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Archive for 'escrita alheia'

Lugares diferentes…

maio 7th, 2013 by , under escrita alheia, frase. No Comments

As pessoas que me dizem que eu vou para o inferno e elas vão para o céu de certa forma deixam-me feliz de não estarmos indo para o mesmo lugar.

Mark Twain

Um milhão de vagalumes ou flores…

abril 28th, 2013 by , under escrita alheia, fragmentos, frase, musica. No Comments

vagalumes

Reinvenção

abril 12th, 2013 by , under escrita alheia, escritores classicos, textos e escritores. No Comments

Após chegar aos trinta anos, olho para trás e em pouco me reconheço. Tentei me refazer ao longo do tempo, ao longo da vida, ao longo das situações. Tento a cada dia controlar meu ímpeto, absorver mais perspectivas, falar menos, ouvir mais, aconselhar menos, ser uma companhia mais suave, ser breve, ser leve e para de fato conseguir ser para sempre. Quero ser livre, dos meus preconceitos, do olhar alheio, de julgamentos precipitados. Quero ser justo com os outros e comigo mesmo. Quero sem menos em tudo, para ser mais no todo.

Muito pertinente compartilhar estes pensamentos que nos ajudam, nos guiam e orientam nesta busca que cada dia parece definitivamente sem fim.

O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: “Se eu fosse você”. A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção.

Rubem Alves

Fogo e Gelo – Robert Frost

janeiro 6th, 2013 by , under escrita alheia, escritores classicos. No Comments

Assim como Frost, obviamente eu acredito mais no gelo.

Fogo e Gelo

Alguns dizem que o mundo acabará em fogo,
Alguns dizem em gelo.
Do que provei de desejo sem arrogo
Eu fico com aqueles a favor do fogo.
Mas se houvesse duas vezes esse pesadelo,
Eu acho que sei do ódio o tom
Para dizer que para destruição o gelo
Também é muito bom
O bastante para sê-lo.

Tradução: Ricardo Cabús

Fire and ice

Some say the world will end in fire,
Some say in ice.
From what I’ve tasted of desire
I hold with those who favor fire.
But if it had to perish twice,
I think I know enough of hate
To say that for destruction ice
Is also great
And would suffice.

Stephenie Meyer não estragou apenas o poder da lenda do vampiro para toda uma geração. Estragou também um dos mais belos poemas de Robert Frost, poeta americano, um dos mais importantes do século XX, ganhador de nada menos que quatro prêmios Pulitzer. E neste singelo poema sobre os extremos da vida, Meyer fez uma analogia sobre a escolha que Bella precisa fazer entre Edward (Gelo) e Jacob (Fogo). Praticamente uma blasfêmia. Nem citei que Meyer destruiu uma das palavras mais bonitas que existe: ‘crepúsculo’.

Solitária – A Banda Mais Bonita da Cidade

setembro 28th, 2012 by , under clipe, escrita alheia, musica, video. No Comments

Ontem a Banda Mais Bonita da Cidade publicou o clipe de sua canção ‘Solitária’, gravada em seu álbum de debut. A canção é bastante interessante, nos traz a velha e infinita reflexão sobre o amor. Nossa dificuldade humana de ser auto-suficiente sem ser um eremita social e nem mesmo saber dosar a carência ao ponto de não conseguir ser feliz sem depender de alguém para completar tudo o que lhe falta.

O amor é geralmente mais tragédia e decepção do que de fato uma saída para a falta de alguma coisa. Queremos e não queremos o tempo inteiro. Sem excessões, somos todos bipolares sentimentais.

O poema muito bonito declamado ao fim do clipe é de L.F. Leprevost.

Balbucios de blues

extravagâncias, amantes, dívidas
separações, alegações de incesto
morte por febre se você quer
ser um guitarrista do Iron Maiden
se você quer ser um guitarrista do
Iron Maiden tem que carregar
consigo um Lord Byron
tem que ser antigo como são
antigas a bactéria, a chaga de Cristo e
tudo o mais que a medicina não deu cabo
de teu motor valvulado, corrosivo e
perecível você tem que extirpar cadeados de
lamentos, cruz e sacrifícios
você tem que ser teu próprio
pronto socorro, da selvageria que é
a vida, do osso quando arrebentam
pancadarias na arquibancada
uma taça feita de crânio, as perfurações
as úlceras, as lesões, as ofensas
as injurias, os agravos se você quer ser
um guitarrista do Iron Maiden
se você quer ser um guitarrista do
Iron Maiden tem que saber que
não é invulnerável, que vão te fazer a
corte e os cortes, nunca as suturas
você é antigo na dor
faz de sangrias coaguladas teu pranto
você colocou as mãos na labareda
deu as mãos de bandeja à palmatória
você cometeu haraquiri
e o show ainda nem chegou na metade.

(l. f. leprevost)

Ps.: Soube ao ver no Facebook da minha amiga Natalie Ribeiro