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Alice Pt. 4 – Assistindo o Filme

abril 25th, 2010 by Jeff, under Filmes. No Comments

Fui na estréia de ‘Alice no País das Maravilhas’ (Alice in Wonderland). Não vou contar nada sobre o filme porque não sou estraga prazer, mas vou contar algumas coisas sobre ele sem precisar revelar grandes detalhes.

O que mais me chamou a atenção foi a péssima bilheteria. Para um filme tão aguardado, o cinema do GNC Blumenau (Santa Catarina) não chegou perto da lotação máxima. 98% das pessoas entraram faltando 1 minuto para o filme começar enquanto eu e minha noiva esquentávamos a cadeira lá pelo menos 20 minutos antes.

Existem ótimos filmes para se assistir na telona vindo por aí, entre eles: ‘Shrek 4′ que sustenta a frase ‘O Capítulo Final’ (infelizmente parece ser o fim das histórias do nosso Ogro e nosso Burro pateta), outro filme interessante é ‘O Príncipe da Pérsia’, cheio de efeitos visuais e sonoros, apesar de que não consigo mais olhar para ‘Jake Gyllenhaal’ sem imaginar as cenas dele em ‘O Segredo de Brokeback Mountain’. Ainda tem ‘Robin Hood’, ‘Homem de Ferro 2′ e ‘Fúria de Titãs’.

Vontando para Alice, infelizmente assisti o filme em 2D pois Santa Catarina só tem cinema 3D em Florianópolis que fica há 160Km de distância, não é tão longe mas andar pela BR470 e BR101 não é algo muito agradável em uma sexta-feira chuvosa. Ficou uma certa frustração porque é evidente os momentos onde o 3D deve fazer a diferença, o filme inteiro trabalha muito a profundidade de campo, aquele efeito onde você vê apenas parte da imagem em foco enquanto as outras ficam desfocadas. A profundidade de campo é bem pequena o que por vezes me embaralhava a visão.

O filme é muito interessante, é impecável os efeitos visuais, apesar de que os personagens de computação gráfica ficaram muito em forma de desenho, não existe uma tentativa de parecer real. Está mais para ‘Uma Cilada para Roger Rabbit’ do que para ‘Avatar’. Acredito que a intenção foi justamente esta, ao invés de recriar um mundo imaginário em computação gráfica, fica evidente que se trata de seres reais que se misturam a personagens de desenho.

Assim como aconteceu com ‘Heath Ledger’ em ‘Batman O Cavaleiro das Trevas’, ‘Helena Bonham Carter’ como ‘Rainha Vermelha’, o lado do ‘mal’ na história, acaba roubando a cena dos personagens do ‘bem’. Ela está muito engraçada e com um ar doce mesmo quando deve ser muito cruel. Gostei demais do personagens, ela tirou muitas gargalhadas da platéia.

Eu sou suspeito para falar do ‘Johnny Depp’, mas não tem como não se divertir com o ‘Chapeleiro Maluco’. Sua capacidade de parecer completamente perturbado como fez em ‘A Fantástica Fábrica de Chocolate’ e ‘Piratas do Caribe’ é de uma sutileza e precisão ímpar.

Em resumo, o filme é bom demais. Não tem como você perder, nem que seja para lembrar daqui a muitos anos que você estava lá.

Ps.: Eu poderia jurar que Jack Sparrow apareceria no final do filme, apesar de não ter muita lógica com a história de Alice, seria engraçado.

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Alice Pt. 3 – Alice in Wonderland

abril 19th, 2010 by Jeff, under Especial, Filmes, Música, Trilha Sonora. 1 Comment

‘Alice no País das Maravilhas’ volta as telas do cinema em grande estilo. Dirigido por Tim Burton e escrito pela talentosa roteirista da Disney® Linda Woolverton, que escreveu ‘A Bela e a Fera’ e ‘O Rei Leão’ dois clássicos infantis da Disney®.

A versão de Alice dirigida por Tim Burton é estrelada pela Mia Wasikowska (Alice) uma atriz australiana estreante na telona, o inigualável Johnny Depp (Chapeleiro Maluco), a esposa de Tim Burton, Helena Bonham Carter (Rainha Vermelha), a belíssima Anne Hathaway (Rainha Branca).

