Mell Peck – Uma paixão em um minuto

Você não precisará mais que isso para cair de amores por esta cantora brasileira, moradora da cidade gaúcha de Sapucaia do Sul. Tudo bem, talvez sua beleza e suas inúmeras tatuagens estivessem influenciando minha capacidade de discernimento. Resolvei então ouvir mais que um minuto, passei a achá-la ainda mais talentosa e bela. Eu estava certo, Mell com perdão do trocadilho, possui uma das vozes mais doces que eu já ouvi.

Conheci o trabalho da Mell através da canção ‘Dia Especial’, uma regravação da banda gaúcha Cidadão Quem, banda que eu atendi de 2004 até o seu fim definitivo em 2014. Depois vieram a versão do Pouca Vogal, projeto que também envolve meu amigo Duca Leindecker. Eu precisava ouvir mais, e sua canção virou trilha sonora dos meus dias. Você deve estar achando que estou exagerando, mas pense por um minuto no resultado de uma bela cantora, com uma bela voz, com uma ótima capacidade de reestruturar excelentes canções e com escolhas musicais extremamente precisas.

Na sua lista de covers ela passa por: The Cranberries (Aliás, sua voz em muito se assemelha a Dolores O’Riordan), ColdPlay, Alexandre Nero, Los Hermanos, Enya, Charlie Brown, Linkin Park, The Corrs, Clarice Falcão, Legião Urbana, Paralamas, Tiê e uma lindíssima e surpreendente versão de Misty Mountains Cold, tema da trilogia O Hobbit.

Ela consegue inclusive fazer versões de bandas ou cantores que eu não acompanho muito, mas que acabam ficando excelentes em sua voz. Eu cai de amores deliberadamente pela Mell e tenho certeza que em um futuro breve, compartilharei desta paixão com milhares de pessoas. Vou escolher alguns vídeos para você aproveitar a oportunidade e incluir a Mell Peck em seus dias também, assim como fiz. Tem inúmeras canções em seu canal. Ouça todas…

Como seguir a Mell Peck:

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Dia Especial – Cidadão Quem

Acho – Alexandre Nero

A Noite – Tiê

Não Consigo Odiar Ninguém – Engenheiros do Hawaii

Uma canção que passou despercebida…
Para lembrar da minha vida que passou desapercebida…

Não quero seduzir teu coração turista
Não quero te vender o meu ponto de vista
Eu tive um sonho e há muito não sonhava
Lembranças do futuro que a gente imaginava
Nem sempre foi assim, outro mundo é possível
Pode até ser o fim, mas será que é inevitável?

O tempo parou, feito fotografia
Amarelou tudo que não se movia
O tempo passou, claro que passaria
Como passam as vontades que voltam no outro dia

Eu tive um sonho, o mesmo do outro dia
Lembranças do futuro que a gente merecia
Não vá dizer que eu estou ficando louco
Só porque não consigo odiar ninguém

L__nd_ck_r + G_ss_ng_r – Pouca Vogal

Qual a sensação de ver seu ídolo tocando as músicas que te remetem aos melhores momentos da sua vida? Agora me responda, qual a sensação de ver os dois músicos que mais fizeram parte da sua adolescência, tocando juntos, no mesmo palco? Talvez eu tenha sido uma das primeiras pessoas a saber da existência de um projeto que uniria Duca Leindecker (Cidadão Quem) e Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii). Na época eu atendia a Cidadão e infelizmente uma das circunstâncias que levaram a criação do Pouca Vogal foi bastante delicada. Mas como é comum a vida do Duca, foi a arte que sempre o salvou das piores situações, não seria diferente desta vez.

Me emociona profundamente ver dois caras fantásticos como estes, juntos, dividindo o palco, composições e sucessos de suas bandas.

