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Gotye

fevereiro 3rd, 2012 by , under biografia, musica. No Comments

Conheci este músico após a cantora Ingrid Michaelson regravar uma de suas canções, em seu projeto Army 3. A música em questão é ‘Somebody That I Used To Know’ e originalmente foi gravada por Gotye no seu álbum ‘Making Mirrors’, lançado no ano passado.

Wouter “Wally” de Backer nasceu em 31 de maio de 1980, em Bruges, Bélgica, porém hoje vive na Austrália. Além de cantor, Gotye é compositor e multi-instrumentista. Lançou três albuns independentes, porém somente dois deles são vendidos na iTunes. Na Austrália já recebeu cinco prêmios no ARIA Awards. Além da carreira solo, Gotye faz parte do The Basics, um trio de músicos com base na cidade de Melbourne.

Na realidade, de Wouter viveu apenas seus dois primeiros anos de vida na Bélgica, quando sua família se mudou para a Australia. Na escola era chamado de Walter, variação em inglês de seu nome belga ‘Wouter’. Talvez seja por essa ‘dupla personalidade’, que Gotye resolveu inserir mais uma variação do seu nome original. Gotye deriva de Gaultier, a tradução francesa para Wouter/Walter. Ainda na escola, Gotye formou uma banda com mais três amigos, sendo que um deles, Lucas Taranto, toca em seus shows até hoje. Suas influências musicais passam por Depeche Mode (ótima banda, se não conhece, procura conhecer) e Kate Bush.

Aos 21 anos seus pais resolveram se mudar e para que Gotye não deixasse os estudos, ficou morando com amigos na antiga casa de seus pais, foi então que um vizinho bastante idoso, após ouvir sua banda, Downstars ensaiando, deu a Gotye todos os LP’s de sua falecida esposa. A banda se separou e Gotye não sabia como continuar sua carreira, afinal ele não era o vocalista e sim o baterista da banda.

Um amigo lhe incentivou a tentar os vocais e ele seguiu em frente. No mesmo ano, em 2001, Gotye gravou um EP, fez apenas 50 cópias com capas escritas a mão e distribuiu uma a uma em diversas rádios da cidade. Neste tempo, Gotye encontrou o vocalista Kris Schroeder, viraram amigos e criaram o duo The Basics. Fizeram turnê e entre os anos de 2004 e 2010, gravaram quatro álbuns juntos. Ao seu EP, Gotye acrescentou mais duas canções e lançou o álbum ‘Boardface’, no fim de 2003.

Em 2004 seus pais resolvem vender a casa, obrigando Gotye a dividir um apartamento. Ele continuou se apresentando com o The Basics, além de trabalhar em uma biblioteca local. Ao longo dos anos, Gotye passou a mudar de casa constantemente. Desta colcha de retalhos nasceu o álbum ‘Like Drawing Blood’, uma referência as dificuldades que teve para gravar suas canções. O álbum fez bastante sucesso local e foi escolhido como o melhor de 2006, pelos ouvintes da rádio Triple J. O álbum recebeu ainda um disco de ouro pelas 35.000 cópias vendidas.

Seu sucesso internacional no entanto, viria com Making Mirros, de 2011. Com o sucesso do álbum anterior, Gotye finalmente pode ter uma casa permanente, no sul de Melbourne. Em 2010 ele montou um estúdio de gravação,  no celeiro da fazenda de seus pais. Em outubro de 2010 era lançado o single ‘Eyes Wide Open’, que foi indicado ao APRA Awads de 2011. Em março de 2011 ele enfim revelou o nome do novo álbum, que foi inspirado em um quadro pintado por seu pai, perdida entre coisas velhas. A arte pintada por seu pai, foi digitalizada e transformada na capa do álbum.

O álbum ficou no top #1 do ARIA Australiano. Na ocasião, Gotye igualou o feito de ter um álbum e um single como #1, simultaneamente, fato que somente o grupo Silverchair tinha alcançado até então. Foi nomeado para sete categorias do ARIA Awards.  A cantora que divide a música  ’Somebody That I Used To Know’ com Gotye é a neo-holandesa Kimbra.

