A

A, ela, mulher.
Quando não, menina.
Feminina porém, sempre.
Ela é assim, delicada.
Na boca.
Na voz.
Na pele.
No toque da mão.
Podia ser Sol, preferiu ser a Lua.
No vento se tornou a brisa.
No mar se tornou a onda.
No céu se tornou a nuvem.
No temporal se tornou a tempestade.
Jamais poderia ser algo que não comece com a letra ‘a’.
No sorriso se tornou a risada.
No choro se tornou a lágrima.
No sofrimento se tornou a dor.
No amor se tornou a paixão.
No sempre se tornou a eternidade.
No desejo se tornou a excitação.
Porque ela só sabe ser A,
Só sabe ser ELA,
Só lhe resta ser MULHER.

J.R. Wills

Publicado originalmente em: 9 de abril de 2009 às 4:38

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