A fantástica vida de Georges Méliès

Se você assistiu o filme ‘A Invenção de Hugo Cabret’ (Hugo), assim como eu, você deve ter se perguntado se Georges Méliès realmente existiu. Eu me fiz essa pergunta após apresentarem cenas do filme ‘A Viagem à Lua’ (FR: Le voyage dans la lune – EN: A Trip to the Moon). Como eu sabia que era um filme real e sendo George Méliès apresentado como diretor do filme, imaginei que se tratava de uma história verdadeira, apesar claro, do filme e do livro que inspirou o filme serem uma obra de ficção.

Georges Méliès nasceu em 8 de dezembro de 1861. Marie-Georges-Jean Méliès foi um ilusionista francês e cineasta famoso por liderar muitas evoluções técnicas e narrativas nos primórdios do cinema. Méliès foi um inovador prolífico (fértil) no uso de efeitos especiais. Méliès descobriu acidentalmente o truque parada (stop trick) em 1896 e foi um dos primeiros cineastas a utilizar exposições variadas (ISO ou ASA), lapso de tempo (time-lapse), efeito de dissolver (dissolve), além da pintura manual de filmes, feitos quadro a quadro (frame to frame). Todas estas técnicas foram apresentadas no filme.

Por causa de sua capacidade de manipular e aparentemente transformar a realidade através de cinematografia , Méliès é por vezes referido como o ‘Cinemagician’ número um. Dois de seus mais conhecidos filmes são ‘A Viagem à Lua’ (Le voyage dans la lune – 1902) e ‘A Viagem Impossível’ (Le voyage à travers l’impossible – 1904). Ambas as histórias envolvem estranhos, viagens surreais, um pouco ao estilo de JulioVerne e são considerados entre os mais importantes primeiros filmes de ficção científica, embora a sua abordagem é mais próxima do que hoje conhecemos como ‘Aventura Fantástica’. Méliès foi também um dos pioneiros do cinema de horror, que pode ser rastreada até sua ‘Le Manoir du Diable’ (1896).

Os primeiros anos e o Ilusionismo

Méliès nasceu em Paris e teve uma educação clássica na Liceu Louis-le-Grand, contrariando o preconceito que existia na época, de que cineastas eram analfabetos e incapazes de produzir arte. Ao 10 anos ele já produzia fantoches de papelão e marionetes durante a adolescência. Ele acabou se graduando no Liceu com o título dLe_Voyage_dans_la_lune

e  baccalauréat em 1880. Após os estudos porém, ele começou a trabalhar com seus irmãos na empresa de calçados da família, onde aprendeu a costurar. Cumpriu então três anos de serviço militar e depois foi enviado para Londres para trabalhar de balconista para um amigo da família.

Em Londres passou a frequentar o Egyptian Hall, dirigido pelo famoso ilusionista londrino John Nevil Maskelyne, onde se apaixonou pela mágica de palco. Ele voltou para Paris em 1885 com o desejo de esturar pintura, mas seu pai se recusou a apoia-lo financeiramente. No mesmo ano ele se recusou a casar com a cunhada de um dos seus irmãos e casou com Eugénie Genin, cujos familiares tinham deixado um considerável dote. Tiveram dois filhos: Georgette e Andre.

Enquanto trabalhava na fábrica da família, continuou sua paixão pela magia de palco participando de apresentações no Théâtre Robert-Houdin, fundado pelo famoso mago Jean Eugène Robert-Houdin. Ele também começou a ter aulas de magia com Emile Voisin, que lhe deu a oportunidade de realizar suas primeiras apresentações públicas, no Cabinet Fantastique of the Grévin Wax Museum e mais tarde, na Galerie Vivienne. Em 1888 seu pai se aposentou e Méliès vendeu sua parte nos negócios da família para os seus dois irmãos. Com o dinheiro da venda e do dote de sua esposa, ele comprou o Théàtre Robert-Houdin. Embora o teatro fosse excelente em equipamentos como luzes, alavancas, alçapões e vários autômatos, muitas das ilusões e truques disponíveis estavam defasadas e a resposta de público foi baixa, mesmo após as reformas iniciais de Méliès.

Ao longo dos próximos nove anos, Méliès criou pessoalmente mais de 30 novas ilusões que trouxeram mais comédia melodramática e glamour para as performances, além dos Sketchs que Méliès tinha visto em Londres, melhorando muito a resposta de público. Uma de suas ilusões conhecidos foi o ‘Recalcitrant Decapitated Man’, em que a cabeça de um professor é cortada no meio do seu discurso e continua falando até que ela seja restituída ao seu corpo.

Quando ele comprou o Théâtre Robert-Houdin também herdou o seu Chief Mechanic Eugène Calmels e a performer Jeanne d’Alcy, que se tornaria sua amante e depois sua segunda esposa. Embora correndo o teatro, Méliès também trabalhou como cartunista político para a jornal liberal La Griffe, que era editado pelo seu primo Adolphe. Como proprietário do Teatro Robert-Houdin, Méliès começou a trabalhar mais nos bastidores do que no palco. Sob sua liderança, ele atuou como diretor, produtor, escritor, cenografista e figurinista, bem como inventou muitos dos truques mágicos. Com a crescente popularidade do teatro, ele trouxe esses mágicos famosos como Buatier De Kolta, Duperrey e Raynaly ao teatro. Junto com truques de mágica, performances de fadas pantomimas, um autômato durante os intervalos, shows de lanterna mágica e efeitos especiais, tais como queda de neve e relâmpagos.