Apesar do nome do filme ser ‘Alice no País das Maravilhas’ (Alice in Wonderland) ele não trata apenas do primeiro livro, é na verdade um mix com personagens do segundo livro ‘Alice no País do Espelho, visto que muitos acabam confundindo a Rainha Vermelha com a Rainha de Copas do primeiro livro, mas trata-se de personagens diferentes.

O filme utiliza uma técnica de combinação de live-action e animação. Isso quer dizer que existe uma mescla entre personagens reais e personagens de animação. Essa técnica também pode designar os personagens reais que vivem personagens da ficção como Superman, Batman.

Se alguém pensou que seria uma adaptação do livro de Lewis Carroll se enganou. No filme, Alice tem agora dezenove anos de idade e acidentalmente volta a ‘Underland’. Exatamente, ‘Underland’. No novo filme, Alice tem o que os americanos chamam de um ‘misheard’. Ela teria confundindo a pronúncia do lugar que ela pensava ser Wonderland (Certamente deve ser uma brincadeira com o primeiro manuscrito de Lewis Carroll que tinha como título, ‘Alice Embaixo da Terra’ (Alice’s Underground) ).

Para quem não conhecia bem os personagens, agora mesmo que Burton dá um nó na cabeça de todos, pois na verdade, Alice descobre que tudo estava errado. Todos os personagens tem nomes diferentes do que deveriam. A Rainha Vermelha por exemplo se chama agora Iracebeth (ainda não sei o nome na versão brasileira) uma mescla da ‘Rainha de Copas’ com a ‘Rainha Vermelha’.

Não poderia se esperar que Tim Burton, contando um dos maiores clássicos nonsenses da história seria algo normal, obviamente que ele teria que colocar seu grau de maluquice junto. Portanto, abra bem a sua mente para a piração total.

No filme você vai descobrir que Underland é o caminho errado da trilha que Alice deveria percorrer para Wonderland. Não vou contar muito sobre o filme, é muito melhor acompanharmos a contagem regressiva para o lançamento aqui no Brasil, dia 24 de abril. (Apesar de que a estréia já foi adiada em todo país e ao menos os cinemas da minha região não estão mais divulgando a data de lançamento)

Filmagens

O filme foi tinha previsão para ser lançado em 2009, mas foi adiado para 5 de março de 2010 (Lançamento nos USA). A fotografia principal tinha sido prevista para  maio de 2008, mas só começou em setembro e foram concluídas em três meses.

As cenas da era vitoriana , foram gravadas em Torpoint e Plymouth a partir de 1 setembro – 14 outubro. Foram escolhidos duzentos e cinqüenta locações extras no começo de agosto. As capturas de movimento dos personagens animados começaram no início de outubro na Sony Pictures Studios, na cidade de Culver, Califórnia, embora as filmagens foi posteriormente descartadas. As filmagens aconteceram também no Culver Studios .

Burton disse que usou um combinação de live-action e animação, sem captura de movimento. Ele também observou que essa foi a primeira vez que ele havia filmado em chroma-key (Recurso do uso de um fundo verde que é utilizado para deixar os personagens posteriormente em um fundo transparente a aplicar sobre outras imagens). As filmagens em chroma-key que compõem 90% do filme, foram concluídas em apenas 40 dias.

Muitos atores e equipe de filmagem ficavam enjoados após longas horas cercado de verde, com Burton nada disso aconteceu pois seus óculos eram feitos de um material que neutraliza o efeito. Devido à constante necessidade de efeitos digitais para distorcer a parte física dos atores, como o tamanho da cabeça em proporção ao corpo da Rainha Vermelha (Red Queen) ou na altura de Alice, o supervisor de efeitos visuais Ken Ralston disse que foi um trabalho exaustivo classificando como ‘o maior show que já fiz e o mais envolvido criativamente em que já estive’.

A Sony Pictures Imageworks concebeu os efeitos seqüências visuais. Burton sentiu que o uso de 3D era apropriado para a história e seu visual nonsense. Burton e Zanuck escolherama filmar com câmeras convencionais e converter as imagens em 3D durante o trabalho de pós-produção. Zanuck explicou que as câmeras 3D eram muito caras e “desajeitadas” para usar, e eles sentiram que não houve diferença entre os filmes convertidos e a conversão digital para o formato. James Cameron, que lançou seu filme em 3D, ‘Avatar’ em dezembro de 2009, criticou a escolha, afirmando: ‘Não faz qualquer sentido a filmar em 2D e converter para 3D’.