Playlist

01. Depois da Curva 00:51
02. Até o Fim 4:06
03. Girassóis 7:41
04. Breve 12:24
05. Dia Especial 15:58
06. Somos Quem Podemos Ser 19:24
07. Música Inédita 22:54
08. Na Paz e Na Pressão 26:46
09. Além da Máscara 31:43
10. Pinhal 36:42
11. Pra Quem Gosta de Nós 40:22
12. Toda Forma de Poder / Banco 43:52
13. Refrão de Bolero 48:04
14. Ao Fim de Tudo 51:06
15. Tententender 54:39
16. O Amanhã Colorido 58:55
17. Pouca Vogal 1:02:31
18. A Montanha 1:07:13
19. O Voo do Besouro 1:09:48
20. A Força do Silêncio 1:13:25

Música Inédita – Pouca Vogal

Você já parou para analisar a idiotice e ineficácia desta mania de falar de coisas que não gostamos? Foi no Orkut que o ódio passou a se materializar  através de comunidades ‘Eu odeio…(alguma coisa)‘. Existiam mais comunidades de declaração de ódio que comunidades para reunir pessoas com gostos em comum. O que é no mínimo estranho, passou a ser a comprovação de que estamos utilizando a tecnologia para ‘emburrecer’, quando deveria ser o contrário. Nunca a informação esteve tão facilmente ao nosso alcance e de forma decepcionante, nós, brasileiros principalmente, estamos jogando essa oportunidade ralo abaixo.

Ao invés de escrever linhas e linhas sobre alguma piadinha repetitiva e sem graça sobre o Restart e seu Happy Rock, não é mais simples eu falar somente daquilo que eu curto? Se você colocar o nome do Restart no sistema de pesquisa e não achar nenhuma recomendação, fica óbvio que não sou fã, simples assim. E o inverso está longe de ser verdade, não odeio o Restart e não tenho nada para falar dos garotos coloridos, que agora nem estão mais tão coloridos assim. Tudo bem, no início do sucesso da piazada, talvez existia algo de legítimo em falar, fazer uma piadinha ou outra, mas já deu. Tudo que poderia ser dito já foi dito, não acham?

Se você tem mais de 15 anos e quer ouvir algo bacana, a dica é excelente. Ainda lembro do dia em que o produtor (na época), me ligou para dizer que Duca Leindecker e o Humberto Gessinger estavam pensando em um projeto juntos. Lembro de quando me ligou para dizer o nome, ainda em segredo: ‘Pouca Vogal’. Humberto fez história no rock nacional com os Engenheiros do Hawaii e Duca Leindecker é um dos talentos mais injustiçados do rock nacional, comandou por anos uma das melhores bandas do rock nacional, a Cidadão Quem.

Neste vídeo, eles tocam a canção ‘Música Inédita’, gravada no álbum ‘Cidadão Quem no Theatro São Pedro’. Era de fato a única música inédita do álbum de regravações em formato acústico. Nesta versão com o Pouca Vogal, resgataram o irmão do Duca, Luciano Leindecker, o talentoso baixista da Cidadão Quem, para tocar o seu instrumento ‘Quince’, que acredite, ele mesmo confeccionou. Talento puro em três músicos incríveis, para você que espera mais do rock.

Humberto Gessinger e os Mapas do Acaso

Ontem fomos a Blumenau/SC para participar de um encontro com o Humberto Gessinger eterno líder dos Engenheiros do Hawaii, atualmente tocando ao lado de Duca Leindecker (Cidadão Quem), no projeto intitulado ‘Pouca Vogal’. Paralelo ao projeto musical, Humberto tem percorrido o país divulgado seu mais recente livro, ‘Mapas do Acaso – 45 variações sobre um mesmo tempo’ que sucede ‘Pra ser Sincero – 123 variações sobre um mesmo tema’, lançado em 2009.

Como era de se esperar, as pouquíssimas cadeiras disponibilizadas pela organização não atenderam a 1/5 do público que compareceu, neste aspecto, as Livrarias Catarinense pecaram um tanto, mas digamos que isso fica alheio ao fato de promoverem o evento, o que é sempre tão raro em Blumenau e na nossa região. No fundo, todo o transtorno e reclamações só servem para dar ainda mais glamour de fama ao artista. Fui em outras noites de autógrafo e a facilidade de acesso tiram todo o clima.

Humberto garantiu atender todo mundo. Não sei precisar, mas acredito que ao menos umas 500 pessoas estavam na fila esperando por um autógrafo. Tinha de tudo, de bandeira do Grêmio, cds, antigos vinis, camiseta, livros e tudo que um fã pode trazer na tentantiva de provar ‘eu sou o mais fã de todos’. Teve quem se contentou com uma foto ou apenas um autógrafo no livro recém comprado.

