Sonho de hoje: O Labirinto

Hoje tive um sonho muito maluco e preciso registra-lo aqui. Eu sei, todo mundo tem sonhos malucos, mas este é o que menos fez sentido para mim até hoje.

Eu sonhei que havia acabado de assistir um filme chamado O Labirinto. O suposto filme, teria sido dirigido por George Lucas e como havia gostado do filme, resolvi ligar para ele. É, exatamente, ligar para o George Lucas, onde eu encontrei o telefone, não me pergunte. Na realidade eu liguei pensando: ‘vai que ele atende’. Para a minha surpresa, ele mesmo atendeu a ligação e começamos a falar sobre o filme.

O filme no entanto, era um filme antigo, feito sem recursos de computação gráfica e justamente sobre isso eu gostaria de falar. Comecei a elogiar o filme pela qualidade com a qual foi produzido, se tornando completamente atemporal, mesmo com as limitações tecnológicas. O filme era um clássico, porém eu nunca havia assistido.

Era uma mistura de uma história como Star Wars, com o visual de Marte Ataca, do Tim Burton. Em determinado momento do filme no entanto, eu passei a vivenciar o próprio filme, ou ao menos estava usando alguma tecnologia que me fazia ter uma experiência bem real de imersão no filme. Na parte que me recordo, uma família com várias garotas, andava por este território estranho, quando uma delas resolveu tomar banho em um lago, mais para um pântano. De repente, um mostro muito parecido com o Escamoso dos Thundercats, porém mais colorido e de olhos bem esburalhados, saiu de baixo da água e atacou a garota que acabou revidando com o mesmo ataque.

O ‘golpe’ consistia em sugar a água do pântano e transforma-la em um tipo de magia. Na troca de magias entre eles, a garota movida pela raiva, sugou a água inteira do pântano para dar um golpe fatal no monstro.

Gostei tanto do suposto filme, que resolvi então contar tudo isso para o próprio George Lucas, que para minha surpresa, era um cara extremamente acessível e que adorou a ligação, porque o filme era um pouco rejeitado pelos seus fãs. Ficamos muito tempo no telefone, até que percebi que como eu não falava inglês, como poderia estar me comunicando com ele, quando pensei: Ele deve possuir um tipo de tradutor simultâneo, afinal é o George Lucas. Na quele momento, me dei conta que não estávamos em 2012 e sim em algum momento do futuro.

Depois de cerca de 1h30m falando ao telefone, ele disse que precisava olhar as filhas e que já voltaria. A ligação ficou muda depois de um tempo e resolvi desligar.

Acordei com a minha cachorra latindo e quase me matando de susto. É ou não é um sonho esquisito. O mais estranho é que eu nem sou fã de George Lucas, pesquisando na sua filmografia, ele realmente tem um filme chamado O Labirinto, onde foi apenas o produtor. O filme realmente possui uns personagens de aventura fantástica, o filme é feito com bonecos, sem computação gráfica, cheio de pântanos e até tem um monstrengo de olhos arregalados, não exatamente como o meu sonho, mas tem. É esquisito…

Um espécie de Jason Bourne

Eu sempre tive sonhos muito estranhos e confusos, resolvi que sempre que lembrar deles, vou transcreve-los aqui. Hoje acordei de mais um sonho intranquilo que aconteceu mais ou menos assim:

Eu era um garoto, filho de um grande militar, um cara altamente treinado pelo serviço secreto, uma espécie de FBI. Desde criança tive ensinamentos de sobrevivência e defesa pessoal por isso. A partir daí já passei a me ver adulto, cerca de uns 25 anos, andando de carro por um beco, um lugar bastante ermo. Encontrei pelo chão, o que seria uma espécie de cabine telefônica que foi arrancada de deixada alí. O lugar era mesmo terra de ninguém, daqueles que até a polícia tem medo de entrar.

Era uma estrutura de metal, quadrada, não muito leve, mas não tão pesada que eu não pudesse carregar sozinho. Pensei que deveria carrega-la, pois poderia ser útil, para usar em alguma cabine de telefone ou que estivesse danificada. Não tenho lembranças de como e onde a coloquei no carro, mas tinha a sensação que eu a levei embora.

Continuei andar pela cidade, pois eu precisava o tempo inteiro, ligar para uma pessoa, este era o motivo de perambular pelas ruas, que pareciam guetos americanos, daqueles que vemos em filmes. Então, me vi andando em uma parte da cidade onde eu nasci. Procurava um lugar para estacionar o carro, estava tudo ocupado, então encontrei um espaço ao lado de uma creche infantil.