Trilha Sonora

A trilha sonora instrumental é composta por Danny Elfmann que produziu as trilhas dos filmes do Homen-Aranha. Já na trilha sonora com cantores, são muitos os nomes do pop mundial, e as músicas tem um tom bem mais dark que as fofas cantigas do original de 1951 de Alice. A música tema intitulada ‘Alice’ é cantada por Avril Lavigne

Quase Alice

Quase Alice (Almost Alice) é o cd de músicas não-instrumentais que fizeram parte da trilha sonora e que foram lançados em um álbum exclusivo. Veja a lista:

1. “Alice” – Avril Lavigne
2. “The Poison” – The All-American Rejects
3. “The Technicolor Phase” – Owl City
4. “Her Name Is Alice” – Shinedown
5. “Painting Flowers” – All Time Low
6. “Where’s My Angel” – Metro Station
7. “Strange” – Tokio Hotel e Kerli
8. “Follow Me Down” – 3OH!3 e Neon Hitch
9. “Very Good Advice” – Robert Smith
10. “In Transit” – Mark Hoppus e Pete Wentz
11. “Welcome to Mystery” – Plain White T’s
12. “Tea Party” – Kerli
13. “The Lobster Quadrille” – Franz Ferdinand
14. “Running Out of Time” – Motion City Soundtrack
15. “Fell Down a Hole” – Wolfmother
16. “White Rabbit” – Grace Potter and the Nocturnals

Logo logo estarei colocando o link para você baixar a trilha sonora.

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Alice Pt. 2 – Lewis Carroll

abril 18th, 2010 by Jeff, under Biografias. 2 Comments

Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido pelo seu pseudônimo Lewis Carroll , nasceu no povoado de Daresbury no condado de Cheshire na Inglaterra em 27 de janeiro de 1832. Dodgson foi matemático, escritor, diácono da igreja anglicana (Religião Cristã nascida na Inglaterra) e também fotógrafo, esta última ocupação muito polêmica.

Infância

Quando criança Dodgson brincava com marionetes e prestidigitação (magia ou ilusionismo), e durante a vida inteira gostava de fazer passes de mágica, especialmente para as crianças. Gostava de modelar um camundongo com um lenço e em seguida fazê-lo pular misteriosamente com a mão. Ensinava as crianças a fazer barquinhos de papel e também pistolas de papel que estalavam ao serem vibradas no ar. Interessou-se pela fotografia quando esta arte mal havia surgido, especializando-se em retratos de crianças e pessoas famosas e compondo suas imagens com notável habilidade e bom gosto.

Dodgson era apaixonado por vários tipos de jogos, tanto que inventou um grande número de enigmas, jogos matemáticos e de lógica. Gostava de teatro e era freqüentador de ópera, e manteve uma amizade por toda a vida com a atriz Ellen Terry.

Juventude

Durante sua juventude, Dodgson foi educado em casa. Tinha uma inteligência precoce. Aos 7 anos de idade lia livros complexos como “O Peregrino” (The Pilgrim’s Progress). Ele também sofria de uma gagueira – condição partilhada por seus irmãos. Aos doze anos ele foi mandado para uma pequena escola particular nas proximidades de Richmond. Mas em 1846, Dodgson mudou-se para Rugby School, onde ele era evidentemente menos feliz, fato que declarou posteriormente.

Oxford

Ele deixou Rugby no final de 1849 e depois de um intervalo que permanece inexplicado, em janeiro de 1851 volta a cidade de Oxford para estudar na universidade Christ Church, onde seu pai havia lecionado. Estando apenas 2 dias em Oxford foi chamado em casa pelo falecimento de sua mãe aos 47 anos.

Seu início de carreira acadêmica oscilava entre a promessa de um grande talentosoe momentos de total inexpressividade. Não estudava muito, mas era excepcionalmente talentoso e assim conquistou prêmios com facilidade. Em 1852 ele recebeu o primeiro prêmio de Honra ao Mérito e foi logo nomeado para uma bolsa de estudos, através de um velho amigo de seu pai, Canon Edward Pusey. No entanto, um pouco mais tarde, ele perdeu a importante bolsa de estudos após se confessar incapaz de se dedicar ao estudo. Mesmo assim, o seu talento como matemático ganhou o ‘Christ Church Mathematical Lectureship’, cargo que manteve por vinte e seis anos. O rendimento foi bom, mas o trabalho entediava. Muitos de seus alunos eram mais velhos e mais ricos do que ele, e quase todos eles eram desinteressados. No entanto, apesar da infelicidade inicial, Dodgson permaneceu na Christ Church, em várias ocupações até sua morte.

