Os Descendentes

Sinopse

Matt King (George Clooney) vive no Havaii, tem uma bela casa, uma fortuna como herança, duas filhas e uma bela esposa. Parece tudo o que qualquer pessoa poderia desejar ter, mas no último mês, sua vida mudou completamente após um acidente que deixou sua esposa Elizabeth (Patricia Hastie) em coma profundo. Desde então cabe a Matt cuidar das filhas Scottie (Amara Miller) e Alexandra (Shailene Woodley), que estuda e vive em outra ilha do arquipélago. A nova condição de pai presente é incompatível com a antiga rotina de Matt, que apesar de não ter necessidades financeiras, exerce a profissão de advogado, salário com o qual mantém sua família, não fazendo questão de explorar sua ótima condição financeira.

Matt resolve trazer Alexandra de volta para casa e contar com a ajuda dela para lidar com as mudanças e as mudanças de comportamento da caçula. Alexandra porém, é uma adolescente revoltada e sem limites, além de parecer não se importar com a condição de saúde da mãe. Ao revelar ao pai o motivo de sua indiferença com a própria mãe, inicia uma grande reviravolta em toda esta história.

Ficha Técnica

Título Original … The Descendants
Direção … Alexander Payne
Lançamento … 2012
Nacionalidade … EUA
Gênero … Comédia Drama
Duração … 115 min
Produção … Alexander Payne

Elenco

George Clooney como Matt King
Shailene Woodley como Alexandra King
Beau Bridges como Hugh
Rob Huebel como Mark Mitchell
Robert Forster como Scott
Matthew Lillard como Brian Speer
Judy Greer como Julie Speer

Trilha Sonora

O filme tem uma ótima trilha, talvez publique algo sobre isso.

Se você já assistiu o filme pode ler minha opinião sobre ele, vendo o restante do post.

Spoilerando

Ouvi e li inúmeros comentários sobre o filme, na sua maioria mornos ou negativos. Quem elogiou no entando foi extremamente raso nos comentários achando que a grande história do filme fica por conta das relações, principalmente entre o pai e suas filhas ou o drama do coma e da morte de uma mãe ainda tão jovem.

Ninguém parece ter prestado atenção na lição mais profunda e delicada do filme. Um pai ausente que perde a esposa  e precisa lidar com novas funções familiares, geranciando conflitos e resgatando o tempo perdido não é nenhuma novidade e nem conseguiria sustentar um filme por quase duas horas. ‘Os Descendentes’ possui inúmeras outras camadas: dramáticas, cômicas e absurdas. A confusão sentimental típica de uma tragédia pessoal, como um ataque de riso diante de um enterro por exemplo. A dificuldade de aceitar que a mulher de sua vida esteja lhe traindo e amando outra pessoa, mas principalmente como esta notícia, tão comum entre tantos casais, se mistura ao fato de descobrir tudo isso, no leito de morte de sua esposa. Como lidar com a raiva, sabendo que definitivamente nada pode ser feito. Nem mesmo um sermão qualquer, uma lição de moral, uns desaforos bem pensados.

Como sertir ódio de alguém que está prestes a morrer? Por poucos minutos, vendo o filme apenas como uma obra de ficção, de maneira prática e superficial pensei: Que bom, vai doer menos. Descobrir que sua esposa lhe traia, torna sua perda menos dolorosa, ledo engano. São nestes momentos de conflito interno extremo que percebemos que nossos valores que tanto nos orgulhamos em bradar, significam tão pouco, diante de uma realidade irreversível.

Toda essa confusão de pensamentos geram cenas de um humor absurdo, misturado com drama, como Matt ou Judy desabafam todas suas frustrações diante de um corpo completamente inanimado. Você começa a achar uma certa graça diante da pateticismo da cena e em pouco tempo já se vê completamente confuso diante do que sentir e do que fazer. Certamente você não saberia dizer com exatidão o que faria se estivesse no papel de cada pessoa envolvida nesta história.

George Clonney novamente impressionante nas oscilações de sentimento, comovente a atuação.

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