Em frente a esta creche, existia praça e um telefone, que estava justamente sem cabine, diretamente exposto. Peguei a cabine que eu havia encontrado momentos antes, também não tenho a lembrança de te-la pego no carro, apenas colocando-a no lugar, que pelas marcas de cimento no chão, mostrava que até havia existido uma tentativa de cimentar a antiga cabine, revelando a realidade de um lugar perigoso.

Não sei exatamente porquê, mas dentro do meu bolso existia um número de telefone, o qual deveria ser o motivo para eu querer ligar para alguém. Apesar de saber que estava cumprindo um objetivo, eu não sabia o motivo das minhas atitudes, para onde e porque estava indo, só sabia que deveria fazer. Do outro lado da linha, uma voz feminina, falando em espanhol. Tinha a impressão que eu realmente não a conhecia, mesma passando por uma espécie de amnésia, eu tinha a convicção de que ela era um detalhe novo na história, então apenas tentamos iniciar uma conversa

Perguntei se ela sabia quem eu era. Ela então me perguntou se eu já havia feito sexo em público. Não entendi a pergunta, e diante do restante da história que se revelaria para mim, talvez seria um tipo de código, para saber se eu era a pessoa certa. Respodi que não e retribuí a pergunta. Ela não entendia o que eu estava perguntando, e achou que eu perguntei se ela gostaria de fazer sexo comigo, eu insisti em esclarecer que na verdade, queria saber se ela já teria feito e porquê da pergunta tão estranha. Ao me encostar na cabine ela caiu no chão. Neste momento percebi que a ligação caiu.

Tentando colocar a cabine em pé novamente, duas garotas muito bonitas chegaram, me ajudaram e precisavam usar o telefone, cedi o lugar e pensei em ir embora, quando estava descendo os poucos lances de escada que ligavam a praça ao asfalto, encontrei com um casal, muito bem vestidos, eles puxaram assunto dizendo, que era um absurdo a agência bancária, que ficava junto da pequena praça, onde ficava a cabine telefônica, deixar um telefone neste estado.

Então ele comentou que um dia, teve o desejo de investir neste banco, mas que para integrar a gerência do banco, ele teria que se candidatar ao cargo de gerencia, que era escolhido por uma votação interna, e que há muito tempo era administrado pelas mesmas pessoas e que todos seus conhecidos o encorajaram a desistir. Então disse para ele, que muitas vezes, ele até teria chances, mas nossa própria família é que tenta nos desanimar, dizendo que não somos capazes.

Os dois balançaram deram um pequeno sorriso concordando, olhando um para o outro como se lembrassem de desentendimentos familiares. Apesar da idade, provavelmente na casa dos 60, os dois tinham um grande ar de cumplicidade, além de estar muito bem vestidos, com roupas bem mais jovens que comumente alguém da idade deles usaria, porém muito chique.

Eu queria ir buscar alguma coisa no carro e como se eu não fosse mais o foco principal, como se pudesse acompanhar esse momento como um expectador, ouvi ela dizendo a ele: ” – Este garoto é muito inteligente, deveríamos chama-lo para ser nosso sócio em uma de nossas empresas”. Eu fui tomado por um grande entusiasmo e pensei: Finalmente alguém reconheceu minhas capacidades.

Eu não cheguei a ir ao carro, quando eles me chamaram para voltar e sentar um pouco para conversar. Naquela mesma praça, lindas mesas e cadeiras de madeira, estavam dispostas na praça que além do banco, fazia divisa com uma belíssica casa. Sentamos nas duas mesas, eu e ele em uma, e sua esposa e a mãe, muito velhinha em outra. Ela havia vindo de casa, que ficava muito perto, eles costumavam sentar naquela bela praça todos os dias.

Um vento bem frio começou a soprar e pensei: Que sensação boa, adoro o vento frio no meu rosto. Sabendo do comentário que eles fizeram sobre mim, eles me pareciam um casal extremamente rico e um pouco excêntrico. Falei que iria até o carro buscar meu portfólio, que estava em meu iPad. Quando cheguei até o local onde estaria o carro, não havia nada lá. Procurei em toda parte e o carro havia sumido.