Em 1895, Méliès foi eleito presidente da Chambre Syndicale des Artistes Illusionistes.

O jovem cineasta

Méliès dirigiu ao todo 531 filmes entre os anos de 1896 e 1913, que variam entre curtas de um minuto e longas de 40 minutos. Na essência os filmes eram muito semelhantes ao que ele já fazia no palco, usando de recursos de mágica e truques para simular efeitos especiais.

Em 28 de dezembro de 1895 Méliès esteve presente na lendária primeira exibição pública dos irmãos Lumière (Lumière Brothers), no Grand Café em Paris. Méliès imediatamente ofereceu aos irmãos Lumière 10.000 francos por uma de suas câmeras, que se recusaram a vender, assim como eles haviam recusado ofertas muito maiores do Cera Grévin Museum e Folies Bergère. Méliès viajou para Londres para comprar vários filmes e um projetor de filme Animatograph do inventor Robert W. Paul. Em abril de 1896 o Théâtre Robert-Houdin iniciou a exibição de filmes como parte de suas performances diárias. Méliès usou o Animatograph como um guia para construir uma câmera de filme com a ajuda de Lucien Korsten e Reulos Lucien.

Eles foram capazes para construir uma câmera de trabalho usando peças de dos autômatos de Méliès e equipamentos de efeitos especiais usado em suas apresentações. No entanto o estoque filme cru e laboratórios de processamento de filmes ainda não estavam disponíveis em Paris. Méliès comprava filmes não perfurado em Londres e desenvolveu pessoalmente a imprimissão dos filmes através de inúmeras tentativas e erros. Em setembro de 1896, Korsten e Reulos patentearam o ‘Kinètographe Robert-Houdin’, um câmera-projetor de ferro fundindo, que Méliès se referiu como seu “moedor de café” e “metralhadora” por causa do barulho que fazia. Em 1897, a tecnologia perdeu espaço para melhores câmeras que foram colocadas à venda em Paris, levando Méliès a descartar sua própria câmera e comprar várias câmeras melhores feitas por Gaumont, Lumière e Pathé.

Os irmãos Lumière

Méliès começou a filmar seus primeiros filmes em maio 1896, peneiramento-os no Théâtre Robert-Houdin. No final de 1896 ele e Reulos fundaram a Star Company Film, com Lucien Korsten agindo como seu operador de câmera principal. Muitos dos seus primeiros filmes eram cópias e remakes de filmes dos Lumière Brothers, feitos para competir com os 2.000 clientes diários do Grand Café. Isto incluiu o seu primeiro filme Cartas de Baralho (Une partie de cartes), que é semelhante a um filme dos Lumière. No entanto, muitos de seus outros filmes iniciais eram voltados para a teatralidade e o espetáculo, como em ‘Uma Noite Terrível’ (Une nuit terrível), onde um hóspede de hotel é atacado por um percevejo gigante. Mas o mais importante, os irmãos Lumière haviam despachado os operadores de câmera para todo o mundo para documentar como etnográficos documentaristas, com a pretenção de que sua invenção seria muito importante para os estudos científicos e históricos.

A empresa Méliès Star-Film, por outro lado, foi mais orientada para ‘fairground clientele’ onde sua marca específica era a magia e a ilusão: a arte. Nestes primeiros filmes, Méliès começou a experimentar (e muitas vezes inventar), efeitos especiais que eram únicos para o cinema. Isso começou, de acordo com as memórias de Méliès, por um acidente, quando sua câmera parou de gravar no meio de um take e “um ônibus Madeleine-Bastille’ transformou-se em um carro fúnebre e mulheres transformaram-se em homens. O truque de substituição, chamado de stop-trick, tinha sido descoberto.

Este efeito de stop-trick já havia sido utilizado por Thomas Edison quando descreve uma decapitação em ‘A Execução de Maria Stuart’ (The Execution of Mary Stuart é um curta-metragem, produzido em 1895), no entanto, o efeitos de Méliè tinham um estilo único de efeitos visuais. Ele usou pela primeira vez estes efeitos em ‘Senhora de Fuga’ (Escamotage d’une Dame), na qual em seguida, por um truque de ilusionismo, onde uma pessoa desaparecia por meio de uma alçapão, substituida por um esqueleto, até que finalmente reaparece no palco.

Em setembro de 1896, Méliès começou a construir um estúdio de cinema em sua propriedade em Montreuil, nos arredores de Paris. O edifício na fase principal foi feito inteiramente de paredes e tetos de vidro de modo a permitir à luz solar para exposição do filme e as suas dimensões eram idênticas aos do Théâtre Robert-Houdin. A propriedade também incluiu um galpão para camarins e um hangar para a construção de sets. Como as cores, muitas vezes de formas inesperadas fotografavam em filmes PB, todos os sets, figurinos e maquiagem dos atores foram coloridos em diferentes tons de cinza. Méliès descreveu o estúdio como ‘a união da oficina de fotografia (em suas proporções gigantescas) e do palco do teatro’.

