Renato Godá
julho 18th, 2010 by Jeff, under Biografias, Música. 1 Comment

Uma das mais gratas surpresas que tive recentemente foi acompanhar uma participação de Renato Godá no programa Happy Hour (Canal GNT). Na ocasião ele cantou apenas acompanhado do seu violão ‘Eu Sei’, música incluída no seu mais recente trabalho, ‘Canções para Embalar Marujos’.
Claro que Godá não começou na música agora, sua carreira já é bastante sólida, eu que demorei para conhecer seu trabalho. ‘Canções para Embalar Marujos’ é seu segundo álbum, antes veio um EP ‘Renato Godá’, muito bem recebido pela crítica em 2009.
Conforme o release em seu MySpace, Godá pode ser muito bem definido pela insolente música ‘Bom Partido’. O tipo de carater que atrai todas as mulheres e pelo qual todas vão chorar no fim.
Não faço cerimônia
Não sou um bom partido
Tendo para os vícios
Posso causar desgostoSou um pervertido
Livre leve e solto
Um vagabundo astuto
Um vira-lata escrotoMas você pode se divertir
O estilo musical criado por Godá é certamente único, ao menos em terras tupiniquis. Algumas vezes tons de jazz americano, algumas vezes com ares de cabarés franceses. Em alguns momentos tem um ar nonsense, embalado em marchinhas meio circenses, lúdicas e que beiram a loucura. É uma música que caminha por becos ermos, ideal para ouvir em um buteco escuro com muita fumaça, whisky, jogos e mulheres de seios fartos. Um vagabundo convicto, daqueles que causam inveja em quem leva uma vida certinha, que arrebata corações sem se importar com seu possível fim solitário e melancólico, até mesmo porque talvez seja exatamente este o plano.
Apesar de não fazer nenhuma referência musical a Johnny Cash, o estilo ‘macho de respeito’, irresistivelmente canalha, me parece bem evidente. Talvez seja o estilo homeless chic. Com ternos displicentemente desleixados, mas que caminha longe de qualquer tendência de moda, é estilo puro.
As fotos do seu último cd foram feitas pela ‘Cia da Foto’ que conseguiu captar muito bem toda essa atmosfera do trabalho de Renato Godá que certamente tem um forte apelo visual, que remete o público a todo esse mundo diferente e próprio de misturas e influências muito bem dosadas. Típico de alguém com muitas milhas, mulheres e histórias no currículo, um viajante sem destino.
Se você assim como eu, perdeu tanto tempo sem conhecer as músicas deste grande músico e compositor, chegou a hora:
Site Oficial: www.renatogoda.com.br
MySpace: www.myspace.com/renatogoda
Comprar o CD: Livraria Cultura – Compre Já
Anote: Você não pode deixar de ouvir uma das melhores músicas que já ouvi até hoje: ‘Chanson D’Amour’ – Sou suspeito a falar pela minha paixão por música francesa, mas não tem como não se embalar como em um sonho onde o tempo parece parar… Talvez uma das músicas que fazem mais referências a outro músico talentoso, influência do no seu trabalho: Leonard Cohen. É o que ele mesmo definiu como: ‘conviver entre a elegância e a vulgaridade’. Só o verdadeiro e mais puro amor pode ter espaço para a vulgaridade, para a intimidade mais profunda.
Renato Godá é ao mesmo tempo um defensor da paixão, do romantismo exacerbado, o que não significa que o amor será eterno. Mas certamente a paixão será intensa, porém breve como o tempo de um cigarro chegar ao seu fim. Um amante perfeito, destruidor de corações.
Muito bom… muito bom.
Ps.: Faça como eu, aproveite e coloque as músicas de Godá no último volume, afaste os móveis da sala e tire sua mulher para dançar…
Quadro – Notting Hill
junho 2nd, 2010 by Jeff, under Artes Plásticas. 1 Comment
Recebi um pedido da Carla para ajuda-la sobre o quadro que Anna Scott (Julia Roberts) presenteia William Thacker (Hugh Grant.
Achei mais interessante dedicar um post a este assunto, porque talvez mais pessoas tenham essa curiosidade.
Carla que me escreveu pensou se tratar de um Van Gogh, mas na verdade é “La Mariée” (A Noiva). Uma pintura de 1950 feita pelo artista Marc Chagall.
Ficção: Após Will descobrir que Anna tem um namorado, Jeff King (Alec Baldwin), eles ficam meses sem contato, até que Anna aparece na casa de porta azul em Notting Hill, pois está envolvida em um escândalo. Os tablóides ingleses divulgaram fotos nuas de Anna, feitas em um ‘passado distante’. Enquanto tomam café da manhã, Anna vê uma impressão de La Mariée na parede da cozinha da casa de Will e diz achar interessante ele ter este quadro. Mais tarde, no final do filme, Anna procura Will em sua livraria para lhe pedir desculpas e dizer que lhe ama. Ela lhe trouxe um presente, o que seria na realidade a obra original de “La Mariée.