Discografia

Boardface (2003)
Like Drawing Blood (2006)
Hearts a Mess (Remixes 2009)
Making Mirrors (2011)

Doces problemáticas – O que existe em comum entre Jessie J, Lady Gaga e Florence?

fevereiro 2nd, 2012 by , under especial, musica, video. No Comments

Talvez você saiba, talvez não, mas estas três cantoras possuem uma ligação entre si bastante curiosa.
São todas famosas? São todas talentosas? Obviamente são, mas na realidade todas possuem problemas de saúde um tanto complicados. É estranho pensar nisso, pois geralmente enxergamos um artista como alguém intocável, superior, sem problemas mais sérios. Lady Gaga foi diagnosticada com Lupus, uma doença autoimune bastante complicada. Florence tem dislexia e dispraxia, uma doença que interfere no movimento correto dos músculos. Já Jessie J. tem uma história ainda mais complicada. Na realidade eu não sabia nada disso e fui descobrir quando fui pesquisar sobre ela, a pedido da minha noiva.

Jessica Ellen Cornish nasceu em Redbridge, Londres, no dia 27 de março de 1988. Jessie J. como é conhecida artisticamente é cantora e compositora. Antes de alcançar a fama como cantora, Jessica já havia ganho notoriedade dentro da indústria musical, escrevendo canções de sucesso para artistas como Miley Cyrus, Rihanna, Justin Timberlake e Chris Brown. Um começo de carreira muito parecido com o de Lady Gaga, que também ficou conhecida primeiramente como compositora de músicas para Pussycat Dolls.

Apesar da carreira de sucesso, Jessica possui um passado complicado, ela dizia que sempre teve talento para cantar e que essa era a sua grande paixão. No entanto, aos 11 anos foi expulsa do coral de sua escola por cantar muito alto. Já abalada com seu afastamento, foi diagnosticada com um batimento cardíaco irregular. Aos 18 anos, seu problema causou um pequeno AVC. Como resultado disso, ela não bebe álcool e nem fuma, tudo para cuidar da sua saúde relativamente frágil.

Jessie conta este episódio:

Aos 11 eu fui diagnosticada com um batimento cardíaco irregular, eu tinha fios no meu ombro, virilha e coração para tentar pô-lo no ritmo normal, mas não deu resultado. Então, aos 18 anos, eu sofri… um pequeno ataque. Foi assustador, mas eu estou bem agora. Ter uma má saúde fez-me perceber que não se pode tomar nada como garantido e devo cuidar do meu corpo.

No início de 2011, ela sofreu um ataque de pânico durante uma apresentação. A festa chamada de ‘Black Out’, como o nome sugere, teve todas as luzes apagadas em determinado momento. Jessie acabou tendo um ataque de pânico e solicitou que ligassem as luzes novamente, o que não aconteceu, piorando ainda mais a crise. Em junho de 2011 outro problema, Jessie quebrou o pé enquanto ensaiava para o Summertime Ball, precisando passar por uma cirurgia de transplante de ossos (não é pouca coisa não). Durante o processo de recuperação ela continuou se apresentando, agora sentada numa cadeira e com o gesso do pé todo enfeitado.

Os videocliples das músicas ‘Who’s Laughing Now’ e ‘Who You Are’, por exemplo, lançados em agosto e setembro de 2011 respectivamente, foram gravados com ela sentada pelo mesmo motivo, prova de que a vida de um artista não são só flores e que Jessie é uma pessoa realmente dedicada à sua profissão. Muitos críticos especializados comparam a qualidade vocal de Jessie J. com Amy Winehouse e Adele. Por isso acreditam que o estilo musical para o qual Jessie J. se dedica hoje, poderia ser melhor explorado em uma carreira musicalmente mais elaborada.