Atores atuavam em frente a um background, inspirado pelas convenções da magia e do teatro musical. Para o restante de sua carreira no cinema que ele iria dividir seu tempo entre Montreuil e do Teatro Robert-Houdin, chegava ao estúdio às sete da manhã para dez horas produzindo sets e adereços. As cinco horas ele trocava de roupa e partia para Paris afim de estar no escritório teatro as seis horas para receber chamadas. Depois de um jantar rápido ele voltava ao teatro para a sessão das oito, durante o qual ele esboçou seus projetos definidos e depois voltova para Montreuil para dormir. Às sextas e sábados, ele gravava cenas preparadas durante a semana, enquanto domingos e feriados foram ocupadas com uma matinê de teatro, três exibições de filmes e uma apresentação da noite que durava até 23:30.

No total Méliès fez 78 filmes em 1896 e 53 em 1897. Nessa época ele havia coberto todos os gêneros de filme que ele continuaria a filmar para o resto de sua carreira. Entre eles, os documentários ao estilo Lumière, comédias, reconstruções históricas, dramas, truques mágicos e féeries (contos de fadas), que se tornaria seu gênero mais conhecido. Como os irmãos Lumière e Pathé, a Star-Films, também fez filmes pornográficos (lembrando que eram pornográficos para a época). O único filme que sobreviveu ao tempo traz a estrela Jeanne d’Alcy com um collant cor da pele, sendo banhada por sua empregada. Hoje em dia isso seria chamado de novela das seis.

Entre 1896 e 1900 Méliès fez também dez propagandas de produtos, tais como uísque, chocolate, cereais e para bebês. Em setembro de 1897 Méliès tentou virar o Théâtre Robert-Houdin em uma sala de cinema com menos espectáculos de magia e exibição de filmes durante todas as noites. Mas, ao final de dezembro de 1897, as exibições de filmes limitavam-se a noites de domingo apenas.

Méliès fez ‘apenas’ 30 filmes em 1898, mas seu trabalho foi se tornando mais ambicioso e elaborado. Seus filmes incluem a reconstrução histórica do naufrágio do USS Maine: ‘Divers no Trabalho do Naufrágio do Maine’ (Visite sous-marine du Maine), ‘The Famous Box Trick’(Illusions Fantasmagoriques), além de ‘The Astronomer’s Dream’ (La lune à un mètre). Ele também experimentou com superposição, onde filmou atores em um fundo preto, depois rebobinar o filme através da câmera e expôs o filme novamente para criar uma dupla exposição.

Méliès continuou a experimentar com efeitos especiais, em 1899, por exemplo, no início de filme de terror Cleópatra, que não é uma reconstrução histórica da rainha egípcia, mas sua múmia a ser ressuscitada em tempos modernos. Acreditava-se que o filme Cleópatra havia sido perdido, até que uma cópia foi descoberta em 2005 em Paris. Mais tarde naquele ano, Méliès fez o féerie (Fantasia Fantástica) Cinderela, com sete minutos de duração e 20 cenas, além de um elenco de mais de 35 pessoas, incluindo Bernon Bleuette como protagonista. O filme foi muito bem sucedido na Europa e nos Estados Unidos, tocando principalmente em feiras e salões de música. Distribuidores de filmes americanos, como Siegmund Lubin eram especialmente interessados por novos materiais, tanto para atrair o público com novos filmes, quanto para combater o monopólio crescente de Edison. Os filmes de Méliès foram particularmente populares e Cinderela era frequentemente exibido como uma atração de destaque até mesmo anos após seu lançamento nos Estados Unidos em dezembro de 1899. Esses cineastas norte-americanos como Thomas Edison estavam ressentidos com a concorrência de empresas estrangeiras e após o sucesso de Cinderela, tentou bloquear os filmes de Méliès de entrarem nos Estados Unidos, mas eles logo descobriram o processo de criação de filmes duplicando negativos. Méliès e outros, em seguida, estabeleceram o sindicato ‘Chambre Syndicale Cinématographiques des Editeurs’, como uma forma de defender-se nos mercados estrangeiros. Méliès foi feito o primeiro presidente do sindicato, servindo até 1912. O Teatro Robert-Houdin foi sede do grupo. Ao mesmo tempo, Méliès usou o sucesso financeiro de seus filmes para expandir o estúdio Montreuil, que lhe permitiu criar conjuntos ainda mais elaborados e acrescentou espaço de armazenamento para seu arquivo crescente de adereços, figurinos e outras recordações.

