Os Homens que Encaravam Cabras

Os Homens que Encaravam Cabras é um filme pouco compreendido. Com um título destes, você já deve se preparar para algo completamente fora do senso comum. O filme não é necessariamente uma crítica ao militarismo americano, como muitas críticas na internet costumam apontar. Para mim todo o sarcasmo e ironia questiona na realidade as nossas crenças e convicções. O linear entre o absurdo da realidade e a importância do inexistente. O que para você pode ser verdade, para outros não passa de pura bobagem. Não é difícil você apontar alguma crença, religião ou ideologia pela qual muitas pessoas devotam sua fé, ao mesmo tempo que você considera pura besteira. O que você pensa sobre as pessoas que acreditavam realmente no fim do mundo em dezembro de 2012? Ao ponto de abandonar sua vida, sua rotina, para ingressar em alguma comunidade de uma cidadezinha de interior?

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Agora tente imaginar que existem pessoas pensando as mesmas coisas de suas crenças, sejam elas qual for. Não precisa ser de cunho religioso, pode ser uma teoria conspiratória qualquer. O filme nos alerta logo de início: “você ficaria surpreso com a quantidade de coisas neste filme que são verídicas”. O tempo todo você fica se questionando em que grau de verdade cada situação se estabelece. Em cada acontecimento tratado de forma mais séria, ao ponto de te fazer acreditar, em segundos se torna em uma situação patética que lhe faz duvidar de tudo e neste vai e vem que você passa o filme inteiro. Para muitos o filme pode não ter pé nem cabeça, para outros é uma brincadeira inteligente e sagaz.

George Clooney não apenas protagoniza o filme como é produtor da obra, já que a direção é do seu sócio Grant Heslov. A dupla já produziu outras obras onde Clooney aparece como protagonista: ‘Boa Noite e Boa Sorte’ (2005), ‘O Amor Não tem Regras’ (2008), todos da produtora Smoke House. Além de Clooney o filme traz outros nomes de peso: Ewan McGregor, Kevin Spacey e Jeff Bridges, além obviamente da Cabra. Se alguém ficar na dúvida, sobre a barba da cabra, achando que ela é um bode, na verdade cabras e bodes possuem barba.

O filme não tem uma trilha sonora propriamente dita, mas traz como tema o clássico ‘More Than a Feeling’ do Boston, banda que fez sucesso nas décadas de 70 e 80.

Ficha Técnica

Título Original … The Men Who Stare at Goats
Origem … USA
Gênero … Comédia
Duração .. 94 min
Lançamento … 2009 (USA) 2010 (BRA)
Direção … Grant Heslov
Roteiro … Peter Straughan baseado no livro de Jon Ronson

Elenco

George Clooney como Lyn Cassady
Ewan McGregor como Bob Wilton
Jeff Bridges como Bill Django
Kevin Spacey como Larry Hooper

Os Espíritos – The Frighteners

Nunca fui nerd o suficiente para conhecer filmes pelo diretor. Salvo alguns mais conhecidos, que todo mundo conhece. Mas algo que nunca tinha feito foi procurar filmes pelo diretor. Geralmente costumo fazer isso através de atores e atrizes que eu gosto e que julgo serem uma aposta certa. Depois de ver tantas referências à diretores pela galera mais cinéfila, resolvi testar a experiência. Fui em busca de filmes antigos de diretores renomados. Nesta lista apareceu Peter Jackson com seu ‘Os Espíritos’ (The Frighteners), de 1996.

O interessante do dvd é que antecedendo o filme, Peter Jackson faz uma apresentação do longa que considera ser a sua primeira grande produção, com Michael J. Fox protagonizando o filme, no auge da carreira. Mas o interessante da apresentação de Peter Jackson sobre o filme, então no seu relançamento em formato DVD, em 2006, já consagrado como diretor após a trilogia de ‘O Senhor dos Anéis’, foi o fato de ele revelar que este filme possibilitou a criação e viabilização da adaptação dos livros de Tolkien. Ele conta que seu estúdio ainda na Nova Zelândia, tinha apenas um único computador. Para a produção de ‘Os Espíritos’, eles precisaram aumentar a estrutura para 37 computadores. E preocupado com o que fazer com tanta tecnologia extremamente cara, justamente trabalhando no início das aplicações de efeitos visuais por CGI, começou a negociar a adaptação de ‘O Senhor dos Anéis’. Seus filmes até hoje já arrecadaram 22 estatuetas do Oscar. Sendo indicado 36 vezes. Número que deve aumentar consideravelmente com o lançamento de O Hobbit.

‘Os Espíritos’ precisa ser visto com as limitações da época. Muito provavelmente, se você tiver menos de 20 anos, vai achar péssimo e não chegará ao fim. Para quem consegue imaginar a dificuldade de se produzir isso em 1996, vale a experiência.

