Nem tão pesado assim

A vida não é assim tão pesada quanto às vezes parece.

No fundo, ela é muito mais simples do que pensamos. Mas por algum motivo que não sei precisar ao certo, mas muito provavelmente com uma boa dose de covardia e egoísmo, nos prendemos às coisas que não nos dizem respeito. Nos apegamos à memórias, ao passado, às mágoas, traumas, tristezas, decepções.

Estranhamente, carregamos tudo isso com um certo orgulho torpe, de que isso representa de fato algum mérito. Um currículo de vida, uma escala de habilidades, uma medalha de condecoração.
Como cicatrizes de uma guerra que no fundo não tem vencedor, como são todas as guerras. Nos orgulhamos de mostrar derrotas, para que de alguma forma isso traga mais mérito às conquistas. Também justificamos nossas falhas, inseguranças e incapacidades, em algum instante do passado que não existe mais.

Sacrificamos o presente, justificado pelo passado, em detrimento do futuro. Qual a lógica? Apesar do fato atualmente provável de que, a vida se realiza no agora. E que não temos ainda a capacidade de voltar para mudar o passado e muito menos prever o que virá daqui por diante, mesmo vivendo o hoje, nossa consciência reside nessa viagem atemporal sem começo, meio, fim, lógica e destino.

Livre-se do peso. Livre-se das memórias. Livre-se dos medos. Livre-se das lágrimas. Livre-se do passado. Livre-se do que não foi. Livre-se da necessidade de ser para os outros. Livre-se das cobranças. Livre-se das expectativas. Livre-se da bagagem. Livre-se do peso morto, do sobressalente. Livre-se de roupas que você não usa, da necessidade do dinheiro que não precisa, livre-se em parte da tecnologia, livre-se do pensamento, desejo e expectativa alheia. Livre-se de si mesmo. Reinvente-se. Viva-se…

Dizem que angústia é excesso de passado e ansiedade é excesso de futuro. Então carregue apenas o necessário. E não se espante se for menos do que você imaginava. Não se deixe levar pelo que dizem, por àqueles que dirão que é pouco. Que é falta de ambição. Que é mediocridade. Que é acomodação. Que é covardia. Livre-se de paradigmas, preconceitos e do status quo.

Delete contatos, conversas, fotos, memórias, amigos que não são amigos. Limpa o celular, limpe a casa, limpe as redes sociais, limpe a mochila, limpe a vida, limpe o corpo, limpe a alma, limpe a memória.

E se…

O Cazuza tivesse nascido em Liverpool ou se os Beatles fossem brasileiros… Genial…
Aaaaa… Aaaaaa… Aaaaaa…

O preço e o valor

É incrível o poder reverberante de uma palavra de incentivo e generosidade. Se as pessoas soubessem o poder que se concentra em pequenos gestos de bem-querer, nos corromperíamos pela bondade, pela gentileza, pelo afeto, pela sensibilidade. E tenho uma leve impressão de que seríamos invencíveis.

O dinheiro não lhe traz poder. Dinheiro lhe traz medo, subserviência e interesses frívolos. Poder e coragem vivem naqueles capazes de convencer pela palavra, por um pensamento, por uma crença, por fé.

Só assim, livre da facilitação e opressão do dinheiro é que podemos ser verdadeiramente importantes. Lembrando que ser importante para alguém é quando este alguém te importa para dentro de si. E viver dentro das pessoas é a única forma de imortalizar nossa existência que parece longa mas na realidade é muito fugaz.

Lembre-se: Ser rico de coragem, justiça e bondade, não tem preço.

Eu queria te dizer…

Tudo aquilo que você despertou dentro de mim.
Tudo aquilo que você tem me ensinado.
Tudo aquilo que você fez renascer em mim.
Tudo aquilo que você resgatou sobre mim.
Tudo aquilo que você me diz com seu olhar.
Tudo aquilo que você conforta com seu sorriso.
Tudo aquilo que você me faz lembrar.
Tudo aquilo que você me fez esquecer.
Tudo aquilo que enfrentei para enfim ter você.
Tudo aquilo que busquei e encontrei em ti.
Tudo aquilo que você é pra mim.
Tudo aquilo que você será.

Eu queria dizer não por vaidade, mas pura caridade. Pois sei que em algum lugar, alguém como eu pode estar perdendo as esperanças, mas que diferente de mim pode ter esquecido que a vida é feita de belos milagres. Que ainda que improvável, nunca é impossível.