Sucesso Internacional

Em 1900 Méliès tinha feito 33 filmes. Em 1901 Méliès continuou produzindo filmes de sucesso e estava no auge de sua popularidade. Ele também fez o féerie de Chapeuzinho Vermelho (Le Petit Chaperon Rouge) e do Barba Azul (Barbe-Bleue), ambos baseados em histórias de Charles Perrault. O filme é um exemplo precoce da cruz de corte paralela (parallel cross-cutting) e combinação de cortes (match cuts), de personagens que se deslocam de um quarto para o outro. A Companhia Edison em 1902 produziu o filme João e o Pé de Feijão, dirigido por Edwin S. Porter, considerado uma versão americana inferior de vários filmes Méliès, particularmente Barba Azul (Barbe-Bleue). Em 1902, Méliès começou a experimentar o movimento de câmera para perspectiva, tentando criar a ilusão de personagens de tamanhos diferentes. Ele conseguiu esse efeito de avanço de câmera, permitindo que o operador de câmera pudesse ajustar o foco com precisão e para o ator para ajustar sua posição no quadro, conforme necessário. Ele iria aperfeiçoar este efeito ao longo dos anos, usando em seu filme mais conhecido e amado mais tarde nesse ano.

Em maio de 1902 Méliès fez o seu filme mais famoso, ‘Viagem à Lua’ (EN: A Trip to the Moon – FR: Le Voyage dans la lune). O filme inclui a célebre cena em que uma nave espacial atinge o homem na lua exatamente no olho, obra vagamente baseado em Da Terra à Lua de Julio Verne e ‘Os Primeiros Homens na Lua’ de HG Wells. No retorno da lua, os astronautas pousam no oceano, onde um tanque de peixes sobrepostos criava a ilusão do fundo do oceano (esta cena é mostrada em ‘A Invenção de Hugo Cabret’). Aos 14 minutos, ele foi o mais longo filme de Méliès até aquele momento e teve o custo de 10.000 francos para ser produzido. O filme foi um enorme sucesso na França e em todo o mundo e Méliès vendeu cópias tanto em preto e branco, quanto coloridas versões feitas à mão. O filme fez Méliès famoso nos Estados Unidos, onde os produtores como Thomas Edison, Siegmund Lubin e Carl Laemmle tinham cópias piratas ilegais e fizeram grandes quantias de dinheiro. Este pirataria forçou Méliès a abrir um escritório da Star Films em Nova York.

Enorme sucesso Méliès, em 1902 continuou com seus três outros grandes produções daquele ano. Méliès fez o féeries ‘As Viagens de Gulliver’, com base no romance de Jonathan Swift e Robinson Crusoé, baseado no romance de Daniel Defoe. Em 1903 Méliès fez Fairyland: Um Reino das Fadas. Méliès continuou o ano aperfeiçoando muitos de seus efeitos de câmera. Ele terminou o ano com um outro filme baseado na lenda de Faust. O filme é vagamente baseado em uma ópera de Hector Berlioz, mas dedica menos atenção para a história e muito mais para os efeitos especiais que representam uma turnê no inferno. Em 1904 ele fez uma sequência: Faust e Marguerite (Faust er Marguerite). Desta vez, o filme foi baseado em uma ópera de Charles Gounod.

Sua maior produção de 1904 foi ‘A viagem impossível’, um filme semelhante a ‘A Viagem à Lua’ sobre uma expedição ao redor do mundo, desta vez a viagem leva os personagem ao Sol. O filme com 24 minutos de duração foi um sucesso.

O declínio

Em 1907 Méliès criou três novas ilusões para o palco e executou-os no Théâtre Robert-Houdin. Ele também fez dezenove filmes, incluindo uma paródia de Julio Verne para 20.000 Léguas Submarinas e uma versão curta de Hamlet. Críticos de cinema apontam o ano de 1907 como o ano em que trabalho Méliès começou a declinar com a repetição de velhas fórmulas por um lado e uma imitação insistente de novas tendências no outro.

Em 1908, Thomas Edison criou a Motion Picture Patents, empresa como uma forma de controlar a indústria cinematográfica nos Estados Unidos e Europa. As empresas que aderiram à conglomerado foram Edison, Biograph, Vitagraph, Essanay, Selig, Lubin, Kalem, Americana Pathé e a Star Company de Méliès, com Edison na qualidade de presidente do coletivo. Filmes da Star foram obrigados a fornecer o MPPC com 1000 metros de filme por semana e Méliès fez 68 filmes neste ano, a fim de cumprir a obrigação. Gaston Méliès também criou o Méliès Manufacturing Company, seu próprio estúdio em Chicago, para ajudar o irmão a cumprir as obrigações exigidas por Edison. No entanto, Gaston não produziu nenhum filme em 1908. Méliès fez naquele ano, um de seus filmes mais ambiciosos: ‘A Humanidade Através dos Séculos’ (La Civilisation à travers les âges). Este filme narra a história pessimista dos seres humanos de Caim e Abel para a Conferência de Paz de Haia de 1907. O filme foi mal sucedido, mas Méliès sentia orgulhoso dele ao longo de sua vida.

No início de 1909 Méliès parou de fazer filmes e, em fevereiro, ele presidiu a primeira reunião do Congresso Internacional de Cineastas em Paris. Como outros, ele estava descontente com o monopólio que Edison tinha criado e quis revidar. Os resultados da reunião foram um acordo para não vender mais filmes, mas apenas arrendá-los por quatro meses de contrato, apenas alugar filmes para os membros de sua própria organização e adotar uma contagem de perfuração padronizada em todos os filmes.