Discografia

Em 2009, Jessie assinou com a gravadora Island Records, subsidiária da Universal Music Group. Somente em fevereiro de 2011 ela lança seu álbum de estreia: ‘Who You Are’. O álbum rendeu cinco singles até o momento: ‘Do It Like a Dude’, ‘Price Tag’ (com a participação do rapper B.o.B), ‘Nobody’s Perfect’, ‘Who’s Laughing Now’ e ‘Who You Are’. Aclamado por crítica e público, o álbum atingiu a 2a posição da UK Albums Chart no Reino Unido, vendendo 600 mil cópias no país em cinco meses. Atingiu o Top 10 em diversos países incluindo: Austrália, Suíça, Estados Unidos, Canadá e Irlanda.

Playlist

  1. Price Tag (featuring B.o.B) 3:42
  2. Nobody’s Perfect 4:20
  3. Abracadabra 3:50
  4. Big White Room 5:29
  5. Casualty of Love 3:54
  6. Rainbow 3:05
  7. Who’s Laughing Now 3:54
  8. Do It Like a Dude 3:15
  9. Mamma Knows Best 3:15
  10. L.O.V.E. 3:50
  11. Stand Up 3:27
  12. I Need This 4:20
  13. Who You Are 3:50

++ Edição Platinum

14. Domino 3:51
15. My Shadow 3:29
16. LaserLight (feat David Guetta) 3:31

Clipes

E.M.I.C.I.D.A.

novembro 13th, 2011 by , under biografia, capas e posters, musica. No Comments

A primeira vez que ouvi falar do Emicida foi completamente por acaso. Eu estava fazendo algumas pesquisas na internet quando encontrei um link para o site do The Creators Project e resolvi falar sobre o documentário feito sobre ele e a produção de um álbum, viabilizado pelo projeto patrocinado pela Intel. O mais engraçado é que eu me interessei antes pela sua história de vida do que pelas suas músicas, até porque o documentário não explora as músicas. Baixei o cd que era disponibilizado gratuitamente e a música do cara colou na mente, já me sentindo um catarina em Sampa. Parecendo vendedor de Herbalife, oferecendo as músicas dele para todo mundo. É engraçado analisar como as pessoas reagiam quando colocava a música. A pergunta sempre era:

Mas é rap?

Tipo: É rap mesmo? Você tá mesmo ouvindo música de preto e bandido?

Nasci em SC, no meio da maior colônia de alemães do país, mas desde moleque eu gosto de rap e tudo começou com um cd chamado Rap Brasil. É claro que o rap mudou muito de lá para cá, mas este foi o primeiro cd, aos 13 anos de idade. É muito bacana ver o Emicida cantando em Blumenau, uma das cidades onde o Nazismo teve seus simpatizantes.

Emicida

Falar do Emicida atualmente pode parecer redundante, o garoto que invadiu a internet, depois os canais da MTV e o Multishow e depois os canais de tv aberta. Mas a maquiagem e o floreio que eu poderia colocar em cima disso tudo, não pode esconder o real motivo que fez ele ‘chegar’.

Eu não preciso ensaiar sobre o assunto, as respostas você encontra em cada rima de ‘Doozicabraba’. Emicida é mais um garoto pobre da periferia de São Paulo, com talento artístico e que fez uso deste talento como a única possibilidade de mudar uma realidade triste e autenticamente brasileira. Um garoto que sentiu os problemas do país na própria pele, que carrega as marcas sentimentais e psicológicas que a falta de perspectiva nos traz, transformando tudo em rima, sintetizando tudo aquilo que ignoramos.

Mas por que o negro e pobre agora faz evento granfino? Emicida é o estereótipo do pobre limpinho. Tem o perfil que eles esperam do pobre e do negro. O pobre que não está envolvido em tráfico, não representa ameaça, o pobre que sabe se comportar em qualquer realidade que o coloquem, que fala bem, que é articulado, que não tem talento para maluco, consciente e focado, trabalhador, honesto, pai de família, artista de qualidade.

Emicida é o rapper que protesta com inteligência, que não acredita que polícia só serve para bater em pobre, que não incita a violência física, que consegue promover uma revolução silenciosa, organizada, sem anarquia, sem caos. Ele é a bola da vez, é a mente pensante entre as músicas de ‘coração partido’, que nada acrescentam além de entretenimento barato. Seu trabalho tem função social, é a arte na sua mais importante função, afetadora.

