A Invenção de Hugo Cabret

Hugo Cabret sem dúvida é um filme que eu deveria ter visto em 3D em uma tela de cinema bem gigante, infelizmente deixei passar. A beleza do filme é tamanha que em diversos momentos o filme parece um longa de animação. Mesmo assistindo o filme em 2D, fica evidente como o filme foi especialmente produzido para ser visto em 3D. Sacha Baron Cohen está irreconhecível no papel do Inspetor da Estação, quem não ficar atento esquece que ele protagonizou os filmes Borat e Bruno. Chloë Moretz continua me apaixonando como atriz, você não demora 10 segundos para criar uma simpatia com a personagem. Dirigido por ninguém menos que o mestre Martin Scorsese (Ilha do Medo, Os Infiltrados, Gangues de Nova York, Os Bons Companheiros, Taxi Driver). Pela primeira vez o Brasil foi mais inteligente no título do filme, ‘A Invenção de Hugo Cabret’ é a tradução literal do livro infantil The Invention Of Hugo Cabret, escrito por Brian Selznick.

Sinopse

Paris, anos 30. Hugo Cabret (Asa Butterfield) é um órfão que vive escondido nas paredes da estação de trem. Ele guarda consigo um robô quebrado, deixado por seu pai (Jude Law). Um dia, ao fugir do inspetor (Sacha Baron Cohen), ele conhece Isabelle (Chloë Moretz), uma jovem com quem faz amizade. Logo Hugo descobre que ela tem uma chave com o fecho em forma de coração, exatamente do mesmo tamanho da fechadura existente no robô. O robô volta então a funcionar, levando a dupla a tentar resolver um mistério mágico.

Ficha Técnica

Título Original … Hugo
Gênero … Aventura Dramática
Duração … 126 min
Lançamento … 2012
Direção … Martin Scorsese
Roteiro … John Logan (baseado na obra de Brian Selznick)
Produção … Johnny Depp
Nacionalidade … USA

Elenco

Ben Kingsley como Papa Georges / Georges Méliès
Sacha Baron Cohen como Station inspector
Asa Butterfield como Hugo Cabret
Jude Law como Pai de Hugo Cabret
Chloë Grace Moretz como Isabelle
Ray Winstone como Tio Claude
Emily Mortimer como Lisette
Helen McCrory como Mama Jeanne
Christopher Lee como Monsieur Labisse

Se assistiu o filme, pode continuar no post e ver minha opinião sobre o filme, além de algumas curiosidades que possam ter ficado.

Spoilerando

Se você reconheceu alguma cena do filme Viagem à Lua (Le voyage dans la lune), aquele do foguete que atinge o olho da lua, talvez tenha se perguntado se alguma parte do filme é real. Georges Méliès, o diretor de filmes interpretado por Ben Kingsley existiu realmente.

Marie-Georges-Jean-Méliès (8 de dezembro de 1861 — 21 de janeiro de 1938) foi um ilusionista francês de sucesso e um dos precursores do cinema que usava inventivos efeitos fotográficos para criar mundos fantásticos.
Méliès, além de ser considerado o ‘pai dos efeitos especiais’, fez mais de 500 filmes e construiu o primeiro estúdio cinematográfico da Europa. Também foi o primeiro cineasta a usar desenhos de produção e storyboards para projetar suas cenas. Era proprietário do Théatre Robert-Houdin em Paris, que havia pertencido ao famoso ilusionista francês Houdin (Jean-Eugène Robert-Houdin). Vou fazer um post sobre ele.

A Invenção de Hugo Cabret é sem dúvida um novo marco no cinema mundial e ironicamente fala sobre uma parte importantíssima da sétima arte. Assim como foram nos últimos anos: Matrix, Senhor dos Anéis, Avatar, Hugo Cabret mostra uma interação entre computação gráfica e captação de imagens em alta definição tão organicas que é impossível dizer se determinadas cenas são efeitos especiais ou imagens de incrível resolução. Ben Kingsley está incrível no papel de Papa Georges, a primeira cena em que ele aparece já lhe convence que era o ator ideal para o papel. Ver Sacha Baron Cohen em um papel ‘sério’ comparado aos filmes Bruno e Borat é interessante. Jude Law consegue ser marcante mesmo aparecendo por pouquíssimo tempo. Chloë Grace Moretz é novamente perfeita no papel da doce e cativante Isabelle. Asa Butterfield consegue segurar a responsabilidade de ser um jovem ator protagonista de uma mega produção. Ele também atua em outro filme interessante, que ainda não pude ver: ‘O Menino do Pijama Listrado’.

Lembro da cerimônia do Oscar onde alguém definiu o filme como uma homenagem ao cinema, concordo! O filme traz algo que o livro não pode proporcionar, a comparação na evolução fantástica entre as primeiras produções cinematográficas e ainda assim, mostrando a genialidade necessária para produzir o que era feito há mais de um século.

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