Méliès retornou ao cinema no outono de 1909, no mesmo momento em que Gaston Méliès, seu irmão, havia mudado a ‘Méliès Manufacturing Company’ para Fort Lee em Nova Jersey, onde produziu três filmes naquele ano. Em 1910, Gaston montou um estúdio chamado ‘Star Ranch Films’ em San Antonio no Texas, onde começou a produzir filmes de faroeste. Em 1911 Gaston tinha renomeado a empresa ‘Star Ranch Films’ para ‘Star Films American Wildwest Productions’ e abriu um estúdio no sul da Califórnia. Ele produziu mais de 130 filmes entre 1910 e 1912 e era o principal fornecedor de filmes da Star Company para a empresa de Thomas Edison. Entre 1910 e 1912, Georges Méliès produziu apenas 20 filmes. Méliès fez 14 filmes em 1910, incluindo Ilusões lunáticos (Les Illusions fantaisistes), nos quais ele executa um truque de mágica no palco. Méliès começou a passar mais tempo no Théâtre Robert-Houdin e criou uma nova apresentação teatral chamada Spiritualist Phenomena. Mais tarde naquele ano, a Star Films assinou um acordo com a Companhia de Cinema Gaumont para distribuir todos os seus filmes.

O outono de 1910

No outono de 1910 Méliès fez um acordo com Charles Pathé que acabaria por destruir a sua carreira cinematográfica. Méliès aceita uma grande quantidade de dinheiro para produzir filmes e em troca Frères Pathé distribuiria e reservava o direito de editar esses filmes. Pathé também arrendou as escrituras, tanto da casa de Méliès como do Montreuil Studio como parte do negócio. Méliès começou imediatamente a produção de filmes mais elaborados e entre os sete filmes que ele produziu em 1911, apesar da extravagância dessas féeries, que tinham sido extremamente populares dez anos antes, ambos os filmes foram grandes fracassos financeiros.

Em 1912 Méliès continuou a fazer filmes ambiciosos, mais notavelmente com o féerie ‘Conquista do Pólo’ (Conquête du pôle). Embora inspirado por esses últimos eventos da vida real como Robert Peary da expedição ao Pólo Norte em 1909 e da expedição ao Pólo Sul de Roald Amundsenem em 1911, o filme também incluíam elementos fantásticos. O filme também tem elementos da obra ‘As Verdadeiras Aventuras do Capitão Hatteras’ (EN: Adventures of Captain Hatteras – FR: Voyages et aventures du capitaine Hatteras), de Julio Verne. Muitas vezes é dito ser o terceiro filme da trilogia de Méliès, após ‘A viagem à Lua e ‘A viagem impossível’. Infelizmente os filmes não foram bem sucedidos financeiramente e Pathé decidiu exercer seu direito de editar filmes. Um dos últimos Méliès de féeries foi ‘Cinderela e o Sapatinho de Cristal’, uma releitura de 54 minutos da lenda de Cinderela, com o uso de profundidade de campo e ao ar livre ao invés de cenários teatrais. Novamente um fracasso financeiro. Depois de circunstâncias semelhantes com outros filmes, Méliès quebrou seu contrato com Pathé. Enquanto isso, Gaston Méliès tinha levado sua família e uma equipe de filmagem com mais de 20 pessoas para o Taiti, no verão de 1912. Para o resto do ano e também em 1913, ele viajou por todo o Pacífico Sul e na Ásia, e enviou de imagens de volta para seu filho em Nova York. Mas o filme foi danificado e inutilizado. Gaston não era mais capaz de cumprir as obrigação da empresa de Thomas Edison. Até o final de suas viagens, Gaston Méliès havia perdido US 50.000 e teve que vender a filial americana de filmes para a Vitagraph Studios.

Gaston finalmente voltou para a Europa e morreu em 1915. Ele e Georges Méliès nunca falaram um com o outro novamente. Quando Méliès rompeu seu contrato com a Pathé, em 1913, ele foi condenado a para pagar todo o dinheiro que devia à empresa. Mas uma moratória que foi declarada quando a Primeira Guerra Mundial começou em 1914 impediu de Pathé legalmente reapossar sua casa e o estúdio de Montreuil. No entanto, Méliès estava falido e incapaz de continuar a fazer filmes. Em suas memórias, ele atribui a sua própria incapacidade de se adaptar com o sistema de locação dos filmes com as companhias de Pathé e outros, as equivocadas decisões financeiras de seu irmão Gaston e os horrores da Primeira Guerra Mundial como os principais motivos que ele parou de fazer filmes. A crise final em 1913 foi a morte da primeira esposa de Méliès, Eugénie Genin em maio, deixando-o a guarda do seu filho Andre de 12 anos. Devido à guerra, o Théâtre Robert-Houdin foi fechado por um ano e Méliès deixou Paris com seus dois filhos durante vários anos. Em 1917 o exército francês transformou o edifício principal, seu estúdio em Montreuil em um hospital para soldados feridos. Também durante a guerra, o exército francês confiscou mais de 400 filmes originais d o catálogo da Star Films para derretê-los e recuperar sua celulóide e resíduos de prata. Entre outros recursos, o exército usou as matérias-primas dos filmes de Méliès para fazer saltos para sapatos. Em 1923, o Théâtre Robert-Houdin foi demolido, a fim de reconstruir o Boulevard Haussmann.