Aspectos Pessoais

Dodgson era uma jovem alto, esguio, tinha cabelos castanhos e olhos azuis acinzentados, considerado muito atraente. Mais tarde era descrito como um homem estranho que andava torto, talvez causado por uma lesão que teve no joelho. Quando criança por uma febre perdeu a audição de um ouvido. Também era bastante gago, problema que começou na infância e se estendeu por toda a vida. Por ter o hábito de usar referências reais para criar seus personagens, reza a lenda que o personagem ‘Dodo’ de ‘Alice no País das Maravilhas’ era inspirado em sua própria condição. Mais tarde ele confirmou que ‘Dodo’ era uma referência própria mas não em relação a gagueira.

Era bom em charadas, cantava consideravelmente bem e tinha grande habilidade como mímico e contador de histórias.

No período entre suas primeiras publicações e o sucesso de ‘Alice’, Dodgson começou a integrar a Irmandade Pré-Rafaelita, uma confraria de pintores, poetas e críticos. Um dos incentivadores da publicação de ‘Alice’ foi o escritor de contos infantis ‘George MacDonald’ que acabou se tornando uma espécie de mentor par ao lançamento do então iniciante escritor. Apesar de desconhecido do grande público, ‘George MacDonald’ serviu como inspiração para ninguém menos que ‘J.R.R. Tolkien’, escritor da saga ‘O Senhor dos Anéis’, que por sua vez serviu de inspiração para ‘J.K. Rohling’ da saga ‘Harry Potter’.

Nasce ‘Lewis Carroll’

Desde muito jovem Dodgson já escrevia poemas que eram publicados na revista da família Mischmasch, que depois era enviado para outras revistas, onde obteve um pequeno sucesso. Entre 1854 e 1856 seus trabalhos apareceram em publicações nacionais como The Comic Times e The Train.

Em 1856 ele publicou seu primeiro trabalho com o pseudônimo com o qual seria mundialmente famoso. Um poema romântico chamado ‘Solitude’ apareceu em ‘The Train’ com a assinatura de Lewis Carroll. Este pseudônimo foi uma brincadeira com seu nome real, Lewis foi era um anglicismo (tradução de um nome para outro idioma) de Ludovicus, o latim para Lutwidge. Carroll é um sobrenome irlandês semelhante ao nome Carolus, a forma em latim de se escrever Charles.

Alice

Foi então que em 1863, Georde Macdonald entrega o manuscrito inacabado de Dodgson para a editora Macmillan que gostou de imediato. Para ser lançado o manuscrito precisava de um título, foram sugeridos ‘Alice entre as fadas’ (Alice Among the Fairies) e ‘Alice e a Hora de Ouro’* (Alice’s Golden Hour*) que foram rejeitados.

* Hora de Ouro ou também chamada Hora Mágica é a primeira e a última hora da luz do dia, um breve momento do dia onde a luz se torna diferente, suave e mais difusa, muito usada para buscar um efeito especial em fotografia e cinema.

Após os títulos alternativos, o trabalho foi finalmente publicado como  ‘Alice no País das Maravilhas’ (Alice’s Adventures in Wonderland), em 1865, sob o pseudônimo de Lewis Carroll, que Dodgson tinha utilizado pela primeira vez cerca de nove anos antes.As ilustrações foram por John Tenniel , Dodgson, pensou evidentemente que agora por ter um livro publicado tinha as habilidades de um artista profissional.

Em 1871 Dodgson já era mundialmente famoso pelo pseudônimo de Lewis Carroll, passou a ganhar significativas quantias de dinheiro e receber cartas de milhares de fãs, mas parece que não surtiu muito efeito no sua vida pois preferia continuar como professor acadêmico.  Mesmo assim lança a continuação do primeiro livro, ‘Alice no País do Espelho’ (Through the Looking Glass And What Alice Found There) desta vez com um tom mais denso, talvez causado pelo momento triste de sua vida quando perdeu seu pai, o que o deixou em depressão por alguns anos.