Doozicabraba é o relato mais fiel do quanto a fama tenta desviar o foco, por isso Emicida faz questão de deixar claro que ele ainda é ‘RUA’. Enfrentando a inveja daqueles que ficaram pelo caminho e tentando se adaptar a este novo mundo estranho, tentando provar que mantém a humildade e equalizando com a dose exata de arrogância necessária para impor respeito por onde passa. Emicida é um símbolo da revolução que começa de baixo para cima. Quero saber quando tempo os ‘PLAY’ vão continuar achando tudo isso divertido. Emicida é malandro, não se deixou envenenar pela fama, a mesma porta que ele abrir para entrar, ele deixou aberta para o dia que pedirem para ele se retirar. Por isso que o seu trabalho na internet, que o lançou para a mídia, continua forte. A venda e produção de cds continua de forma independente, promovida pelo Laboratório Fantasma, produtora que ele criou para produzir tudo que faz. Exatamente como começou, ele continua.

O início e Musicografia

Emicida nasceu Leandro Roque Oliveira, exatamente na mesma data que eu, 17 de agosto, três anos depois de mim. Você acha que foi fácil? Ele começou a carreira ainda no início dos anos 90. O pai que era dj de bailes Black, faleceu quando ainda era o menino Leandro. Ficou inicialmente conhecido pelas suas inúmeras vitórias em batalhas de MC’s, o que lhe rendeu o apelido de Homicida de MC’s, declarou: – Isso mesmo, Emicida. Suas primeiras gravações datam de 2005, quando entrou para os desafios e batalhas. Em 2008 gravou seu primeiro single, produzido por Felipe Vassão, Triunfo (capa 1), uma das suas melhores composições. No primeiro mês vendeu 70 cópias. A mudança começou a acontecer quando o clipe da música, publicado no Youtube, teve mais de 670 mil views.

No primeiro trimestre de 2009 é lançado a sua Mixtape de estreia, ‘Para quem já Mordeu um Cachorro por Comida, até que eu Cheguei Longe’ (capa 2). A mixtape traz 25 faixas gravadas desde o início da carreira. Foi indicado para três prêmios do VMB 2009. Em 2010 é a vez do single ‘Besouro’ (capa 3), incluido mais tarde em sua segunda Mixtape. Mais tarde é a vez do EP ‘Sua Mina ouve meu rep tamem’ (capa 4). Ainda em 2010 ele grava sua segunda Mixtape, Emicídio (capa 5). Em 9 de setembro Emicida grava sua participação no Programa do Jo e novamente a internet lhe traz outro impulso, seu nome vai parar no TT World. Em 2011 regrava o single ‘Quero ver Quarta-Feira’  (capa 6), com participação de Mart’nália, Damien Seth e Nilo Romero.

Doozicabraba e a Revolução Silenciosa

Eu falei sobre este álbum aqui. Gravado em NY pelos americanos K-Salaam e Beatnick em parceria com The Studio, teve participações da cantora Paola Lucio, Rael Da Rima, Evandro Fióti, Don Pixote, MV Bill e as batidas de Beatnick e K-Salaam. O download do disco foi disponibilizado gratuitamente na internet, para baixar era necessário postar um tweet. A festa de lançamento do álbum aconteceu durante o festival The Creators Project: Brasil 2011, realizado no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, que eu também falei aqui. O EP conta com 9 faixas, além de uma bônus presente somente no cd.

Recente

Provavelmente quando você ler este post, o Emicida já fez outra participação importante, outro show memorável ou ganhou algum outro prêmio. Nos últimos tempos foram: Rock In Rio, prêmio Bravo de Cultura, show em Nova Iorque, e premiação do VMB. Emicida concorreu em 3 categorias: Hit do Ano com ‘Rua Augusta’, Artista do Ano e Clipe do Ano com ‘Então Toma’, levando os dois últimos, sendo que Artista do Ano é considerado o destaque da edição. Agora vem sua participação no SWU.