Verdade: O verdadeiro quadro “La Mariée” pintada por Chagall faz parte da coleção particular de uma família no Japão. Para usar uma réplica no filme, foram obrigados a conseguir uma autorização dos verdadeiros proprietários e uma liberação do British Design e Copyright Artists Society, com um acordo de que a réplica teria que ser destruída após as filmagens. A tela original está cotada entre 500 mil e 1 milhão de dólares.
Marc Chagall
Nascido em 07 de julho de 1887, viveu entre Rússia e França grande parte de sua vida. Considerado um dos mais bem sucedidos artistas do século XX. Foi um dos pioneiros do modernismo e alcançou fama e fortuna na sua carreira bem sucedida em várias vertentes como: pinturas, ilustrações de livros, vitrais, cenários, cerâmicas, tapeçarias e gravuras de arte.
Chagall foi considerado “o último sobrevivente da primeira geração de modernistas europeus.” Sua obra mais importante foi feito às vésperas da I Guerra Mundial, quando viajou entre São Petersburgo , Paris e Berlin. Durante este período, ele criou sua própria mistura de estilo e de arte moderna com base em suas visões do Leste Europeu. Ele passou seus anos de guerra na Rússia, tornando-se um dos mais distinguidos artistas do país e de um membro do modernismo avante-garde , fundando a “Vitebsk Arts College” antes de voltar para Paris em 1922.
Ele era conhecido por ter duas reputações básico, escreve Lewis – como um pioneiro do modernismo, e como um grande artista judeu. Ele vivenciou a era de ouro do modernismo em Paris, onde sintetizou as formas de arte do cubismo, simbolismo e fauvismo. Foi a influência do fauvismo que originou o Surrealismo
No entanto, ao longo destas fases do seu estilo, ele permaneceu mais enfaticamente, um artista judeu, cujo trabalho foi um longo devaneio sobre sua vida em sua cidade natal em Vitebsk. Pablo Picasso observando sua obra “When Matise Dies” de 1950 disse: “Chagall é o único pintor que entendeu direito, o que as cores realmente são”.
Por isso a impressão da Carla, achando que a obra era de Van Gogh tem muito fundamento, afinal ambos foram grandes influências dentro do modernismo.
Carla Bruni
março 6th, 2009 by Jeff, under Biografias, Música. 2 Comments
Tem alguns assuntos que eu poderia jurar que já havia comentado no blog, hoje pesquisei nos tópicos criados e na verdade não escrevi sobre a Carla Bruni. Apesar de já ter ouvido falar seu nome em diversas ocasiões, foi desenvolvendo um trabalho que conheci suas músicas, onde me despertou o interesse de saber mais sobre ela.
Biografia
Nascida no norte da Itália, foi criada na França e na Suíça. Sua mãe é a concertista de piano Marysa Borini, que era casada com o industrial e compositor clássico Alberto Bruni Tedeschi.
Oriunda de uma família ligada à CEAT (Fábrica Italiana de Pneus) e à ENI (Petrolífera Italiana), Bruni foi com os pais e os irmãos para um exílio na França em 1973, fugindo das Brigadas Vermelhas, organização terrorista de cunho marxista que recorreu a sequestros e assassinatos naquele período da história italiana. Cresceu em Paris, tendo cursado parte de seu período escolar na Suíça e, de volta à França, estudou na Universidade de Sorbonne.
Em 1988, abandonou de vez os estudos para se dedicar à carreira de modelo; considerada uma das mais belas modelos de sua época, Carla Bruni foi contemporânea de Claudia Schiffer, Naomi Campbell, Christy Turlington e Kate Moss no mundo da moda – a primeira geração de top models internacionalmente famosas. No fim dos anos 80, era uma das 20 modelos mais bem pagas do mundo, ganhando cerca de 7,5 milhões de dólares por temporada.
A herdeira de uma fortuna teve relacionamentos com rockstars como Mick Jagger e Eric Clapton, o magnata Donald Trump, e atores como Kevin Costner e Vincent Perez, entre outros.
Depois de uma carreira bem sucedida como modelo entre 1987 e 1998, trocou as passarelas pela música, lançando três discos:
Quelqu’un m’a dit (de 2002, cantado em francês)
No promises (de 2006, cantado em inglês)
Comme Si De Rien N’Était (de 2008, cantado em inglês e em francês)
O último contendo algumas letras polêmicas e que fazem alusão a seu atual marido, o Presidente da França Nicolas Sarkozy, como Tu Es Ma Came (“Meu homem, eu enrolo e fumo”/”[amor] mais mortal que a heroína afegã, mais perigoso que a branca colombiana”), Je Suis une Enfant (“Continuo a ser criança, apesar de meus 40 anos, apesar dos meu trinta amantes”), Ta Tienne (“Você é meu senhor, você é meu querido, você é minha orgia”).