Em desespero, procurei em todos os lugares e resolvi fazer a pé o mesmo caminho que fiz quando cheguei na cidade, talvez eu havia estacionado em outro lugar. Apesar da tentativa não fazer sentido, pois sabia que não poderia existir essa possibilidade, continuei caminhando, ao atravessar um pasto, para cortar caminho, eu me tornei uma garota e pensei: Histórias reais nunca são parecidas como nos filmes. Na vida real, eu nunca encontrarei este carro. Comecei a caminhar, caminhar até desmaiar de cansaço, pois o caminho era longo e havia percorrido ele antes, de carro.

A história continuou quando aceitei o fato de realmente terem roubado o meu carro, neste momento eu já era eu novamente. Alí percebi que havia perdido meu carro, meu iPad, minha carteira e uma mala de dinheiro que eu levava junto comigo, que pelas vagas lembranças eram para fazer negócio com a pessoa a qual eu deveria ligar. Me sentia o tempo todo envolvido em alguma coisa muito perigosa, mas sabia que seria uma única ‘missão’.

Cheguei a uma rua na beira rio, muito grande, em uma cidade bem maior, parecida com a beira rio em Blumenau (em meus sonhos costumo estar em lugares conhecidos, mas que são muito diferentes na realidade). Existiam muitas pessoas na calçada, em pontos de ônibus, passando e pensando o que faria da vida, perdendo tudo que eu tinha, ouvi um cara debochando de mim quando passei por ele. Voltei e ao olhar para ele, rindo me mostrou a minha carteira. Parti para cima dele e disse que queria o meu carro, já comecei a dar socos e segura-lo fortemente pela garganta, de uma maneira que ele, apesar de muito grande e forte, ficava sem reação. Fui agredindo ele enquanto me conduzia ao suposto local onde estaria meu carro.

Apesar das agreções e seus pedidos de socorro, ninguém na rua se importava, mal olhavam.

Ele me levou até um estacionamento no térreo de um prédio. Chegando em frente ao local, ele abriu uma porta para pedestres apenas, usando um controle, fui me encaminhando para dentro do local, mas estranhei porque ele me levaria lá de forma tão fácil, certamente ele não estava sozinho e isso seria uma emboscada, comecei a perceber que o motivo de levarem meu carro, não era um simples roubo. Senão ele também não precisaria ter me chamado a atenção na rua.

Era como se soubessem a atitude que eu tomaria, que eu iria força-lo a me levar até o carro.

Não eram apenas assaltantes. Lembrei que meu iPad usava uma senha de acesso e provavelmente eles precisavam dela, para obter algo importante que estava lá.

O estacionamento possuia uma grade de ferro que dava visão para dentro do local. Vi um cara empunhando uma faca, diferente, era uma faca bastante grande, parecido com aquelas facas usada pelo exército. Saquei uma pequena arma do bolso e atirei nele, ninguém na rua percebeu o que estava acontecendo pois a arma tinha um silenciador.

Ao entrar na pequena passagem que dava acesso ao estacionamento uma outra faca foi arremessada, mas rapidamente me protegi atrás do corpo do cara que eu imobilizava, que era muito gordo. A faca acabou o atingindo. Tinham mais dois caras dentro de um carro, atirei nos dois e me perguntava o tempo todo, de onde eu tinha aquela arma e como eu conseguia lutar tão bem, lembrei então que meu pai era um grande militar e que mesmo não recordando de nada, eu deveria saber muito sobre isso.

Entrei no meu carro, levando o cara comigo, ele me disse que eu não escaparia dessa, dei dois tiros nele, a queima roupa, mas nada aconteceu, abri a porta do carro em movimento e joguei ele para fora. Estava em alta velocidade no carro e a polícia passou a me perseguir, aumentei a velocidade para dispista-los e a um certo momento eles desapareceram, passei a andar bem devagar, para não atrair mais a atenção, tinha a sensação de ter despistado eles, comia naquele momento um cacho de uva, e mentalizava uma desculpa para ter estado em alta velocidade, acreditando que era o único motivo para ser perseguido. Quando olhei para trás, um tanque do exército vinha atrás de mim.

Entrei em uma rua e escondi o carro, sai cavalgando um cavalo, pois esta fuga havia me conduzido até uma pequena e pacata cidade, diante da velocidade do tanque e de não chamar mais atenção por não utilizar mais o carro, pois acreditava que eles não sabiam meu rosto, pensei em me passar por morador mas, quando olhei para trás novamente, uma infantaria montada me perseguia, então passei a imaginar que eles sabiam mais de mim, do que eu mesmo sabia.

Eles acabaram me capturando, mas apesar de tudo, eu sabia que eles não me matariam, eu era mais importante vivo.

E acordei…É isso…