Sinopse

Frank Bennister era um arquiteto talentoso e com futuro promissor. Porém sua esposa morre em um acidente de carro, onde Frank passa a ver espíritos. Deprimido e se culpando pela morte da esposa, ele abandona sua carreira e passa a viver como um médium capaz de limpar casas de maus espíritos. Na verdade alguns dos espíritos que Jack consegue ver, o ajudam neste truque, indo até algumas casas, fazendo uma assombração básica, onde ele obviamente é chamado para resolver. Porém Frank acaba se confrontando com um fantasma do seu passado, literalmente. Responsável por mortes misteriosas que acometem sua cidade.

Ficha Técnica

Título Original … The Frighteners
Origem … USA / Nova Zelândia
Gênero … Comédia / Terror
Duração .. 110 min
Lançamento … 1996
Direção … Peter Jackson
Roteiro … Fran Walsh e Peter Jackson

Detalhe: Walsh é esposa de Jackson. Casaram-se em 1987, onde começaram não só a parceria conjugal mas profissional. Walsh é co-roteirista de praticamente todos os filmes de Jackson.

Elenco

Frank Bannister como Michael J. Fox
Dr. Lucy Lynskey como Trini Alvarado
Ray Lynskey como Peter Dobson
O Juiz como John Astin
Milton Dammers como Jeffrey Combs
Patricia Ann Bradley como Dee Wallace-Stone
Johnny Charles Bartlett como Jake Busey
Cyrus como Chi McBride
Stuart – Assistente Fantasma de Bannister como Jim Fyfe

TED

Quando estive em Curitiba para a tarde de autógrafos dos livros ‘Branca dos Mortos’ e ‘Independência ou Mortos’, me senti o Pato Donald saindo de casa para jogar golf. Em resumo minha viagem foi basicamente isso:

Nos restou passear pelos shoppings, ver alguns filmes e depois ficar com um resfriado que está me matando desde que voltei. Aproveitei para ver o famigerado e polêmico TED. Já desconfiava que não acharia tanta graça no filme, pois não curto muito humor escrotizado. Tanto que os momentos em que o filme mais tirou risadas de mim, foram nas brincadeiras mais simples. Ver um urso fumando maconha e cheirando cocaína definitivamente não me faz rir. Sindo a mesma sensação quando assisto Pânico na TV. Nunca acho graça das bizarrices, acho que eles são mais divertidos nas brincadeiras mais ingênuas. Toda a vez que o Pânico tenta se parecer com Jackass, fracassa.

O filme tem dois pontos fracos, o primeiro fica por conta da interpretação da Mila Kunis, que sinceramente não consegue me convencer em nenhum dos filmes que assisti com ela. Ela está para mim no mesmo patamar da Angelina Jolie, são muitas caras e bocas, você não consegue vê-la como uma mulher comum, parece sempre estar olhando para uma bela mulher, que distoa da história. De alguma forma, sua presença deixa tudo inverídico. Muito provavelmente esta deve ser uma percepção pessoal, mas ainda assim, me incomoda.

O segundo ponto fraco do filme é o roteiro. A ideia do filme é muito boa e poderia gerar inúmeras piadas engraçadíssimas, mas a produção é do diretor estreante em cinema Seth MacFarlane, conhecido pela série de animação ‘Uma Família da Pesada’, que eu particularmente não consigo achar graça alguma. Já assisti inúmeros capítulos e este humor absurdo não desce. Um tipo de humor muito difundido no Brasil entre comediantes como Danilo Gentili e Rafinha Bastos, que usam de iconoclastia e comentários constrangedores (por vezes até discriminatórios), para arrancar risadas, o que inevitavelmente acaba causando mais constrangimento que graça. Se você pensar, é um humor infantil por parte de quem o cria e não de quem o vê. A sensação que eu tenho algumas vezes, quando vejo determinadas piadas do Danilo e do Rafinha é exatamente esta, a de que eles não cresceram e acham a maior graça em falar cu e pinto.

Não sei qual a importância icônica que este ursinho tem nos Estados Unidos, mas no Brasil ele não recebe o mesmo efeito iconoclasta de um personagem da nossa infância. Uma versão brasileira com o Peposo e a Peposa seria muito engraçado. O filme é engraçado, sim, algumas vezes, poderia ser muito mais, tinha potencial para isso. È o tipo de comédia que agrada muiiiiita gente, então não se influencie pelas minhas críticas. Não me arrependi de ver o filme, apenas minha expectativa era maior diante de tanta polêmica.

É o típico humor 8 ou 80, que cria críticas extremamente positivas e extremamente negativas. No site Adoro Cinema ele levou 5 estrelas do Jornal do Brasil e 1 estrela do Zero Hora. Concordo com aqueles que dizem que o roteiro é fraco, já que não existe um grande desenvolvimento da história e a tentativa de fazer rir pelo absurdo, pela anarquia, é um apelo muito forçado. Quem assiste o filme com mais critério vai sair do cinema igualzinho a mim. Não sai aborrecido, mas também não sai fazendo grandes comentários.