Quando cheguei ao evento, brevemente atrasado, tenho a sorte de encontrar em meio a multidão, a sempre doce amiga Ve (@v_demarchi). Para minha surpresa, a filhota e o maridão, o Marcão (@MarcoDemarchi), meu amigão, tudo com ão, porque ele é grandão e com um grande coração, ostentavam um belo lugar na primeira fila de cadeiras, gentilmente eles me concederam um lugar para sentar, é ou não é sorte?

Minha mãe pediu ao intermediador do evento, um minuto para falar com o 1berto ao microfone, ele negou pois somente quem estava com as primeiras 25 senhas tiveram chance, minha mãe com a senha 190 e alguma coisa, passou longe. Mas sempre dizem que os últimos serão os primeiros. Ela foi sorteada para receber um vale presente da livraria, tascou o microfone da mão do intermediador do bate papo e contou sua história particular com Humberto e os Engenheiros do Hawaii, quando em 1990, ela pediu para sua amiga secreta, uma fita k7 da banda, ‘O Papa é Pop’ que trouxe aquela música que seria cantada por todas as idades, ‘Era um garoto que como eu, amava os Beatles e os Rolling Stones’. Quando ganhou o disco ela disse ter gritado: Uhuuuuuuuuu! Espantando todos os conservadores professores da sala. Para finalizar disse: ” – Não é para qualquer pessoa, reunir uma mulher de 55 anos e ao mesmo tempo diversas crianças pelo mesmo objetivo. Todo mundo aplaudiu o comentário com uma força diferente do restante do tempo, gritos e assobios encerrando o evento. Para você ver que determinação gera oportunidade. É só acreditar.

Quando me aproximei do Humberto, vem aquela sensação de nunca saber ao certo o que dizer, na tentativa inútil de tentar transformar em ‘Para sempre’ o que é somente ‘Por Enquanto’. Talvez ele mesmo tenha sugerido, que: ‘…se for para sempre, seja breve…’. Disse que não iria cobrar que tivesse alguma lembrança de mim, então expliquei que por cinco anos atendi a banda Cidadão Quem, a qual ele tem ligação através do Duca Leindecker, vocalista da banda e hoje, a parte vermelha do arco-íris de duas cores que compõe o Pouca Vogal. Fiz inclusive algumas coisas para o Pouca Vogal e continuo obviamente mantendo contato com o Duca, outro ídolo que virou um amigo, na medida do possível de nossas realidades tão distantes.

Ele mesmo disse, durante o bate papo, que será sempre uma relação desigual, a do fã e do seu ídolo. Não tem como mudar, e nem sei ao certo qual a importância de ela um dia ser igualitária. Talvez é justamente a utopia que a alimenta, o comum, o dia a dia, não é tão importante. Para minha surpresa ele me perguntou: “- Você é o Jeff Skas?”, completou dizendo ser muito legal me conhecer pessoalmente. Nós já havíamos nos esbarrados em momentos que ele nunca saberá, mas por diversas vezes estive no meio da multidão em shows por aí. E nem do nosso último encontro no camarim, antes do show em Indaial/SC.

A minha relação com o Engenheiros é longa. Envolve muitas fazes da minha vida, algumas ruins, que se fundem entre músicas que hoje, nem gosto mais de ouvir, como as músicas de Tchau! Radar que me lembra demais os primeiros meses após perder meu pai, em 2000. Mas que contrastam com ‘10.000 Destinos’ que eu ouvia no Discman que ganhei da minha recente namorada e ouvia no ônibus que me levava toda sexta-feira ao seu encontro, cerca de 40km de onde eu morava.

Quem não pode ir, pode acompanhar o vídeo que eu fiz:

 

Glass and Letters

Mais um wallpaper para quem gosta de Pouca Vogal. Desta vez ele traz todas as letras do duo formado por Duca Leindecker (Cidadão Quem) e Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii).

Formatos 1900×1280 / 1600×900 / 1280×1024 / 1280×960 /1024×768 – Download

Site Oficial: www.poucavogal.com.br
Outro Wallpaper:  www.gelonegro.com.br/?p=1764

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