400 contra 1

Não tem jeito mesmo, parece que o Brasil está fadado a fazer filme de bandidagem, depois ninguém reclame se lá fora todo mundo achar que o Haiti é aqui, como diria Gil. Depois da comunidade violenta (Cidade de Deus), da cadeia (Carandiru), da polícia (Tropa de Elite), da favela (Cidade dos Homens), do PCC (Salve Geral), da criminalidade (Linha de Passe), da exclusão social (Última Parada 174), da polícia violenta (Rota Comando) e o ainda não lançado Tropa de Elite 2, além de outros que eu devo ter esquecido, novamente o Brasil aposta em um novo protagonista vindo da violência urbana.

Depois do PCC agora é a vez de contar a história de outro grupo, o Comando Vermelho. Não estou dizendo que são filmes ruins, assisti praticamente todos, gostei de todos, mas parece que apostar na história de pobreza, violência, palavrão e gritaria é a aposta certa para o cinema nacional, todos sonhando com um Oscar® de filme estrangeiro.

O Filme

Nos anos 70, um grupo de presos une-se pelos direitos e ideais coletivos, William é um dos protagonistas desta organização. Sua trajetória é de fundamental importância para compreender os primórdios do contexto da atual violência urbana brasileira. Conflitos, fugas, assaltos, uma batalha violenta e uma história de amor fazem parte de sua vida.

O filme conta a história de William da Silva Lima, um dos poucos sobreviventes do grupo que fundou o Comando Vermelho no final da década de 1970. Conhecido pela sigla C.V. Sua convivência com os presos políticos incursos sob a mesma Lei de Segurança Nacional, leva Willian ao presídio de Ilha Grande que abriga no mesmo lugar presidiários comuns e políticos, onde surge o grupo que criou um tipo de conduta e solidariedade, inéditas nos presídios brasileiros. A atuação deste grupo nas ruas do Rio de Janeiro no início dos anos 1980, desafia a eficiência da polícia carioca com seus ousados assaltos. Tudo em meio a surpreendente história de amor entre William e Tereza. A narrativa entrelaça seus conflitos íntimos às fugas e assaltos espetaculares.

‘400contra1’ é dirigido por Caco Souza. Assim como em Salve Geral que tem como plano de fundo o PCC, agora a história tem como base a fundação do Comando Vermelho, uma das maiores organizações criminosas do Brasil, contada por um dos seus integrantes, levando o filme para uma temática mais próxima do realismo de ‘Tropa de Elite’. Basedo no livro autobiográfico: ‘Quatrocentos contra um – A história do Comando Vermelho’ do próprio William da Silva Lima.

É estrelado pelo ator Daniel de Oliveira (Cazuza – O Tempo não Para) e por Daniela Escobar (Diário de Um Novo Mundo – que tem a trilha sonora produzida pelo meu amigo Duca Leindecker, vocalista da banda Cidadão Quem e Pouca Vogal).

Ficha Técnica

Gênero:Drama
Duração: ? (Ainda não divulgada)
Lançamento: 06 de Agosto de 2010
Site oficial: www.400contra1.com.br
Estúdio: Destiny International / Lereby Produções / Vira-latas Filmes / Leda Filmes / Arrows Films / Xystus / Megacolor
Distribuidora: PlayArte
Direção: Caco Souza
Roteiro: Victor Navas, com colaboração de Júlio Ludemir, baseado em livro de William da Silva Lima
Produção: Nélson Duarte
Música: ?
Fotografia: Rodolfo Sanchez
Direção de Arte: Bernardo Zortea
Figurino: Beta Abrantes e Carolina Sudati
Edição: Márcio Canella

Trailler

One Response to 400 contra 1
  1. Marina

    Não é uma mania do cinema nacional. É a realidade nacional. Se um tema tão forte persiste na arte brasileira, é um grito de socorro da sociedade, e não uma fórmula pré-fabricada que dá milhares de prêmios aos cineastas brasileiros (pq isso não aconteceu nem acontece). É a necessidade de mostrar a realidade de 99% do país – não a nossa, classe média pra cima, 1% do país com acesso à educação de qualidade, informação, internet, etc etc.

    Chega de PRÉ-conceitos com o cinema nacional.

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