Cavalo de Guerra

Cavalo de Guerra é uma produção DreamWorks/Disney, o que já indica que o filme possui um apelo um tanto fantasioso. Saber deste detalhe pode lhe ajudar a entender melhor a mecânica do filme. É o 108º filme com participação de Steven Spielberg, o 37º como diretor. Spielberg dispensa apresentações, certamente na sua lista melhores filmes, certamente existe um dele. Foram simplesmente 111 indicações ao Oscar em produções que participou de alguma forma com 31 estatuetas ganhas.

Com roteiro adaptado por Richard Curtis, Cavalor de Guerra é baseado no livro homônimo escrito em 1982 pelo britânico Michael Morpurgo. O livro focado no público infanto-juvenil, se passa entre os anos de 1912 a 1918.

Sinopse

Ted Narracot (Peter Mullan) é um camponês orgulhoso, trabalhador e ex-combatente de guerra. Seus problemas de saúde, agravados pelo vício em álcool dificultam a lida no campo. Ao lado da esposa Rose (Emily Watson) e o filho Albert (Jeremy Irvine), tentam sobreviver em uma pequena fazenda alugada, sofrendo as ameaças e cobranças do inescrupuloso proprietário das terras. Em um momento de revolta, cansado dos mal tratos sofridos pelo senhorio, decide bater de frente com ele durante um leilão e acaba comprando um cavalo inadequado para serviços de tração animal. A briga no arremate o força a gastar todas as economias da família, o que quase enlouquece sua esposa. Albert, seu filho, acaba se apegando ao animal e tentará prepará-lo para a lida dura do campo.

Ficha Técnica

Título Original … War Horse
Direção … Steven Spielberg
Lançamento … 2012
Nacionalidade … USA
Gênero … Drama Histórico Guerra
Duração … 146 min

Elenco

Emily Watson como Rose Narracott
Peter Mullan como Ted Narracott
David Thewlis como Lyons
Niels Arestrup como Grandfather
Tom Hiddleston como Captain Nichols
Benedict Cumberbatch como Major Stewart
Geoff Bell como Sgt. Sam Perkins

Se você já assistiu o filme, continue lendo o post e compartilhe da
minha opinião, se você ainda não viu o filme, pare por aqui!

Spoilerando

Cavalo de Guerra é um filme interessante, porém repleto de problemas. A começar pelas quase 2 horas e meia, que no cinema deve ter dado uma canseira das boas. Jeremy Irvine é sem dúvida o ponto mais fraco do filme, quase capaz de estragar a produção inteira. O filme se salva quando ele desaparece da trama e o cavalo Joey consegue ser mais expressivo que o protagonista.

No início do filme, Albert (Jeremy Irvine), mais parece ter saído do elenco de High School Music. É tão poser que chega a parecer gay, nada contra, mas a relação de afeto entre ele e o cavalo acaba parecendo outra coisa. O treinamento de Albert tentando transformar Joey em um cavalo de arado foi muito mal produzido, Albert nem parece ter algum dom natural e Joey muito menos parece de fato sofrer para aprender algo diferente da sua natureza.

O restante dos acontecimentos, a chuva que acaba com a plantação, a venda do cavalo para um soldado, as inúmeras andanças entre exércitos inimigos também soam muito fantasiosas, típicas de um filme menos criterioso com estes detalhes, geralmente um público infantil, apesar do filme não parecer ter isto como um foco específico. Spielberg se ancora o tempo todo no sofrimento do pobre cavalo para emocionar quem assiste ao filme, o que deixa a trama um tanto angustiante.

Os pontso altos do filme no entando são: a participação de avô (Niels Arestrup) e da sua neta Emilie (Celine Buckens), uma doce francesinha órfã e com sérios problemas de saúde, que vê sua vida mudada quando encontra osdois cavalos no interior do moinho de vento. Outro momento divertido é o diálogo entre os soldados inimigos, que mostra de forma muito clara o quão patético e inútil são as guerras, onde inúmeros inoscentes morrem apenas pelo intuito de defender uma honra patriota imbecíl.

Já dizia Renato Russo: ‘…existe alguém esperando por você, já que nesta guerra, não é ele quem vai morrer, e quando longe de casa, ferido e com frio o inimigo você espera, ele estará com outros velhos, inventando novos jogos de guerra…’ – ‘…veja que uniforme lindo, fizemos pra você, lembre-se sempre, que Deus está do lado de quem vai vencer…’

Esta mesma cena, traz o momento mais emocionante, quando os soldados inimigos param o combate para salvar a vida do cavalo que agonizava enrolado em arames farpados, talvez em uma analogia ao inocentes feridos pela guerra que corre alheia ao desejo da maioria. Apesar de uma narrativa lenta e fantasiosa, o filme acaba sendo emocionante. Só não entendi a cena final, extremamente artística, repleta de efeitos, que tira o filme totalmente de uma perspectiva mais realista, me lembrou Dorothy voltando para casa no fim de ‘O Mágico de Oz’.

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