 

The Beatles no iTunes

abril 18th, 2011 by , under especial, ilife, musica. No Comments

Sensacional a página inicial do iTunes… Confiram…

Eu não sei precisar se as músicas dos Beatles já era vendida anteriormente pelo iTunes, mas agora toda a discografia está disponível. Você pode inclusive comprar um Box do iTunes com todos os cds da carreira do quarteto fantástico por $ 149,00. Achou caro? Mas calma lá, por $ 149,00, cerca de R$ 240,00, você leva para casa, ou melhor, para seu iPhone, iPod ou iPad, todos os discos da banda, remasterizados, todos os álbuns em LP inclusive lado A e B, um mini documentário, fotos, notas e e e e e e… o vídeo do primeiro show nos Estados Unidos em 1964 no Washington Coliseum.

Que bela idéia, que bela idéia…

Vera Loca

fevereiro 5th, 2011 by , under biografia, musica. 1 Comment

O início

Diego Dias, teclado e Fabricio Beck, guitarra e vocal, são amigos desde moleques. Já faziam covers em Santa Maria, cidade distante 290km da capital gaúcha, Porto Alegre. Tocavam com uma banda chamada Rescue, mas Santa Maria estava pequena demais. A garotada resolveu fazer as malas em direção a POA, nessa convidaram Mumu para integrar a banda. Com esta formação tocaram por um tempo em barzinhos da cidade, mas já começava ali as primeiras composições próprias. Parte do pessoal desistiu do sonho de viver de música. Voltaram para Santa Maria, sobraram Diego, Fabrício e Mumu. Hernán entrou para a banda de um jeito diferente, começou a namorar a irmã do Mumu. Por último chegou Leandro Schirmer para fechar formação original da banda.

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As primeiras gravações já haviam começado e a banda ainda não tinha nome. Os ensaios para a gravação aconteciam no apartamento onde a galera vivia, para o desgosto de uma vizinha que não estava muito afim de ouvir rock’n'roll. Conta a história que a maior briga aconteceu durante os ensaios de Kioske 40, foi o que bastou para a criação do nome da banda: ‘Vera Loca’, em homenagem a senhorinha pouco receptiva. A data oficial de nascimento da banda foi 10 de fevereiro de 2002.

 

O álbum de estreia com o sugestivo título: ‘Meu Toca Discos se Matou’, foi lançado ainda em 2002. Gravado no estúdio Submarino Amarelo, com produção do meu amigo Duca Leindecker (Cidadão Quem e Pouca Vogal). A banda tinha um amigo em comum, Rogério, operador de som da Cidadão e Ultramen. Eles apresentaram as músicas ao Duca que curtiu o som, a parceria estava feita. ‘Meu Toca Discos se Matou’ traz ótimas canções: ‘Maria Lúcia’, ‘Cine Car’ e a bela canção nonsense ’Bailarina’. Em ‘Floresta’, Fabrício divide o vocal com outro cara que eu gosto demais, Nei Van Soria, ex-Cascavelettes e ex-TNT (lendárias bandas do rock nacional). Para finalizar a listaa melancolia de ‘Meu Toca Discos se Matou’. Melhor estreia impossível.

Eu e a Vera

Em 2004 passei a desenvolver a campanha de internet da banda Cidadão Quem. A banda era agenciada pela mesma produtora da Vera Loca. Em 2004 viagei para Porto Alegre, a convite da Cidadão, para a premiere de lançamento do cd e dvd ‘Cidadão Quem no Theatro São Pedro’. Acabei conhecendo todos os Veras, um mais maluco que o outro.

Foi também em 2004 que a banda viveu seu primeiro momento nacional. No quadro ‘Um Dia de Banda’ do Jornal Hoje da Rede Glóbulo, a banda teve uma enorme repercussão. A matéria contava o início da banda e a curiosa história sobre o nome ‘Vera Loca’. O público gostou tanto da banda, que pediu bis. Motivados pelos inúmeros elogios, a Globo resolveu fazer mais uma matéria. Desta vez, promovendo um encontro entre a banda e a Vera, a ‘vizinha louca’ que inspirou o nome.