Eu sei que será você sempre a partir de agora, pois tudo aquilo que me afastou de todos, é tudo aquilo que nos aproxima. Eu olho para você e me vejo em ti.

“Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte terá seu fim…”
1 Coríntios 13:9,10

Nunca entendi quem prefere ser pela metade. Quem prefere ser apenas parte. Para ser real, precisa ser inteiro. Não intenso. Apenas inteiro. Quando cansei de ter tão pouca pessoa, você se revelou por completo. Como quando nos olhamos no espelho em que parte é enigma, até que vemos enfim, face a face…

Quando você começou pra mim, criou vários fins… Que seja assim…

“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.”
1 Coríntios 13:13

Sobre aqueles momentos onde a esperança lhe estende a mão…

Um dia alguém disse que Deus é amor. Talvez essa síntese deveria ser levada mais em conta. Para mim, Deus é tudo e somente isso: amor. Independente de suas crenças, independente do que se diga, do que se prove e do que nunca se provará, do questionamento da existência ou não existência de um Deus, de um regente de toda nossa vida, a mensagem é muito clara: amar ao próximo como à nós mesmos. Nada além disso.

Você não impõe a você mesmo a tristeza, o julgamento, o preconceito, a dor, a solidão, a culpa, o erro, a falha, a fraqueza. Porque então impor ao outro?

Se Deus é amor, o inverso também provavelmente o é. Amar, seja a melhor ou ainda a única forma de comunhão com Deus. E quem sabe, Deus talvez não seja um ser físico, delimitado em forma humana. Mas talvez ele seja e se faça presente neste instante onde o amor nasce entre duas pessoas. E ali, certamente ele faz sua morada.
Quem sabe seja um erro de interpretação. Não fomos feitos à semelhança de Deus. Talvez ele seja a semelhança que encontramos em outro. Quando conseguimos ver nossas atitudes em espelho. Face a face.

Nesta dúvida que carregamos ao longo da vida, na busca pelo amor verdadeiro, talvez a maneira mais correta de distinguir um sentimento real de outros tão fugazes, esteja na capacidade de falar dele, como se falasse de Deus. Um amor verdadeiro envolve muito mais que atração, desejo e paixão. Talvez essa seja a menor parte. Um amor verdadeiro se trata de fé, benevolência, gentileza, respeito, carinho, cuidado, troca, reciprocidade, espera, calma, paz, certezas.

“Quem vem lá, caminhando sobre as águas do meu mar de interrogação? Vem… Eu não posso fugir. A esperança me estendeu a mão. Que fogo é esse que vem, derretendo o gelo que a tempos esfriava o amor e o coração que era pedra hoje se desmanchou… e queima…”

É tempo de ter você…

Tem gente que espera muito pouco da vida. Tem gente que leva a vida esperando pelas sextas-feira. Tem quem espera por noites regadas a cerveja e esquecimentos. Que se contenta com relacionamentos fugazes. Que sente-se feliz com amizades vazias, condicionadas. Tem até aquelas pessoas que são tão pobres, que a única coisa que possuem é muito dinheiro.

Tem gente que acredita que o objetivo da vida é acumular alguns objetos caros, que enchem os olhos de muitos e que não preenchem o coração de ninguém. Eu definitivamente não sou uma pessoa humilde. E até devo ser bem ganancioso. Pois nunca me contentei com pouco. Com pouca pessoa, com pouco amor, com pouco sentimento, com pouca compaixão, com pouca verdade.

Eu posso não me encaixar em muitas realidades, em muitos conceitos, em muitas expectativas, em muitos grupos, em muitas expectativas.

Mas sei que tenho um lugar só para mim. Ao seu lado… Onde nada é pouco, onde não há dinheiro que seja capaz de compra-lo, onde minha fé é maior que todas as suas certezas…

Do pouco que esperam da vida, querendo ser para todos aquilo que não se é para si mesmo, eu vou traçando minha própria lógica e ambição. Minha vida precisa de todos os dias da semana, todas as horas do dia, cada segundo e instante. Preciso do máximo do tempo possível para preencher eles com você.

Minha alegria…

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Gelo Negro

O Gelo Negro é um arquivo de lembranças. Nele registro os filmes que vi, as músicas que ouvi, as fotos que registrei, os livros que não li, as histórias que não vivi, as biografias que invejei, felicidades que inventei e as curiosidades que encontrei, tentando fazer algum sentido.

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