Naquele mesmo ano, Pathé foi finalmente capaz de assumir a Star Company e o estúdio Montreuil. Num acesso de raiva, Méliès pessoalmente queimou todos os aspectos negativos de seus filmes que ele tinha guardado no estúdio Montreuil, assim como a maioria dos cenários e figurinos. Como resultado, muitos de seus filmes não existem mais. No entanto, pouco mais de 200 filmes de Méliès foram preservados e estão disponíveis em DVD desde dezembro de 2011.

O fim injusto

Depois de serem expulsos do negócio, Méliès desapareceu da vida pública. Por meados de 1920 ele tinha uma humilde fonte de sustento como um doce vendedor de brinquedos na estação de Montparnasse, em Paris, com a ajuda dos fundos recolhidos por outros cineastas. Em 1925 casou-se com o sua antiga amante Jeanne d’Alcy e viveram juntos em Paris com a jovem neta de Méliès: Madeleine Malthête-Méliès. No final dos anos 1920, vários jornalistas começaram pesquisas sobre o trabalho de sua vida, criando um novo interesse por nele. Como o seu prestígio começou a crescer no mundo do cinema, ele recebeu mais reconhecimento e em dezembro de 1929 uma retrospectiva de gala de seu trabalho foi realizada na Salle Pleyel. Em suas memórias, Méliès disse que no evento ele viveu um dos momentos mais brilhantes da sua vida.

Eventualmente Georges Méliès foi premiado com o Légion d’honneur (Legião de Honra), que foi apresentado a ele em 1931 por Louis Lumière. Lumière mesmo disse que Méliès foi o ‘criador do espetáculo cinematográfico’. No entanto, a enorme quantidade de elogios que estava recebendo não ajudaram no seu sustento ou diminuiram sua pobreza. Em uma carta escrita para o cineasta francês Eugène Lauste, Méliès escreveu:

…felizmente eu sou forte e tenho boa saúde. Mas é difícil trabalhar 14 horas por dia sem receber os meus domingos ou feriados, em uma caixa de gelo no inverno e um forno no verão.

Em 1932, a Sociedade Cinema arranjou um lugar para Méliès, sua neta Madeleine e Jeanne d’Alcy no La Maison du Retrait du Cinéma, uma casa de repouso para aposentados da indústria cinematográfica em Orly. Méliès ficou muito aliviado ao ser admitido na instituição e escreveu a um jornalista norte-americano:

…minha melhor satisfação em tudo é ter certeza de não ficar um dia sem pão e casa.

Em Orly, Méliès trabalhou com vários diretores mais jovens em roteiros para filmes que nunca acabaram sendo feitas. Estes incluíram uma nova versão do Barão de Münchhausen com Hans Richter e um filme que era para ser intitulado ‘O Fantasma da Metro (Le Fantôme du métro), com Henri Langlois, Georges Franju, Marcel Carné e Prévert Jacques. Ele também atuou em uns poucos anúncios com Prévert em seus últimos anos. Langlois e Franju conheceu Méliès, em 1935, com René Clair e em 1936 alugou um prédio abandonado na propriedade da casa de repouso Orly para armazenar sua coleção de cópias de filmes. Eles então confiaram a chave da construção para Méliès que se tornou o primeiro conservador do que viria a ser a Cinémathèque Française. Embora ele nunca foi capaz de fazer outro filme a partir de 1913 ou encenar uma outra performance teatral depois de 1923, ele continuou a desenhar, escrever e assessorar jovens admiradores de cinema e teatro até o final de sua vida.

No final de 1937 Méliès tinha ficado muito doente e Langlois arranjou-lhe para ser admitido no Hospital Léopold Bellan em Paris. Langlois tinha se tornado próximo dele. Ele e Franju o visitaram pouco antes de sua morte. Quando eles chegaram, Méliès mostrou-lhes um dos seus últimos desenhos de uma garrafa de champanhe com a rolha estalando e borbulhando. Ele então disse-lhes:

Laugh, my friends. Laugh with me, laugh for me, because I dream your dreams
Riam, meus amigos. Riam comigo, riam para mim, porque eu sonho seus sonhos

Méliès morreu de câncer em 21 de Janeiro de 1938 – poucas horas após o falecimento de Émile Cohl outro francês grande pioneiro do cinema. Méliès foi sepultado no cemitério Père Lachaise.

 

Estreias no Cinema – 02 a 16 de setembro

Vou tentar manter essa ideia todos os meses, sempre dividindo os filmes em quinzenas. Estas são as estreias anunciadas para as salas brasileiras de cinema, durante os dias 02 e 16 de setembro. Tem muita variedade. Apollo 18 para mim já começa com um argumento muito fraco, tentando fingir que se tratam de cenas reais, de uma suposta missão secreta à Lua, o que justificaria o motivo de nunca mais terem voltado. Este tipo de filme é conhecido como Mockumentary, ou como costumam brincar: ‘baseado em fatos irreais’. A tentativa é criar um filme de ficção tentando se passar por algo real, como o famoso caso do filme Bruxa de Blair, Cloverfield entre tantos outros.

