Dia dos Namorados – Música + Amor

A primeira vez que fiz uma Mixtape especial para o Dia dos Namorados, foi a pedido de um pub que sempre realizava noites temáticas. Uma delas, era o Dia dos Namorados. Eles encaminharam convites bem divertidos, para seus clientes mais recorrentes, para trazerem um(a) acompanhante para passarem uma noite especial. Bastava a pessoa confirmar a presença e aderir a todo o pacote especial. Uma das preocupações deles era ter uma trilha sonora bem específica para o dia, somente com músicas que falavam de amor.

Afinal, todo relacionamento tem sua própria trilha sonora. Todo casal tem uma música especial, que lembra algum momento único na relação. A música que tocava no dia que se conheceram, a música que estava na moda no início da relação ou aquela letra que fala direto ao coração do casal. Eu fiz a Mixtape e todo mundo adorou.

musicas-dia-dos-namorados

Este ano, apesar de que estarei passando mais um Dia dos Namorados sozinho, não quero deixar de lado a tradição. Fiz uma seleção completamente nova, misturando vários estilos, com músicas clássicas sobre o amor e algumas mais recentes, que eu tenho ouvido com mais frequência. Estas músicas estão nesta lista principalmente pela mensagem que trazem, pela sua letra. Então, baixe o arquivo, coloque no pendrive, bote para tocar no carro, em casa ou em qualquer lugar que você esteja com seu amor. Espero que você descubra novas canções e que algumas delas, tenham embalado seu relacionamento também.

Apesar de que o amor me trouxe muitas tristezas e decepções, trouxe muitas alegrias e acredito que talvez, um dia, eu encontre alguém que decida passar o resto de sua vida ao meu lado. Para viver este sentimento tão nobre.

Que Deus, o Universo ou qualquer outra divindade que você acredite, abençoe a sua relação. Que caso você esteja sozinha(o), que alguém muito especial apareça em sua vida. E que acima de tudo, você saiba entender o tempo de cada pessoa. Saiba aceitar a forma dela(e) de amar. Que você seja sempre uma companhia leve, feliz e se possível, eterna.

Lembrando que o arquivo possiu 65 canções, 370Mb aproximadamente. Dúvidas: Se você não possui uma conta no Dropbox, não tem problema, feche a janela de login que vai aparecer e simplesmente clique no botão baixar 😛 …

Download da Mixtape Música+Amor

Se você gostou da ilustração, tem várias outras para você publicar no seu Insta, no perfil: @aruadastulipas

Feliz Dia dos Namorados

Mell Peck – Uma paixão em um minuto

Você não precisará mais que isso para cair de amores por esta cantora brasileira, moradora da cidade gaúcha de Sapucaia do Sul. Tudo bem, talvez sua beleza e suas inúmeras tatuagens estivessem influenciando minha capacidade de discernimento. Resolvei então ouvir mais que um minuto, passei a achá-la ainda mais talentosa e bela. Eu estava certo, Mell com perdão do trocadilho, possui uma das vozes mais doces que eu já ouvi.

Conheci o trabalho da Mell através da canção ‘Dia Especial’, uma regravação da banda gaúcha Cidadão Quem, banda que eu atendi de 2004 até o seu fim definitivo em 2014. Depois vieram a versão do Pouca Vogal, projeto que também envolve meu amigo Duca Leindecker. Eu precisava ouvir mais, e sua canção virou trilha sonora dos meus dias. Você deve estar achando que estou exagerando, mas pense por um minuto no resultado de uma bela cantora, com uma bela voz, com uma ótima capacidade de reestruturar excelentes canções e com escolhas musicais extremamente precisas.

Na sua lista de covers ela passa por: The Cranberries (Aliás, sua voz em muito se assemelha a Dolores O’Riordan), ColdPlay, Alexandre Nero, Los Hermanos, Enya, Charlie Brown, Linkin Park, The Corrs, Clarice Falcão, Legião Urbana, Paralamas, Tiê e uma lindíssima e surpreendente versão de Misty Mountains Cold, tema da trilogia O Hobbit.

Ela consegue inclusive fazer versões de bandas ou cantores que eu não acompanho muito, mas que acabam ficando excelentes em sua voz. Eu cai de amores deliberadamente pela Mell e tenho certeza que em um futuro breve, compartilharei desta paixão com milhares de pessoas. Vou escolher alguns vídeos para você aproveitar a oportunidade e incluir a Mell Peck em seus dias também, assim como fiz. Tem inúmeras canções em seu canal. Ouça todas…

Como seguir a Mell Peck:

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Dia Especial – Cidadão Quem

Acho – Alexandre Nero

A Noite – Tiê

Lianne La Havas – Unstoppable

A cantora britânica Lianne La Havas lançou ontem o primeiro single do seu terceiro álbum, intitulado “Blood”. O lançamento está previsto para 31 de julho deste ano, mas o álbum já está em Pré-venda na iTunes.

Se você não conhece nada sobre a Lianne, eu fiz um post sobre ela há algum tempo.

