Somos tão jovens…

Que barulho é esse?
Esse barulho…é o FUTUUUUUROOOOO

Finalmente a história de Renato Russo virou filme e vai chegar as telonas. Não sei se conseguirei ser claro no que vou dizer, mas meu maior receio quanto ao filme é constatar se eles tiveram coragem suficiente para mostrar o quão tosco, idiota e genial foi a história de vida do Renato e da Legião Urbana. Genial me referindo ao que ele se tornou e tudo o que a Legião significou para uma geração inteira. Tosco e idiota para mostrar como esta história começou. Porque ninguém ali de fato sabia o que estava fazendo e as chances deste movimento virar nada eram muitas. Eu não sei se hoje em dia, a Legião conseguiria ser uma revolução no rock nacional e se tornar o que se tornou. O momento era propício e as pessoas estavam mais interessadas em música de conteúdo e muito distantes de Lek Lek’s da vida. Eu espero que eles não tentem transformar o Renato em um herói, em um messias. Gostaria de fato que ele fosse retratado de forma fiel, sem romancear, sem inventar, sem dar pesos maiores para fatos que não tinham esse peso todo e que terminem mostrando para as novas gerações que não viram a Legião em atuação, o quão especial foi esta banda e o quão bonita são as canções e as letras escritas pelo Renato. Que mostrem as mensagens interessantes que ele quis passar. Em resumo, queria uma história real, sem tentar redimir nada e sem tentar endeusar o Renato. Que mostre sua personalidade, com pés de barro, como ele mesmo se referiu certa vez. A escolha do ator eu gostei, pois acho que ele tem um ar de um ‘cara sensível’, de um cara que convence no papel de um cara gay, sem afetações. Espero que o filme aproveite nossa nova realidade, onde a liberdade de viver sua sexualidade é mais tolerada, em comparação a época em que o Renato teve coragem de assumir sua homossexualidade, assim como Freddie Mercury fez, posição que poderia vir e de fato veio, em detrimento do trabalho das bandas que lideraram. Eu não sou gay e nunca me importei de saber que ‘Vento no Litoral’, minha música preferida da Legião, foi escrita pelo Renato, para um namorado. A prova de que o amor entre dois homens e duas mulheres pode e é tão bonito quanto qualquer outra forma de amor. Talvez a minha tolerância, respeito e aceitação tenha vindo exatamente de saber que meu maior ídolo musical, era gay. Outra comprovação que ninguém vira gay por conviver com gays. Ao contrário, o único resíduo desta relação é a tolerância e o respeito. E o que mais precisamos no mundo além de respeito para todas as pessoas, em todos os aspectos, inclusive suas opções e/ou orientações sexuais. Por favor produtores, eu espero não me decepcionar, porque realmente torço para este filme. A escolha do título foi perfeita, trecho de ‘Tempo Perdido’, canção que estaria facilmente no meu TOP5 de canções da banda.

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Bom, como todo fã babaca, só o fato de ouvir a Legião dentro de um cinema, já vai ser FODA.

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