A Última Grande Obra

Em 1876, Dodgson produziu o seu grande último trabalho, A Caça ao Snark , um fantástico “poema” absurdo, explorando as aventuras de um grupo bizarro de seres inadequados de formas diferentes, e um castor, que partiu para encontrar a criatura de mesmo nome. O pintor Dante Gabriel Rossetti supostamente tornou-se convencido de que o poema foi sobre ele.

Retrato de uma criança feito por Dodgson

A Pedofilia

Dodgson gostava de retratar meninas nuas em fotografias e desenhos. Declarou que seu intuito era somente artístico, que eram sempre feitos com o consentimento dos pais e que se notasse qualquer constrangimento ou infelicidade no olhar de uma das crianças, deixaria de faze-los para sempre. Também ordenou em seu testamento que todas as fortografias e desenhos fossem queimados para nunca criar qualquer constrangimento para as crianças retratadas no futuro. Mesmo assim, foi acusado em diversas obras postumas de ser pedófilo. Diversos livros tentam demonstrar que sua relação com as meninas não poderiam ser apenas pelo ato de retrata-las.

Porém, novos estudiosos (Hugues Lebailly e Karoline Leach) começam a acreditar que Dodgson não era pedófilo, tentando classificar seus retratos no movimento conhecido como ‘Victorian Child Cult’ que retratava a criança como a forma mais sublime da pureza. Dodgson vivenciou justamente a Era Vitoriana* onde este tipo de obra era bastante comum entre diversos artistas que não apresentavam nenhum tipo de comportamente pedófilo, era realmente um tipo de manifestação artística. Tanto que estas obram eram usadas até para produzir cartões postais.

Um dos motivos que podem ter distorcido a história e ter colocado Dodgson como pedófilo por muitos autores seria o fato de 4 diários de sua autoria terem desaparecido. Segundo Lebailly e Leach os diários não retratavam contados íntimos com meninas, mas orgias com mulheres adultas e principalmente casadas, o que teria feito com que sua família para preservar sua reputação teria suprimido estes registros. Um detalhe é fato, Dodgson só começou a ser acusado de pedofilia depois de sua morte.

Este fato de sua vida ainda é motivo de discordâncias e não existe uma avaliação definitiva do que foi verdade.

* A Era Vitoriana no Reino Unido foi o período do reinado da Rainha Vitória, em meados do Século XIX, a partir de Junho de 1837 a Janeiro de 1901.

Outras Obras

- Uma história confusa(A Tangled Tale)
- Alice no País das Maravilhas (Alice’s Adventures in Wonderland)
- Fatos* (Facts)
- Ele pensou ter visto um Elefante* (He thought he saw an elephant)
- Rima?  E Razão?* (Rhyme? And Reason?) – Também publicado como ‘Phantasmagoria’
- Problemas de Travesseiro* (Pillow Problems)
- Silvia e Bruno (Sylvie and Bruno)
- Silvia e Bruno Obras Escolhidas (Sylvie and Bruno Concluded)
- A Caça ao Snark (The Hunting of the Snark)
- Três Pores-do-Sol e Outros Poemas* (Three Sunsets and Other Poems)
- Alice no País do Espelho (Through the Looking-Glass, and What Alice Found There) – Incluindo ‘Jabberwocky’ e ‘A Morsa eo Carpinteiro’** (The Walrus and the Carpenter)
- O que a tartaruga disse a Aquiles* (What the Tortoise Said to Achilles)

* Títulos apenas traduzidos do original, não encontrei fontes do nome que foram lançados no Brasil.
** Foi incluído no 11º livro da série ‘Desventuras em Série’ composta por 13 livros. Os três primeiros deram origem ao filme.

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Alice Pt. 1 – O Livro de Lewis Carroll

abril 16th, 2010 by Jeff, under Literatura. 2 Comments

O novo filme de Tim Burton que estréia no Brasil dia 24 de abril nos faz reviver a famosa história da menina Alice. Mas apesar de todos conhecermos a personagem, talvez poucos se lembrem da história, e há quem confunda com alguns personagens com ‘O mágico de Oz’. Em diversos sites que pesquisei sobre filmes e desenhos, só consta uma produção em filme muito antiga, de 1904 e o famoso desenho animado produzido em 1951 pela Disney. Então fui atrás de artigos em outros idiomas para descobrir se somente estas duas obras foram realizadas.