Fúria e Paz

Por todos instantes da minha vida, acreditei em duas grandes forças que nos movem: o amor e o sofrimento. Quando paramos para refletir um pouco, percebemos que tudo que faz a vida seguir seu rumo, é motivado por uma destas duas forças motrizes. O Gelo Negro nasceu assim, pela dor.

A necessidade de tirar daqui de dentro, todas as desventuras. Escrever sempre foi uma forma eficaz de exorcizar tristezas. Por isso muitas das linhas aqui eternizadas, trazem consigo a densidade, o drama, a melancolia, a solidão, o silêncio.

Talvez a escrita mereça uma utilidade mais nobre e enriquecedora. Mas todos carregam seu fardo, a minha escrita leva este. Há cinco meses deixei de escrever. Encontrei alguém. Encontrei outras motivações, mais nobres, mais leves, mais felizes.

Alguém já disse que é preciso morrer para poder renascer. É preciso enfrentar a dor, para que o amor possa encontrar o novo. Enfrentei e sobrevivi. Ainda estou aqui. Fui em busca da solidão para poder um dia encontrar companhia. Da fúria nascer a paz. Da lágrima o sorriso. Do vazio o encontro. Da sombra a luz.

E junto nesta caminhada estranha sobre a Terra, duas coisas sempre me acompanharam: a fé e os fones de ouvido. Sei que talvez eu esteja falando sozinho, mas quem sabe um dia estas palavras encontrem alguém que as esteja buscando. Para viver o luto e permitir que o novo floresça. Assim como farei. Não existe nada mais confortador no sofrimento, que saber que não estamos sós. Que não acontece somente conosco. Que todos os dias, alguém compartilha da mesma dor.

O cantor português Tiago Bettencourt, que lançou seu novo álbum recentemente, descreve como ninguém estes sentimentos. Foi esta canção que deu título a esta postagem. Foi ela que me trouxe de volta aqui. É bom retornar.

Fúria e Paz

Minha fúria, minha paz, meu bem
Se não fiz o que devia foi talvez porque temia
não te saber serenar
a luta que por dentro fazia alimento
do mundo a gritar.

Não me ouviste chamar
do alto deste monte
Tão longe da mentira
mas perto está o dia
a água desta fonte
só nos pode lavar
a sombra não devia
mas alto é o nosso monte
bem onde o tempo brilha
Não me ouviste chamar
mas quando à noite vens eu sei…
que és minha, minha, minha

Minha ausência, minha luz, eu sei
que nem sempre te fiz bem
bem longe do que querias
não te soube encontrar
no fundo da maldade
puxar-te a verdade
pra poderes confiar.

Não me ouviste chamar
do alto deste monte
Tão longe da mentira
mas perto está o dia
a água desta fonte
só nos pode lavar
mas quando à noite vens eu sei…
que és minha, minha, minha

Não me ouviste chamar
do alto deste monte
Tão longe da mentira
mas perto está o dia
a água desta fonte
só nos pode lavar
e quando à noite vens eu sei que és minha,

minha, minha

Em algum lugar só…

Tenho desenvolvido algumas teorias sobre minha vida, sobre acontecimentos e principalmente sobre a solidão, a qual tem me feito companhia há muitos anos, talvez toda uma vida. Por algum motivo estranho, justo eu que tanto aprecio as pessoas, companhias, conversas, afeto, sou fadado a ser só. Alguns diriam que é drama, melancolia, depressão ou mais um milhão de outros adjetivos superficiais. Para mim uma constatação óbvia. Desde criança tive poucos amigos. Namorei pouco e depois passei parte da minha vida em um relacionamento onde me senti ainda mais vazio.

Talvez por não me contentar com relações superficiais, momentâneas, passageiras. Não vejo lógica em algo que não perdure. Preferia não vivenciar. Ter milhares de amigos em uma rede social e não conseguir encontrar um que lhe deseje um bom dia. Que lhe pergunte como você está de verdade. Que sinta sua falta quando você falta. Essa sensação da espera, da ligação que não vem, da mensagem que não aparece, do silêncio intercalando conversas aparentemente relevantes, me incomodam profundamente. Detesto hiatos. Por isso acredito que estar de fato só, possa ser a melhor forma de vivenciar a solidão. Assim, se afastando ainda mais da pouca troca social existente, diante do silêncio total, você não espera que alguém o quebre. Você aceita e passa a coexistir com ele.

A única companhia agora será a música. A única que nunca esqueceu de mim. A única companhia que esteve sempre lá, quando necessário. Esta é uma canção que fala sobre esse vazio. E talvez, como Bettencourt fala em sua canção: ‘onde tudo morre tudo volta a nascer’. Alguém um dia disse que é preciso morrer para dar espaço ao novo. Ainda sinto que parte do que fui resiste, mesmo diante do meu esforço de que meu antigo eu se desfaça por completo, talvez assim possa enfim ser outro, mais próximo do que sonhei um dia.