Deste filmes, obviamente o que mais quero assistir é Larry Crowne – o Amor Está de Volta, uma comédia romântica com Tom Hanks e Julia Roberts dispensa apresentações.

People’s Choice Awards

Em 2010, o VMB foi bastante polêmico, repleto de vais diante do fenômeno chamado ‘Restart’. A gurizada levou nada menos que cinco prêmios para casa. Tudo consequência do método de votação, diretamente vindo do público.

Essas votações são claramentes quantitativas e talvez pouco qualitativas, as palavras são parecidas mas possuem sentidos muito diferentes. A quantidade de votos não está ligada necessariamente a qualidade, mas a quantidade de público. Um fato que não anula o outro, afinal arrebatar multidões também tem ser méritos. A discussão é longa.

Ontem estava assistindo o ‘ People’s Choice Awards ‘, que como o nome sugere, é uma premiação feita pela eleição do público. E em uma realidade informatizada, não é difícil entender porque os destaques serão aqueles que agradam a galerinha mais nova.

Não foi diferente nos USA se você achava que usariam outro critério. Entre as estrelas da noite, cantores e atores teens, como o power trio da saga Crepúsculo.

Mas tiveram dois momentos emblemáticos no evento. Primeiro foi o anúncio de ‘Favorite Movie Actor’. A escolha estava entre:

Johnny Depp*
Leonardo DiCaprio
Robert Downey Jr.
Robert Pattinson (Crepúsculo)
Taylor Lautner (Crepúsculo)

Incrivelmente Mr. Depp conseguiu desbancar os modeletes da saga Crepúsculo. Um feito que definitivamente merece destaque. É quase um prêmio duplo, não só o fato de ser o mais votado, mas conseguir ser o mais votado entre os dois garotos mais amados pelas adolescentes do mundo inteiro. Talvez esta tenha sido justamente uma explicação, os votos podem ter se dividido e Depp veio correndo por fora.

Mas realmente parece queo pirata Jack Sparrow ainda continua no imaginário das mulheres. Parece que ele continua roubando outros corações além de Davy Jones.

Outro momento marcante, desta vez de forma embaraçosa, foi a escolha de ‘Favorite Breakout Artist’ que seria o mesmo que artista revelação. Entre ‘ as ‘ concorrentes:

Selena Gomez & The Scene*
B.o.B.
Bruno Mars
Justin Bieber
Ke$ha

Me desculpem os fãs desta menina, Selena Gomez, mas foi vergonhoso ela cantar metade da música sozinha e você não conseguir ouvir uma frase da música, até o momento em que entram as backing vocals e fizeram todo o trabalho para ela. Eu entendo que existe uma diferença entre um cd e uma apresentação ao vivo, mas esta foi demais. Constrangimento na certa. Tirou toda a credibilidade da premiação.

Pensando bem, se a Ke$ha levasse o prêmio, a vergonha seria igual.

HP 7

Novamente os corações dos apaixonados pela saga de Harry Potter começa a bater mais rápido. Em 19 de novembro acontece a estréia mundial do penúltimo filme da série. Como anunciado em todos os materiais de divulgação, esta é a primeira parte de Harry Potter e as Relíquias da Morte (Harry Potter and the Deathly Hallows). A segunda parte que dará o ponto final, acontece apenas em 2011.

Sem nenhuma margem de erro, Harry Potter é a série de livros e filmes, mais bem sucedida da história mundial. J.K.Rowling escreveu não só uma história consistente e inteligente, quanto teve a capacidade de envelhecer as histórias e os níveis de diálogo, conforme seus personagens também foram envelhecendo. Os assuntos foram se tornando mais adultos com o passar do tempo e este crescimento é que torna tudo ainda mais fascinante.

No cinema essa evolução dos temas e das aventuras vividas por Harry Potter, Hermione e Ronald Weasley, são traduzidas em mais barulho, mais efeitos especiais e mais adrenalina.

Muito longe de ser uma história apenas para crianças, se você, adulto, ainda não viu nenhum filme, você certamente não é uma pessoa legal. É impossível ignorar o fato e o sucesso que J.K.Rowling conseguiu com sua obra, talvez mais importante hoje, do que J.R.R.Tolkien, certamente um dos grandes inspiradores desta obra.

Eu não preciso contar nada do filme que todos já não saibam, então vim aqui disponibilizar algumas coisas exclusivas com quem curte o site. De wallpaper exclusivo ao trailer em HD para você assistir no seu iPhone, iTouch, iPad ou no meu Pc ou Mac mesmo.

Wallpaper

Fiz estes dois wallpaper em High Definition para a galera baixar e ir contando os dias. São dois modelos, um com o teaser do filme e outro totalmente em preto, apenas com o logo HP7. Fiz eles em quatro resoluções diferentes 1900 x 1200 / 1600 x 1200 / 1600 x 900 / 1280 x 960 . Tem para todos os estilos de monitor. Se você usa uma configuração muito diferente e não ficou legal, deixa um comentário que eu faço outro.