 

Diário de um Banana

Ontem assisti o filme Diário de um Banana 2, achei que havia falado sobre o primeiro filme, mas acho que esqueci de fazer um post na época, então vou aproveitar e falar dos dois filmes. Ambos são adaptações da série de livros escrita por Jeff Kinney, que além de escritor é cartunista, detalhe que fica bem evidente nos livros e até nos filmes. A série literária já conta com seis livros:

  1. Diário de um Banana – Lançado em 2007
  2. Diário de um Banana – Rodrick é o Cara (2008)
  3. Diário de um Banana – A Gota d’Água (2009)
  4. Diário de um Banana – Dias de Cão (2010)
  5. Diário de um Banana – A Verdade Nua e Crua (2011)
  6. Diário de um Banana – Casa dos Horrores (2011 – EUA)

Casa dos Horrores será lançado em português em Junho ou Julho de 2012.

Apesar dos livros serem uma leitura infanto/juvenil, o filme facilmente é indicado para qualquer idade. Com um humor muito simples, você acaba rindo demais com as situações clichés que acontecem na vida de qualquer criança durante a escola, principalmente a perseguição que a turma menos descolada acaba sofrendo, em tempos onde tanto se fala em Bullying, o filme aborda essas humilhações sociais de uma forma muito menos traumática e mais hilária e comum e inerente a idade e obviamente ao convívio social. Ao invés de transformar tudo em pesadelo, ‘Diário de um Banana’ é uma forma inteligente de mostrar para qualquer criança e adolescente, que essas aceitações sociais não importam tanto, acontecem com todo mundo e que um dia se tornará irrelevante, quase um livro de auto-ajuda. Um detalhe interessante que você vai perceber no filme é que os atores não envelheceram, na verdade os dois filmes foram produzidos na mesma época.

Sinopse

Greg Heffley (Zachary Gordon) tem 13 anos de idade e sofre os mesmos problemas que a maioria dos garotos como ele, ‘normais’, sofrem: não é popular. Com amigos que não estão entre os mais admirados da galera e dividindo os corredores da escola com garotos que são mais altos e já fazem a barba, ele só tem uma certeza: o ensino fundamental é a coisa mais idiota que existe. Mas tem um detalhe: ele registra toda a sua rotina na escola e também com a família em um diário.

Ficha Técnica

Título Original … Diary of a Wimpy Kid
Direção … Thor Freudenthal
Lançamento … 2010
Nacionalidade … EUA
Gênero … Comédia
Duração … 94 min

Elenco

Zachary Gordon como Greg Heffley
Steve Zahn como pai do Greg
Rachael Harris como mãe do Greg
Devon Bostick como Rodrick Heffley

Sinopse

Greg (Zachary Gordon) está apaixonado por Holly Hills (Peyton List), sua nova colega de escola, só que seu irmão mais velho Rodrick (Devon Bostick) está disposto a atrapalhá-lo de todas as formas possíveis. O péssimo relacionamento entre os irmãos faz com que Susan (Rachael Harris), sua mãe, tente aproximá-los criando um método chamado “dindin da mãe”, onde eles ganham dinheiro pelas atividades que fazem juntos. A iniciativa é um desastre, já que Rodrick aproveita a ideia para ganhar dinheiro fácil e maltratar Greg quando está ao seu lado. Um dia os pais e o irmão caçula Manny (Connor e Owen Fielding) deixam Greg e Rodrick sozinhos em casa no fim de semana. Rodrick organiza uma festa e convida os amigos, o que deixa a casa numa tremenda bagunça. No dia seguinte os irmãos conseguem arrumar tudo, de forma que os pais não saibam o que aconteceu. Isto faz com que Greg e Rodrick se aproximem, já que agora há um certo companheirismo entre eles.

Ficha Técnica

Título Original … Diary of a Wimpy Kid – Rodrick Rules
Direção … Thor Freudenthal
Lançamento … 2012
Nacionalidade … EUA
Gênero … Comédia
Duração … 96 min

Fica a dica para alugar os dois filmes e assistir com a família toda, da criança ao vovô, rs.

Roubo nas alturas e Professora sem classe

Estes foram os últimos filmes que assisti, junto com Não me abandone jamais. São dois filmes de comédia, dois filmes que não são péssimos, mas estão longe de serem uma obra prima.

