprimidos sob um regime cristão que determina a postura e conduta de seus moradores. Quando Vianne decide não participar das missas locais, acaba se tornando automaticamente mal quista por parte dos moradores. Assim Vianne terá que conquistar cada morador, um a um, para que sua pequena loja de chocolates prospere.

Curiosidades

O vilarejo de Lansquenet-Sous-Tannes não existe de fato. As filmagens foram rodadas no pequeno vilarejo de Flavigny-sur-Ozerain na Borgonha, França e na Rue De L’Ancienne Poste em Beynac-et-Cazenac no rio Dordogne em Dordogne, na França. As cenas do rio foram feitas no lago Fonthill em Fonthill Bishop, Wiltshire, Inglaterra. As cenas internas no Shepperton Studios, em Surrey, Inglaterra.

A linda e fofa atriz infantil Victoire Thivisol, que antes de chocolate ganhou um prêmio de Melhor Atriz no Festival de Veneza, pelo filme Ponette, só fez um único filme após Chocolate. ‘Les grands s’allongent par Terre’. Quando o filme foi lançado ela tinha 9 anos, hoje tem 21.

Ficha Técnica

Título Original … Chocolat
Origem … Inglaterra/França
Gênero … Romance
Duração .. 121 min
Lançamento … 2000
Direção … Lasse Hallström
Roteiro … Robert Nelson Jacobs

O filme é baseado no romance homônimo da escritora britânica Joanne Harris. É uma belíssimo filme, excelente para assistir a dois. Destaque para a belíssima atuação de Judi Dench, como sempre. De Alfred Molina no papel do chatíssimo e conservador Comte de Reynaud, além de Lena Olin no papel da doce desajustada Josephine Muscat. Da diva do cinema Leslie Caron e da eterna Trinity (trilogia Matrix), Carrie-Anne Moss.

Elenco

Juliette Binoche como Vianne Rocher
Victoire Thivisol como Anouk
Johnny Depp como Roux
Judi Dench como Armande Voizin
Alfred Molina como Comte de Reynaud
Leslie Caron como Madame Audel
Carrie-Anne Moss como Caroline Clairmont
Lena Olin como Josephine Muscat

Ps: Fiz uma lista de uns 26 filmes de acervo para locar. Em determinado momento, a proprietária da locadora me diz assim: Esse Chocolate não achei, serve este ‘Como Água para Chocolate’? O que você responderia diante de uma pergunta tão, tão, tão digamos inusitada?

Millennium – A Trilogia

O primeiro filme que assiste sobre a trilogia literária de Millennium foi a versão americana para o primeiro livro, dirigido pelo excelente David Fincher, simplesmente o cara que dirigiu Seven, Quero Ser John Malkovich, Clube da Luta, Zodíaco, O Curioso Caso de Benjamin Button e A Rede Social. Com este título eu se quer sabia do que se tratava o filme. Aluguei por ter ouvido boas referências. Foi escrevendo a resenha do filme aqui no blog que acabei sabendo mais sobre o escritor sueco Stieg Larsson, que infelizmente faleceu com apenas 50 anos, sem acompanhar o sucesso mundial de seus livros, que foram lançados postumamente em 2005, 2006 e 2007.

Larsson teve os manuscritos da trilogia recusados por inúmeras editoras, até que Christopher MacLehose, de uma pequena editora chamada Quercus comprou os direitos de publicação na língua inglesa. Logo após a morte de Larsson em 2004, Alfred A. Knopf comprou os direitos para publicação em território norte-americano. Em maio de 2010 o livro já havia vendido 27 milhões de cópias. Mais cinco meses depois o número chegava a 46 milhões de cópias e em dezembro de 2011 eram 65 milhões de cópias. Em julho de 2010 Larsson foi o primeiro escritor a vender mais de 1 milhão de cópias para o Kindle. 

A trilogia é composta por

Millennium 1 – Os homens que não amavam as mulheres (Män som hatar kvinnor)
Millennium 2 – A menina que brincava com fogo (Flickan som lekte med elden)
Millennium 3 – A rainha do castelo de ar (Luftslottet som sprängdes)

Acabei encontrando duas informações importantes. A adaptação de Fincher na verdade veio depois de uma produção sueca. A versão de Fincher recebeu um nome diferente: ‘The Girl with the Dragon Tattoo’. Já o terceiro livro em tradução livre não seria ‘A Rainha do Castelo de Ar’, mas sim ‘O Castelo de Ar que Explodiu’. De bobeira, perdido na prateleira da locadora, estranhamente achei a versão sueca, de 2009, dirigida pelo dinamarquês Niels Arden Oplev. Infelizmente ele não deu continuidade a série, pois não concordou com os produtores que não queriam adaptar os dois últimos livros para o cinema e sim para a televisão (wtf?).

Exatamente. Somente o primeiro filme foi produzido para cinema. Os próximos literalmente ‘sob nova direção’, foi dirigido por Daniel Alfredson, lançando as duas últimas adaptações em uma única produção de 180 minutos, dividido em uma minissérie de seis capítulos. Esta versão chegou a televisão sueca em julho de 2010. Com o sucesso mundial do primeiro filme, os produtores enfim se viram obrigados a adaptar o trabalho para cinema em novembro do mesmo ano. Assim chegou ao mercado a Millennium Trilogy Box. Foi por este motivo que de forma muito mal planejada, um dos melhores thrillers policiais que já vi nos últimos anos, chegou ao Brasil tudo ao mesmo tempo e está esquecido nas prateleiras. Restará as versões americanas de aproveitar melhor o sucesso que conseguiu com o primeiro filme.

De qualquer maneira, assisti os dois primeiros filmes na versão sueca e gostei bastante. O filme é estrelado por Michael Nyqvist como Mikael Blomkvist, diretor da Revista Millennium e Noomi Rapace como Lisbeth Salander, uma garota-problema de uns 20 anos, com muito conhecimento em tecnologia. 

Ficha Técnica – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Título Original … Män som hatar kvinnor
Origem … Suécia
Gênero … Policial
Duração .. 152 min
Lançamento … Fev/2009
Direção … Niels Arden Oplev
Roteiro … Nikolaj Arcel e Rasmus Heisterberg

Ficha Técnica – A Menina que Brincava com Fogo

Título Original … Flickan som lekte med elden
Origem … Suécia
Gênero … Policial
Duração .. 129 min
Lançamento … Set/2009
Direção … Daniel Alfredson
Roteiro … Soren Staermose e Jon Mankell

Hoje aluguei o terceiro filme da série, assim que assistir volto aqui para contar mais. Se quiser ver o post da versão americana, clique aqui!

 

Next Posts