Download Wallpaper – HP7 Chamas

Download Wallpaper – HP7 Black

Trailer em HD 1080p

Se você tem iPhone, iTouch, iPad ou quer apenas curtir no seu computador sem esperar o carregamento do YouTube, pode baixar o clipe diretamente daqui.


Download Trailer – HD 1080 – .MOV

ScreenSaver


O screensaver é muito legal, pois você pode ver o céu e o fogo se movimentando.
Muito bacana, fiz um gif animado para mostrar como é a animação.

Download ScreenSaver – for PC 10Mb

Download ScreenSaver – for Mac 9.73Mb

Você quer mais alguma coisa exclusiva que não colocamos aqui?
Pede nos comentários que daremos um jeito.

121110 – Ayrton Senna

No dia 12 e novembro de 2010 todas as pessoas poderão conhecer um lado ainda maior de Ayrton Senna. Dos jovens que não tiveram a possibilidade de vê-lo correr, ou que as lembranças são apenas vagas memórias do passado, vão entender porque, Ayrton Senna estava acima do simples fato de ser um bom piloto de F1.

Ele profetizou a sua vida, das vitórias até o último dia. Ele sempre soube tudo que seria, e como toda lenda, teve que partir cedo demais, para que pudesse ocupar na eternidade, o lugar que era seu por direito.

“Afastar-se das forças negativas, não é uma opção”

Assistam o trailer, arrepie, chore, se emocione, mas não esqueça de estar lá, dia 12 de novembro de 2010.

Ficha Técnica

Gênero: Documentário
Tema: A trajetória de Ayrton Senna
Direção: Asif Kapadia
Roteiro: Manish Pandey
Produção: James Gay-Rees, Tim Bevan e Eric Fellner

Sinopse

Pontuado por suas realizações nas pistas e fora delas, sua busca por perfeição e o status de mito que ele alcançou. O filme abrange os anos da lenda do automobilismo como piloto de Fórmula 1, desde sua temporada de estreia em 1984 até sua morte precoce uma década depois. O filme faz uso imagens inéditas, tiradas dos arquivos da F1.

Entre os Diretores Executivos, está KEVIN MACDONALD, diretor de filmes como ‘Intrigas de Estado’ (State of Play), ‘Um dia em Setembro’ (One day in September), ‘O Último Rei da Escócia (The Last King of Scotland) e ‘Tocando o Vazio’ (Touching the Void).

Nosso Lar

Hoje vendo o Jornal do Almoço que passa na RBS/TV afiliada da Rede Globo, em Santa Catarina, falaram um pouco sobre este filme. ‘Nosso Lar’ é baseado em uma obra psicografada do mais famoso medium brasileiro, ‘Chico Xavier’. O espiritismo certamente nunca esteve tão em evidência no Brasil como agora, apesar de ser um assunto abordado há muitos anos, como na novela ‘A Viagem’.

Recentemente tivemos o filme ‘Chico Xavier’, temos a novela ‘Escrito nas Estrelas’ e a minisérie ‘A cura’.

‘Nosso Lar’ arrecadou nas bilheterias nacionais, mais de R$ 6 milhões em apenas uma semana de exibição. O sucesso prova o poder que o assunto tomou.

Certamente o espiritismo possui uma grande simpatia entre as pessoas que perdem alguém e que não se conformam diante do único fato imutável da vida, um dia, todos partiremos daqui. O espiritismo é certamente a religião que trata da morte, da maneira mais clara, simples e objetiva. Não apenas com a promessa da existência divina, mas dando respostas para perguntas que para muitos são totalmente dúvidas.

‘Nosso Lar‘ é uma obra escrita pelo espírito ‘André Luiz’ e como já disse, psicografada por Chico Xavier. Foi o livro mais vendido do medium e serviu de inspiração para esta obra, dirigida e roteirizada por Wagner de Assis. Gravado durante julho, agosto e setembro de 2009, narra a experiência de pós-vida de André Luiz, um médico que relata os acontecimentos que seguem após sua morte e tudo que ele encontra do outro lado, todas essas experiências vão mudando sua maneira de enxergar a sua própria existência.

A cidade com ar futurista que você vê no poster do filme, foi baseada em desenhos psicografados pela medium Heigorina Cunha, observados em supostas experiências de saída do corpo, chamadas de desdobramentos, em março de 1979, com auxílio do espírito Lucius e reconhecida posteriormente por Chico Xavier como sendo a cidade ‘Nosso Lar’.

Ficha Técnica

Direção: Wagner de Assis
Produção: Iafa Britz
Produção Executiva: Luiz Augusto de Queiroz, Elizabeth Marinho Dias
Roteiro: Wagner de Assis
Género: Drama
Idioma Original: Português
Música: Philip Glass
Direção de Arte: Lia Renha
Figurino: Luciana Buarque
Cinematografia: Ueli Steiger
Edição: Marcelo Moraes
Distribuição: 20th Century Fox
Lançamento: 3 de Setembro de 2010
Orçamento: R$20 Milhões

Elenco

Renato Prieto
Fernando Alves Pinto
Rosanne Mulholland
Inês Vianna
Rodrigo dos Santos

Trailer

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