Também foi em 2004 que surgiu minha primeira parceria com a banda. Já na produção do novo álbum, eles decidem lançar um single e me convidaram para produzir o site de divulgação de ‘Palácio dos Enfeites’, ‘A Vida é de Graça’ e ‘Suadinha’. O resultado foi esse:

Distúrbios do Amor e Rock’n'Roll

Em 2005 a banda lança seu segundo álbum, novamente com produção de Duca Leindecker. O álbum traz músicas com temas diferentes do álbum de estreia. Músicas como ‘A vida é de graça’, ‘Anos 60′, ‘As coisas que eu te disse ontem’, ‘Betania’, ‘Cara Cabeludo’, ‘Cara de Louco’, ‘Palácio dos Enfeites’, ‘Prato Predileto’ e ‘Suadinha’. Para o lançamento do cd na internet, a banda novamente me convidou para produzir seu novo site.  Aproveitei que o projeto gráfico já havia sido lançado e adaptei a capa do cd para um site em animação.

Vera Loca III

Em 2008 a banda já amadurecida pela estrada, com repercussão nacional em tv e internet, além do sucesso nas rádios do sul do Brasil, grava o terceiro álbum. Assim como seus dois primeiros cds, gravados no estúdio Submarino Amarelo em Porto Alegre, desta vez sob a produção de Ray-Z. Vera Loca III mostra o evidente crescimento musical da banda. As composições mais intensas e reflexivas trazem um clima mais sério que seus antecessores, que tinham uma levada mais pop. Falando de amores e relacionamentos: ‘Preto e Branco’, ‘Pense Bem’, ‘Foi’, ‘Madrugada’ e ‘Fiz de Tudo’, contrastam com a regravação de ‘Borracho y Loco’, versão de ‘Lamento Boliviano’, música da banda argentina Enanitos Verdes. A regravação leva a banda por uma tour pelo país. Surpreendente é a densidade de ‘A Culpa’ e a poética nonsense de ‘Serenata’. Ao velho estilo Vera Loca ainda tem ‘Por Causa do Calor’, ‘Velocidade’ e ‘Sem Sair do Lugar’. A saideira fica por conta de ‘Aos Meus Amigos’, música para curtir acompanha de uma breja e um bom papo.

Melhores capas de 2008

A coluna ‘Faz Caber’ da revista Época, elege todos os anos, as dez melhores capas de discos nacionais. Entre os escolhidos, a capa de Vera Loca III.

Em meio a bandas coloridas e outras ‘porcarias mas’, mesmo em tempos onde o rock não vive seus tempos áureos de décadas atrás, a banda começa a atravessar as fronteiras do sul do país. O ideal no entando é nos acostumarmos com a ideia de que o significado de sucesso é relativo e não está ligado a números. Na verdade nunca esteve, precisamos fazer o que já se faz fora do Brasil, classificar o som como Indie/Rock e curtir um sucesso que não precisa estar na Globo para ser importante. Você não precisa esperar uma aparição Global, para colocar a Vera Loca na sua playlist preferida.

Em 2011 a banda voltou a lançar um novo trabalho, mas isso é assunto para outro post.

Formação

Diego Floreio – Teclados
Fabrício Beck – Vocal e guitarra
Hernán González – Guitarra
Luigi Viera – Bateria
Mumu – Contrabaixo

Ex-Integrantes

Leandro Schirmer – Bateria (três primeiros álbuns)

Discografia

Para quem ficou interessado, não vai fazer muito esforço para ter os três cds em casa. A própria banda disponibilizou os cds em seu site oficial. Então segue os links:

2002 – Meu Toca Discos se Matou – baixar cd completo
2005 –  Distúrbios do Amor & Rock’n'Roll – baixar cd completo
2008 – Vera Loca III – baixar cd completo

Seguir

Twitter: @veraloca
Clipes: YouTube
Site Oficial: www.veraloca.com