Foi em dezembro de 2007 que surgiram rumores na imprensa francesa afirmando que estaria namorando o Nicolas Sarkozy, recém-separado num rumoroso caso que incluiria traição. Em janeiro de 2008, informou-se oficialmente e que se casariam em breve. O casamento foi no dia 2 de Fevereiro de 2008 no Palácio do Eliseu, em Paris.
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Opinião Pessoal:
Carla Bruni é definitivamente o estereótipo do que muitas mulheres gostariam de ser. Bonita, famosa e definitivamente muito rica, foi uma mulher de muitos homens, todos igualmente ricos e/ou famosos, mas parece que ela não se preocupou muito como a repercussão de tudo isso. Começou a carreira como modelo, já pousou nua, se tornou cantora e depois para completar, se tornou a primeira dama da França casando com o Presidente Nicolas Sarkosy em uma história que envolveu traição e muita opiniões divergentes. Apesar de tudo isso ela consegue manter uma bela pose de mulher exemplar, delicada, educada, feminina, elegante, enfim é adorada na França como um exemplo de feminismo, coisas que só poderiam acontecer lá mesmo.
Gosto muito de música francesa e as músicas da Carla Bruni tem aquele ‘ar’ ‘blasé’ francês, que dá um toque único a música. Se você gosta de música francesa e mesmo que não goste, baixa e ouça.
Música: Quelqu’un m’a dit
Artista: Carla Bruni
Álbum: Quelqu’un m’a dit
Ano de Lançamento: 2002
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Yaël Naïm
dezembro 31st, 2008 by Jeff, under Música. No Comments
Naïm é certamente uma das cantoras mais talentosas que eu ouvi nos últimos anos. Assim como acontece com a Enya, Naïm criou um estilo próprio e único de música.
Nasceu em Paris há 29 anos e se mudou com a família para Ramat Hasharon em Israel, aos quatro. Gastava horas no piano que seu pai comprou e começou a frequentar o conservatório de música aos noves anos, onde viu ‘Amadeus’ e decidiu que quando completasse 30 anos faria uma sinfonia, porém alcançou seu objetivo muito antes.
Mas foi ouvindo velhos vinis que ela descobriu Aretha Franklin e The Beatles que alteraram seus planos.
“Eu amava tanto tocar esse tipo de música, que acabava mais cedo o dever de casa e me sentava para compor”.
Ainda no ensino médio, foi ver o grande jazzista Wynton Marsalis em TelAviv e encontrou com um saxofonista que tocava com a orquestra de Wynton. Ele reconheceu seu talentoe todo mês, quando ele aparecia para tocar, levava ela para tocarem juntos.
Em 1996 Naïm passou a cantar na troupe da força áerea de Israel.
Enviada para cantar em um concerto beneficente em Paris chamou a atenção dos organizadores. Saiu do exército e foi enviada novamente a Paris para outro concerto, onde foi chamada por produtores franceses para ouvir mais sobre suas músicas.
Com 21 anos, Naïm fechou um contrato com a gravadora EMI. Retornou a Israel e depois voltou a Paris para gravar seu cd que levou um ano para ser concluído.
Seu primeiro álbum “In a Man’s Womb” foi lançado em 2001, mas, apesar de todos os esforços, não foi bem sucedido, as canções não tocavam nas rádios e as vendas foram baixas. Com a falha em seu primeiro álbum, ela fez testes em diversos projetos com outros artistas e acabou retornando aos musicais. Em um desses concertos conheceu David Donatien, um baterista indiano. Eles começaram a tocar juntos e depois de 3 anos de trabalho gravaram um cd juntos.
Em 2007 lançou seu novo álbum ‘Yael Naim’ e as vendas foram um sucesso. Mesmo sendo uma jovem mulher israelense desconhecida do público, cantando a maior parte de suas músicas em hebraico, acabou se tornando o álbum mais vendido pela internet na França e o terceiro mais vendido nas lojas com aproximadamente 60.000 cópias em um mês, além de tocar nas mais populares estações de rádios e diversas participações em programas de tv. O álbum contém 13 trilhas que variam do Pop ao Folk a baladas melancólicas.
Em 2008 Yaël Naïm se tornou mundialmente conhecida após sua canção ‘New Soul’ ser exibida no comercial do laptop ultra fino da Apple®, o MacBook Air que foi lançado internacionalmente em fevereiro e em março no Brasil.