Roubo nas Alturas

Roubo nas alturas (Tower Heist), traz dois atores experientes em comédia: Eddie Murphy e Ben Stiller. O filme é bom, tem uma história bacana, mas para quem já assistiu muitos filmes com o Ben Stiller como eu, provavelmente já está cansado do perfil anti-herói que ele faz em inúmeros filmes. A história do pacato cidadão que surpreende se tornando um cara corajoso de uma hora para outra, faz parte de quase todos os filmes que eu vi com ele: Uma Noite no Museu 1 e 2, Entrando Numa Fria, Antes só do que Mal Casado, Escola de Idiotas, Quero ficar com Polly. O Eddie Murphy parece que nunca mais fará um filme a altura de Um tira da Pesada. De qualquer forma, vale assistir o filme, não é tempo perdido não.

Ficha Técnica

Título Original … Tower Heist
Direção … Brett Ratner
Lançamento … 2011
Nacionalidade … EUA
Gênero … Comédia
Duração … 104 min

Professora sem Classe

Cameron Diaz não é de fato uma das atrizes que eu gosto muito. Como grande parte dos filmes vende a ideia de ela ser uma mulher irresistível, acaba ficando algo sem graça. O único filme que eu realmente achei ela incrivelmente irresistível foi em ‘O Máscara’. Acho que o padrão de beleza mudou muito desde lá, não sei, mas não consigo mais achar graça nela. Acho que o encanto se desfez quando vi ‘Tudo para ficar com ele’. No filme, Cameron Diaz é Elizabeth Halsey, uma professora sem qualquer dom para a profissão. Na verdade ela não esconde seu desejo de dar um belo golpe do baú para mudar de vida e largar sua atual realidade. Infelizmente para ela, a vida programou algumas surpresas que obrigam ela a mudar um pouco sua perspectiva de vida, mesmo que seja na marra. O filme ainda traz Justin Timberlake, sem dúvida no pior papel da sua vida. Além disso, uma boa dica seria o Justin Timberlake parar de cantar nos filmes que ele participa. A Jennifer Lopez é cantora e não fica fazendo referência a este detalhe em cada filme que faz.

Ficha Técnica

Título Original … Bad Teacher
Direção … Jake Kasdan
Lançamento … 2011
Nacionalidade … EUA
Gênero … Comédia
Duração … 92 min

 

 

Matador em Perigo – Wild Target

Ontem passei na locadora para devolver alguns filmes, na esperança de alugar alguma coisa interessante. De longe já avistei a parte de lançamentos completamente vazia. Parece que as pessoas estão começando a sair além dos dias tradicionais: sexta e sábado. Mesmo assim resolvi tentar valculhar as prateleiras atrás de alguma pérola perdida, nada que saltasse aos olhos, um título conhecido, um ator conhecido ou até mesmo uma capa simpática. Resolvi levar um para não sair de mãos vazias: Matador em Perigo, com um título ruim destes, tinha tudo para ser ruim mesmo ou se tornar um grande achado.

Que bom que é, a sensação de não botar fé em um filme e ele simplesmente ser demais. Eu não vou falar absolutamente nada sobre a história, para não estragar a surpresa. Claro que agora você já sabe que é bom, o que tira um pouco desta sensação que eu tive, mas você vai gostar demais.

Filme

Matador em Perigo é estrelado pela bela Emily Blunt, já bastante conhecida por outros filmes como ‘O Diabo Veste Prada’ e Rupert Grint, o eterno Ronald Weasley de Harry Potter. Agora, quem rouba a cena e carrega o filme sozinho, é Bill Nighy, que você deve conhecer pela participação em Simplesmente Amor. Ele é aquele senhor magro de meia idade, antiga estrela do rock’n’roll, falido e entregue ao ostracismo, tentando resgatar o sucesso lançando um single durante o Natal, prometendo dançar nú na tv, caso a música se torne conhecida ou algo assim.

Bill Nighy é impagável, ele consegue transformar um filme com um tema pesado e um tanto sombrio, em algo extremamente patético e engraçado. Assustadoramente você passa achar uma morte normal e necessária para a história do filme. Emily Blunt está sensacional também, ela que já tem por natureza um ‘ar’ de cinismo, ficou perfeita no papel de uma golpista que vende quadros falsos por milhões de dólares, ao mesmo tempo que ‘bate carteiras’, bandida por convicção, por natureza. Você vai aprender que matar, pode ser uma arte, uma profissão e até uma herança de família, está no sangue (com duplo sentido por favor).

Rupert Grint é mais uma vez o garoto atrapalhado igual ao seu papel como Ronald Weasley. A triha sonora é muito boa também, vou tentar baixar e disponibilizar por aqui em breve.

Ficha Técnica

título original … Wild Target
gênero … Comédia
duração … 98 min
ano de lançamento: 2011
direção … Jonathan Linn
roteiro …
música …
fotografia …
direção de arte …
figurino …
edição …
efeitos especiais …

Elenco

Bill Nighy…Victor Maynard
Emily Blunt…Rose
Rupert Grint…Tony

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