Os homens que não amavam as mulheres

Os homens que não amavam as mulheres é o primeiro livro da trilogia Millennium, do aclamado escritor sueco Stieg Larsson. Larsson infelizmente faleceu muito jovem, aos 50 anos, em 2004 e não pode acompanhar o sucesso mundial de seus livros:

Millennium 1 – Os homens que não amavam as mulheres (Män som hatar kvinnor)
Millennium 2 – A menina que brincava com fogo (Flickan som lekte med elden)
Millennium 3 – A rainha do castelo de ar (Luftslottet som sprängdes)

O primeiro e o segundo livro tiveram seus títulos traduzidos do sueco, enquanto o terceiro livro, em uma tradução livre seria ‘O castelo de ar que explodiu’. O primeiro livro da trilogia já foi adaptado ao cinema em duas versões. A produção sueca saiu em 2009, enquanto a produção americana chegou aos cinemas no final de 2011.  Na versão hollywoodiana o filme recebe o nome de ‘The Girl with the Dragon Tattoo’.

Sinopse

Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, um acidente fechou o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada — o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer ou ser morta. Henrik está convencido de que ela foi assassinada – quase quarenta anos depois o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mas as inquirições de Mikael não são bem-vindas pela família Vanger.

Ficha Técnica

Título Original … The Girl with the Dragon Tattoo
Direção … David Fincher
Lançamento … 2011
Nacionalidade … EUA
Gênero … Suspense / Policial
Duração … 158 min

Elenco

Daniel Craig como Mikael Blomkvist
Rooney Mara como Lisbeth Salander
Christopher Plummer como Henrik Vanger
Stellan Skarsgard como Martin Vanger

Se você já assistiu o filme, veja o post completo para comparar suas impressões com as minhas, além de outras informações sobre a trilogia.

Spoilerando

As ótimas referências encontradas na internet sobre ‘Os homens que não amavam as mulheres’ se justificam. Começando pela direção de David Fincher que é uma autoridade no assunto. Caso você não ligou o nome a pessoa, Fincher dirigiu muitos filmes que você gosta: A rede social, O curioso caso de Benjamin Button, O quarto do pânico, Clube da luta, Seven e Zodíaco e já era supervisor de efeitos visuais em Indiana Jones e o Templo da Perdição, de 84, trabalhando para Spielberg.

O filme é sem dúvida um ótimo suspense policial, mas por muitas vezes parece algum filme de terror, por vezes parece algum filme conceitual com cenas de sexo e estupro bastante fortes. Além disso, quando Larsson escreveu sua trilogia, conseguiu mostrar um lado policial e investigativo muito forte. Em momentos o filme parece ter um ar antigo que contrasta com situações extremamente contemporâneas, como a personagem Lisneth, uma hacker punk.

Confesso que refiz meus conceitos sobre Daniel Craig com este filme e fiquei completamente seduzido pela atuação extremamente forte e ao mesmo tempo sensual da atriz Rooney Mara. Rooney durante o filme inteiro não possui nenhum apelo sensual, sua beleza pouco óbvia ajuda o espectador a não se distrair com a personagem. Seria muito diferente se Angelina Jolie estivesse no papel. Rooney não é uma bela mulher escondida em uma caracterização fake de mulher sem graça. Durante as cenas de estupro, você mal conseguiria associar alguma motivação sobre um possível apelo sexual da personagem, que não evoca este sentimento. Porém, nas cenas de sexo ela se transforma em uma mulher irresistível.

Apesar de ser um filme longo, quase 3 horas de duração, a direção e as atuações tornam tudo fluido e agradável. Para quem não tinha qualquer ideia sobre a história como eu, o desfecho é imprevisível, em alguns momentos você jura que tem alguma explicação mística, quando na verdade se torna uma história muito calcada na realidade, os fantasmas aqui são apenas as lembranças ruins do passado, algo muito semelhante ao clima do filme Zodíaco.

Sem dúvida, o ponto alto da trilogia é constatar que o fim de cada história é fomento para uma nova etapa na vida dos personagens, sem que cada livro ou filme acabem sem resposta. Em outras obras muitas perguntas só seriam respondidas na última linha da trilogia, o que é super chato.

Curiosidade

Um detalhe engraçado que gostaria de registrar é o nome dado para o segundo livro, na versão portuguesa: A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo. Você apostaria em um livro com este título?

 

 

2 Responses to Os homens que não amavam as mulheres
  1. Carol

    Eu simplesmente amei esse filme.

  2. [...] Hoje aluguei o terceiro filme da série, assim que assistir volto aqui para contar mais. Se quiser ver o... gelonegro.com.br/?p=6167

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