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novembro 23rd, 2008 by Jeff, under Download. No Comments


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Damien Rice

novembro 23rd, 2008 by Jeff, under Download, Música. 1 Comment

Assim como Glen Hansard, U2, The Cranberries, Enya e The Corrs, Damien Rice é Irlandês. Parece que a Irlanda produz ótimos cantores e compositores. Conheci Damien Rice como grande parte das pessoas, a partir do sucesso da música “The Blower’s Daughter” tema do filme ‘Closer – Perto Demais’.

Resolvi pesquisar mais sobre ele e procurei ouvir outras músicas, e não poderia ser diferente, foi paixão imediata. Assim como The Blower’s Daughter, ele tem uma coleção de músicas lindas, que tocam seu coração. Algo é bem interessante na forma de cantar, é como se ele interpretasse os sentimentos que a música registra, seja tristeza, melancolia, raiva, paixão.

Conheça ainda mais sobre ele:

Damien Rice nasceu em 7 de dezembro de 1973, em Celbridge, no condado de Kildare, na Irlanda. É o segundo dos três filhos de George e Maureen, um casal trabalhador. Damien sempre foi considerado a ovelha negra da família.

Desde cedo, ele encara a música como uma excelente maneira de não apenas expressar, mas também de tentar compreender toda sua melancolia. É por isso que, logo no começo dos anos 90, se juntou a alguns colegas de colégio e formou a banda Juniper, da qual era vocalista, além de compor e escrever todas as músicas do grupo. No entanto, atritos com a gravadora (Polygram) e pequenos conflitos internos, causados principalmente pelo perfeccionismo do Damien e por suas opiniões fortes e sempre diferentes dos demais, fizeram com que ele deixasse a banda, oito anos depois de sua formação (1998). Os outros integrantes continuam juntos, formando o ‘Bell X1′.

Em março de 1999, Damien Rice decidiu largar tudo e se mudou para a Toscana, na Itália, passando a viver do que plantava e cantando na rua para conseguir alguns trocados. A experiência, diz ele, mudou sua vida. No ano seguinte, ele voltou para Dublin, com ânimo revigorado e repleto de idéias novas. Juntou-se, então, a um grupo de músicos:

Lisa Hannigan: Vocais ( Uma das vozes femininas mais bonitas que ouvi nos últimos anos)
Vyvienne Long: Piano e Violoncelo
Shane Fitzsimons: Baixo
Tomo: Percussão

Em meados de 2002 lançou seu primeiro álbum: “O”. O CD foi gravado no quarto do cantor, com poucos instrumentos devido ao pequeno orçamento – o que explica o tom acústico que o disco adquiriu. O cantor admite que esperava que o cd não vendesse mais que mil unidades, porém para a sua surpresa “O” bateu a marca de 2 milhões de álbuns vendidos.

E é aqui que entra a característica mais forte de Damien: a sua indiferença ao sucesso. De acordo com as suas próprias palavras: “O dinheiro só faz me sentir fora de equilíbrio com meus amigos, então não quero mais dinheiro. A mesma coisa com a fama. Não quero ser famoso. Não sou uma celebridade”.

Damien Rice é assim: confuso, melancólico, mulambento (usa camisetas velhas e calças rasgadas nos shows), tímido, complicado, jovial, experiente – para muitos, um gênio.

Lançou dois álbuns até agora, “O” e “9″.

Se for dar uma dica de música, eu diria todas. Mas para lhe convencer rapidamente ouça:

The Blower’s Daughter, Cannonball, Cold Water, Eskimo, 9 Crimes, Volcano

Músicas: Cd Completo
Artista: Damien Rice
Álbum: “O”
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Espaço Vazio

novembro 23rd, 2008 by Jeff, under Escrito por outros..., Para sempre..., Pensamentos, Textos. 3 Comments

Música para ouvir lendo: “Eskimo – Damien Rice”

Chego a um momento de minha vida onde tudo que me motivou no passado, deixou de ser importante. Hoje nada daquilo faz diferença. Sinto que já peregrinei demais por caminhos que não levaram a lugar algum. Minha peregrinação é na verdade uma busca incansável de uma outra direção, diferente do que antes parecia tão óbvio.

Cercado de seres ignorantes e individualistas, não acredito ser possível alterar certas realidades. O bem não transformará o mal, um deles precisa dar espaço ao outro. Não existem espaços vazios quanto pensamos do bem e no mal. Antes que eu me torne parte daquilo que sempre repudiei, preciso distância desta sombra que nos consome pouco a pouco. A busca que outrora intrépida, se mostrou ineficaz em encontrar qualquer fagulha de bondade. Não há glória em mudar situações ou pensamentos. Estes valores tortos estão impregnados nas entranhas frias daqueles que espreitam. Preciso de um lugar onde me sinta confortável.

Este nunca foi realmente o meu lar. A sensaçãode ser um estrangeiro, estranho, esquisito, errante, é permanente. Não consigo me ver entre estas pessoas, não entendo seus propósitos, não compreendo suas atitudes, não esqueço os olhares de desdem. Quem sabe meus desejos habitam um mundo irreal, paralelo, inalcançável, de qualquer forma, não consigo ignorar o fato de que tudo me incomoda, por vezes, profudamente.

Sentado sob a luz da lua, acreditando que algo pode mudar minha vida, uma carta, uma novo amor, um amigo sincero, alguém que eu pudesse dividir grandes idéias ou quem sabe grandes frustrações, sempre em exatas proporções. Esperança fugaz.

Meus sonhos se tornaram mais inquietantes nos últimos tempos. Minha mente armazenou cuidadosa e sistematicamente cada sonho que tive ao longo da minha minha, porém na tentativa de não esquecer nenhum deles, acabei com o espaços vazios. Repleta de velhos sonhos minha mente impede que novos se constituam em minha mente. Não consigo avaliar se sonhei demais ou realizei muito pouco.

Quando um sonho se torna realidade um espaço vazio aparece, na espera de outro devaneio. Conseqüentemente quanto maior o sonho realizado, maior o espaço vazio. Quem me dera se somente de sonhos minha mente estivesse cheia, ocupei um espaço considerável com pensamentos medíocres, pessoas ruins e a preocupação ineficaz de que deveriam aprender lições de compaixão.

O mundo é mesmo torto e não preciso sacrificar meu coração em tentativas frustradas de mudanças impossíveis e pouco gloriosas. Como pude inquietar meus pensamentos com fatos imutáveis? Ignorância minha. Ledo engano. Preciso de novos planos, novos horizontes.

Escrito por J.R.Wills

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