Para esquecer…

A pior decepção, a pior mágoa, a pior tristeza, a pior derrota, são aquelas que você tem de si mesmo. Perceber os próprios equívocos, saber que fez tudo errado, constatar que novamente seus instintos falharam e sua consciência o traiu é sempre desolador.

Olhar-se no espelho e saber que a vida é necessariamente reação de suas ações, somos vítimas de nós mesmos. Boicotamos nosso futuro, ignoramos as possibilidades, botamos os pés pelas mãos, não sabemos lidar com o tempo de cada coisa.

Queremos agora o que não podemos, queremos ter o que não é nosso, nos frustramos por tudo que obviamente nunca será. O que não foi, não é. Relutamos contra o óbvio, se adiantamos comemos cru, se esperamos demais, perde-se a oportunidade.

Não importa o que façamos, sempre acabaremos entre a cruz e a espada.
Ninguém sai ileso das escolhas e das consequências.

Infinitamente oco

Você pode até achar triste minhas palavras. Pode pensar que é drama, que é melancolia, tristeza e até pode pensar que é frescura. Mas se você pudesse ver as coisas que eu penso e que nunca disse, se pudesse ver o infinito vazio dentro de mim, ficaria surpreso com minha capacidade de acreditar naquilo que não existe, no vazio, no oco. Positivista não é aquele que compartilha momentos de felicidade ou ostentação. Positiva é aquela pessoa que acredita na luz, mesmo caminhando na escuridão.

Um milhão de vagalumes ou flores…

vagalumes

Fragmentos #1

“O desequilíbrio inicia quando o outro espera de você, aquilo que nem você mesmo espera de si. Enquanto você viver para agradar as expectativas alheias, mais próximo deles se torna e mais longe de você fica. Geralmente, não exatamente como regra, o inverso também se mostra verdadeiro.”

J.R.Wills