O Lugar

Já é noite e o frio
Está em tudo que se vê
Lá fora ninguém sabe
Que por dentro há vazio
Porque em todos há um espaço
Que por medo não cedeu
Onde a ilusão se esquece
Do que o tempo não previu

Já é noite e o chão
É mais terra pra nascer
A água vai escorrendo
Entre as mãos a percorrer
Todo o espaço entre a sombra
Entre o espaço que restou
Para refazer a vida
No que o medo não matou

Mas onde tudo morre tudo pode renascer

Em ti vejo o tempo que passou
Vejo o sangue que correu
Vejo a força que moveu
Quando tudo parou em ti
A tempestade que não há em ti
Arrastando para o teu lugar
E é em ti que vou ficar

Já é noite e a sombra
Está em tudo o que se vê
Lá fora ninguém sabe
O que a luz pode fazer
Porque a noite foi tão fria
Que não soube acordar
A noite foi tão dura
E difícil de sarar

Mas onde tudo morre tudo pode renascer

Em ti vejo o tempo que passou
Vejo o sangue que correu
Vejo a força que moveu
Quando tudo parou em ti
A tempestade que não há em ti
Arrastando para o teu lugar
E é em ti que vou ficar

Mas eu descobri a casa onde posso adormecer
Eu já desvendei o mundo e o tempo de perder
Aqui tudo é mais forte e há mais cor no céu maior
Aqui tudo é tão novo tudo pode ser amor

Mas onde tudo morre tudo volta a nascer

Em ti vejo o tempo que passou
Vejo o sangue que correu
Vejo a força que moveu
Quando tudo parou em ti
A tempestade que não há em ti
Arrastando para o teu lugar
E é em ti que vou ficar

Já é dia e a luz
Está em tudo o que se vê
Cá dentro não se ouve
O que lá fora faz chover
Na cidade que há em ti
Encontrei o meu lugar
É em ti que vou ficar.

Lianne La Havas – O novo grande nome da música internacional

Lianne La Havas é uma sumidade (tenho usado muito essa palavra ultimamente). Eu arriscaria dizer, para tentar explicar o tamanho da sua importância para a música, que ela é uma mistura bem equalizada do timbre e potência vocal da Adele, com o swing e a musicalidade de Amy Winehouse.  Misturando soul e folk, o álbum de debut da jovem cantora de 24 anos, intitulado ‘Is Your Love Big Enough?’ é uma obra prima.

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A inexistência de um artigo em português na Wikipédia e a escassa lista de canções no site Letras.Mus, denota que ela ainda é pouquíssima conhecida dos brasileiros. Mas é apenas uma questão de tempo. Mesmo seu álbum ter sido lançado em 2012 e ter recebido no mesmo ano, o título de álbum do ano pela iTunes.

O início

Lianne La Havas (23 de agosto de 1989), nasceu Lianne Charlotte Barnes. É uma cantora, compositora e multi-instrumentista inglesa.

La Havas nasceu em Londres, Inglaterra, filha de pai grego e mãe jamaicana. Ela foi criada em Tooting e Streatham, ficando a maior parte de seu tempo com os avós após a separação de seus pais quando era criança. La Havas começou a cantar aos sete e cita diversos gostos musicais de seus pais como tendo a maior influência em sua música. Sua mãe tocou com Jill Scott e Mary J. Blige e seu pai, um talentoso multi-instrumentista, lhe ensinou o básico de guitarra e piano.

Lianne escreveu sua primeira canção aos 11 anos de idade, mas não aprendeu a tocar violão, o que só fez aos 18 anos. Lianne estudou arte na escola A-Level, mas deixou a faculdade para perseguir uma carreira na música em tempo integral. Apesar de ter nascido Lianne Barnes, seu nome artístico é uma adaptação derivada do sobrenome do seu pai grego, Henry Vlahavas = La Havas.

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Is Your Love Big Enough?

Antes do seu álbum de estreia, La Havas lançou um EP, Lost & Found, em 21 de outubro de 2011, que já contava com a participação do cantor americano Willy Mason.

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  1. Don’t Wake Me Up – La Havas e Matt Hales – 3:43
  2. Is Your Love Big Enough? – La Havas, Hales e Willy Mason – 3:22
  3. Lost & Found – La Havas e Hales – 4:28
  4. Au Cinéma – La Havas e Halee – 4:18
  5. No Room for Doubt (feat Willy Mason) – La Havas, Mason e Hales – 4:05
  6. Forget – La Havas – 3:52
  7. Age – La Havas e Hales – 2:43
  8. Elusive – Scott Matthews – 3:56
  9. Everything Everything – La Havas e Hales – 3:50
  10. Gone – La Havas e Hales – 4:25
  11. Tease Me – La Havas – 3:37
  12. They Could Be Wrong – La Havas e Hales – 3:21

Total: 45:31

A versão DELUXE da iTunes ainda traz como extra uma versão lindíssima para o clássico do Leonard Cohen ‘Hey, That’s no Way to Say Goodbye’, que eu conheci com o Renato Russo no álbum The Stonewall Celebration. Além disso temos ‘Arms of Danger’ e uma versão mega-ultra-power (muito melhor que a original) de ‘He Loves Me’ da cantora Jill Scott. Para finalizar, uma versão ao vivo, em Paris, de ‘Forget’ da própria La Havas.

Ps.: Thanks Lis, for Havas.

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