A história de Alice

“As Aventuras de Alice no País das Maravilhas” (Alice’s Adventures in Wonderland) também é abreviado apenas como Alice in Wonderland é a obra mais conhecida do professor de matemática inglês Charles Lutwidge Dodgson, sob o pseudónimo de Lewis Carroll, publicado em 4 de julho de 1865. Hoje é considerado uma das mais importantes histórias infantis do gênero literário nonsense ou o surrealismo.

O livro conta a história de uma menina chamada Alice que após seguir um coelho apressado por sua toca cai em uma grande buraco e é transporta para um lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas (uma característica que humaniza objetos inanimados como uma flor, uma árvore, uma casa), revelando uma lógica do absurdo característica de nossos sonhos.

Lewis Carrol faz alusões satíricas na história de Alice, usando características de seus amigos e seus desafetos para criar as personalidades de alguns personagens. Ele também faz paródias de poemas infantis muito populares na Inglaterra durante o século XIX. Além de usar referências linguísticas e matemáticas frequentes, através de enigmas que contribuíram para seu sucesso. Alice é um livro que possui mais de uma interpretação, pois contém dois livros em um só: um para crianças e outro para adultos.

O conto que virou livro

“Alice no País das Maravilhas” nasceu por acaso no dia 04 de julho de 1862 quando Charles Lutwidge Dodgson (Lewis Carroll) passeava pelo rio Tâmisa em um pequeno barco a remo, na companhia de um amigo e três irmãs: Lorina Charlotte, Edith Mary e Alice Pleasance Liddell. Charles Lutwidge Dodgson (Lewis Carroll) resolveu contar uma história improvisada para passar o tempo durante os 5km de viagem.

O conto cheio de fantasias e personagens absurdos agradou a todos. A história imprevista deu origem em 26 de Novembro de 1864 a um manuscrito intitulado “Alice Debaixo da Terra” (Alice’s Adventures Underground) que Charles L. Dodgson entregou de presente a Alice Pleasance Liddell.

Mais tarde, influenciado tanto pelos seus amigos como pelo seu mentor George MacDonald (também escritor de literatura infantil), decidiu transformar o manuscrito em livro e mudou a versão original, aumentando de 18 mil palavras para 35 mil, acrescentando personagens importantes como o Gato de Cheshire e do Chapeleiro Maluco.

Publicação

Assim, no dia 4 de Julho de 1865 (precisamente três anos após a viagem) a história de Dodgson foi publicada na forma como é conhecida hoje, com ilustrações de John Tenniel. Porém a tiragem inicial de dois mil exemplares foi removida das prateleiras devido a reclamações do ilustrador sobre a qualidade da impressão. A segunda tiragem, ostentando a data de 1866, ainda que tenha sido impressa em dezembro de 1865, esgotou-se nas vendas rapidamente, tornando-se um grande sucesso, tendo sido lida por Oscar Wilde e pela rainha Vitória. Na vida do autor, o livro rendeu cerca de 180 mil cópias. Foi traduzida para mais de 125 línguas e só na língua inglesa teve mais de 100 edições.

Em 1998, a primeira impressão do livro, aquela rejeitada pelo ilustrador, foi leiloada por 1,5 milhão de dólares americanos. Algumas impressões desta obra contêm tanto “As Aventuras de Alice no País das Maravilhas”, como também a sua sequência “Alice no Outro Lado do Espelho”.

Alice no País do Espelho

Alice no País do Espelho (Through the Looking-Glass, and What Alice Found There) é a sequência de “Alice no País das Maravilhas”. O livro foi escrito em 1871 e não faz referências ao livro anterior, apesar de usar personagens em comum e manter a mesma temática. Uma das principais diferenças é que a primeira história se passa no verão de 4 de julho enquanto este se passa seis meses depois, no inverno de 4 de novembro.

Enquanto no primeiro livro é muito utilizado distorções de tamanho, neste livro a dinâmica são as frequentes mudanças no tempo e espaço. O primeiro livro usa o Jogo de Cartas como inspiração para os personagens e este usa o Xadrez.

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