Drop Dead Skate Pro 2013 – Eduardo Dias

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Este final de semana tive uma oportunidade única, ir para Curitiba acompanhar o retorno em grande estilo do Drop Dead Skate Pro. Eu quero falar sobre o evento, mas quero falar ainda mais sobre este cara chamado Eduardo Dias. As minhas avaliações sobre isso, não se baseiam em números ou pesquisas aprofundadas sobre o assunto, apenas sobre minha experiência e percepção particular.

Desde moleque as formas gráficas já habitavam meu imaginário e uma das marcas que eu recordo nitidamente era a Drop Dead. Tanto tempo depois, jamais imaginaria conhecer pessoalmente o idealizador disso tudo. Veja se você me entende, mas a Drop é o tipo de coisa, que com nosso pensamento brasileiro acabamos definindo: Nem parece que é daqui, parece coisa gringa.

Acompanhando este evento de perto, tive que reforçar essa iconoclastia tupiniquim. Eduardo Dias é um destes empresários que não pensa com cabeça de brasileiro. Olhar para trás e ligar os pontos que trouxeram a Drop até aqui é fácil, difícil é fazer o caminho que ele deve ter feito, abrir a clareira pela mata, caminhar por onde ninguém esteve, achar lógica onde ninguém é capaz ao menos de ver o óbvio e ainda assim fazer além. A história do skate nacional e da Drop Dead certamente se misturam, se completam e mais que isso, se explica. Sem a Drop, seria outra história, bem diferente e talvez com pouca coisa para contar.

O Drop Dead Skate Pro, realizado na Drop Dead Skatepark é algo que não vemos todos os dias. Hoje ficou mais fácil entender, após cases como a Red Bull, mas ainda assim, apesar dos exemplos estarem ai, são poucos os empresários que conseguem seguir o mesmo caminho. Porque no fundo não tem receita, essa capacidade nasce com o indivíduo. É uma mistura de coragem, inteligência e pura irresponsabilidade. Acima de tudo está o fazer acontecer, sem se importar muito bem como as coisas vão se viabilizar. E algo que fica nítido é que não tem miserê, se é para fazer, se faz bem feito. Não é porque a fonte jorra dinheiro não, é a capacidade de entender que nem tudo no mundo dos negócios é na base do toma lá dá cá. Por isso que a Drop está ai depois de tantos anos, entendendo que o que se planta hoje se colhe na eternidade. Sem pressa e com a sabedoria dos sábios.

O amor ao esporte obviamente explica grande parte desta dedicação. É o esporte sendo estimulado por quem viveu e vive sobre rodas. Nenhuma outra hipótese daria vida longa a esta vontade de dar continuidade a aquilo que se começa com o entusiasmo natural do ineditismo. Mas o que mais surpreende ao acompanhar este evento, a conhecer um pouco mais sobre a Drop Dead e principalmente ao Eduardo Dias é a simplicidade e generosidade que define o seu caráter.

Você percebe no tratamento com os skatistas, com o público, com a estrutura, com os detalhes do evento, com a atmosfera que é criada, com a valorização financeira dos atletas, com a qualidade do que rola no backstage, que nada é por acaso, que o nome Drop Dead não é forte porque comprou seu espaço, ele foi construído, ao longo dos anos, com respeito ao esporte e visionismo empreendedor. Não existe como não admirar este cara, pelo que fez e faz pelo skate nacional e pela sua capacidade de transformar uma paixão em negócio, para que este negócio financie a paixão. Este é o ciclo.

Para fechar com chave de ouro essa vibe fantástica e deixar o evento novamente na história do Skate Nacional, o Rei da Pista foi ninguém menos que Tiago Lemos, de Jaguariúna. O cara que chegou ao Drop Pro como amador, levou o primeiro lugar na prévia, conquistou o direito de competir entre os profissionais e no fim, superou os caras. Não poderia ter desfecho mais foda que este. O moleque deixou para trás nomes como Danilo do Rosário, o fantástico Carlos de Andrade o ‘Piolho’, o grande Rodil ‘Ferrugem’ e Lucas ‘Xaparral’.

Eu poderia falar por uma semana sobre este evento e a sensação de estar ali, mas é Drop Dead entende? Se não for bom com os caras, não poderá ser bom nunca.

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