Espelho, Espelho Meu

O título já diz tudo, impossível você não entender que se trata de Branca de Neve e os Sete Anões. Obviamente que o título também remete a ideia de uma releitura do tema clássico criado pelos Irmãos Grimm, assim como fizeram com ‘A Garota da Capa Vermelha’ (Red Riding Hood).

Sinopse

A mãe de Branca de Neve (Lily Collins), morreu em seu parto e seu pai, o Rei (Sean Bean), prepara Branca de Neve para que ela possa governar o reino algum dia. No entando ele acredita que Branca de Neve precisa de uma mãe e se casa novamente com a mulher mais bonita da Terra. O Rei também presenteia Branca de Neve com sua adaga dourada para protege-la. Um certo dia ele cavalga para a floresta e nunca mais volta. Sua esposa (Julia Roberts) assume o trono. Extremamente vaidosa, ela passa a cobrar cada vez mais impostos para sustentar uma vida de luxos, enquanto Branca de Neve passa seus 18 anos enclausurada no castelo. Enciumada e sentindo-se ameaçada por Branca de Neve e a devoção das pessoas por ela, a rainha decide que ‘Branca de Neve deve fazer o que a neve faz de melhor: cair’.

Ficha Técnica

Título Original … Mirror Mirror
Gênero … Aventura Fantástica
Duração … 106 min
Lançamento … 2011
Direção … Tarsem Singh
Nacionalidade … USA

Elenco

Julia Roberts como A Rainha
Lily Collins como Branca de Neve
Armie Hammer como Príncipe Alcott
Nathan Lane como Brighton
Jordan Prentice como Napoleão
Sean Bean como O Rei

Se você já assistiu o filme, clique no ‘mais’ e veja o que eu achei do filme, será que tivemos a mesma impressão?

Spoilerando

Que fracasso. Tarsem Singh nitidamente é um diretor com muito conhecimento técnico e pouca capacidade de conduzir uma história. Espelho, Espelho Meu é sem dúvida uma grande decepção. O filme deixa de ser uma adaptação da história original escrita pelos Irmãos Grimm para ser apenas uma nova história com uma temática semelhante. Teria potencial para ser algo interessante que também estivesse direcionado para o público adulto, mas não aconteceu. Neste filme a protagonização não fica apenas com a Branca de Neve, mas é dividida com a Rainha, afinal é Julia Roberts que está no papel da madrastra vilã. E é exatamente Julia Roberts que sustenta o pouco que o filme tem de bom, com sua personalidade hilariamente sarcástica, excêntrica e egocêntrica.

Lily Collins faz o papel de uma Branca de Neve que lembra uma adolescente sem noção, desligada e desinteressante. Na dá para enxergar nela um espírito heróico latente. Para piorar a condução da história é ruim, não existe qualquer grande motivação para Branca de Neve passar de uma adolescente sem sal para uma mulher valente, disposta a lutar contra a Rainha má. Outro erro imperdoável são os anões. Tarsem tentou criar a figura de anão menos fantasioso e criou sete anões sem graça alguma. Apesar de ter cenas visualmente atraentes, a cidade em especial parece uma cenografia da Globo, saiu da fantasia de Hollywood para parecer filme da Xuxa.

Essa falta de conexão entre as cenas e a falta de linearidade da história, tão comentada em críticas que li na internet, talvez se justifique por um roteiro escrito há dez mãos. Foram cinco diferentes roteiristas, o que talvez justifique essa incapacidade de fazer uma história fechada com começo, meio e fim.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *