Address Is Approximate

Este stopmotion ficou muito interessante. A ideia é fantástica e utiliza imagens do Google Street View da maneira mais poética que alguém poderia ter imaginado. Gosto quando alguém é capaz de enxergar algo de humano, de sentimental, neste mundo dos bytes, @’s e .COM’s, onde a cada dia nos aproximamos de quem está longe e nos distanciamos de quem está perto.

O mais incrível é imaginar que a produção, animação, filmagens, edição e montagem é um cara só, o diretor Tom Jenkins. É um trabalho de muita paciência e dedicação. Desde as capturas de imagens no Google até a captação de fotos em stopmotion e toda a pós-produção. Vale muito o clique!

Os Fantasmas de Scrooge – A Christmas Carol

Apesar de ser estrelado por Jim Carrey, demorei para assistir o longa de animação ‘ Os Fantasmas de Scrooge ‘ (A Christmas Carol). A Christmas Carol é uma obra escrita por Charles Dickens em 1843. Segundo o que conta a história, o livro foi escrito em apenas um mês, sem qualquer pretenção, apenas para ser um conto de natal, mas acabou se tornando um dos maiores clássicos da literatura em seu gênero.

Scrooge é um homem avarento que, assim como Grinch, também interpretado por Jim Carrey, detesta o natal. Porém Scrooge não é um ser verde que vive em uma montanha gelada, mas sua esquisitice não fica para trás e você vai descobrir, que como qualquer história de rejeição, existe alguma explicação importante para tal repulsa. O sucesso desta história é muito facilmente entendida, quando você a conhece. Charles Dickens era um escritor de histórias fortes, com tons sombrios, porém com mensagens importantes.

A adaptação para o cinema em forma de animação, não poderia ser diferente. Um filme não caberia a tanta fantasia. Sabemos que hoje, filmes de animação não agradam somente crianças, mas este foi feito necessariamente para adultos. Com cenas bastante fortes em seus significados e visualmente também, o sentimento de avareza de Scrooge tem consequencias severas, necessárias para que alguém tão frio e sentimentalmente inescrupuloso fosse realmente capaz de sentir alguma culpa.

É um sofrimento psicológico que em pouco tempo faz você temer seus atos de insensibilidade diante do sofrimento alheio.

Como filme de animação e como roteiro adaptado, mereceria alguns Oscars, inclusive o de melhor filme. Não é para menos, produzido pelo diretor Robert Zemeckis, responsável por outras duas ótimas produções em animação: ‘O Expresso Polar’ (The Polar Express) e ‘A Lenda de Beowulf’ (Beowulf). Além disso ele dirigiu a trilogia ‘De Volta para o Futuro’ (Back To The Future Part I, II and III) e ainda o fantástico Forrest Gump e Náufrago (Cast Away) com o melhor ator do mundo, Tom Hanks. É mole?

No site de filmes Adoro Cinema, onde busco informações técnicas sobre este filme, tive que ler comentários tão ignorantes, que fazem a gente perder a fé na humanidade. Os mais comuns diziam que era um filme assustador para crianças e sem lógica para adultos. Aí vem a velha história, foi falta de retórica ou ignorância de quem não entendeu? Um clássico não vira clássico se não fizesse sentido.

Recomendadíssimo.

Ficha Técnica

título original … A Christmas Carol
gênero … Animação
duração … 1h36m
ano de lançamento … 2009
site oficial … visualizar
estúdio: Walt Disney
distribuidora: Walt Disney
direção: Robert Zemeckis
roteiro: Robert Zemeckis, baseado em livro de Charles Dickens
música: Alan Silvestri
fotografia: Robert Presley
direção de arte: Marc Gabbana e Mike Stassi

Elenco

Na versão em inglês

Jim Carrey … vozes:
(Ebenezer Scrooge / Fantasma do Natal Passado / Fantasma do Natal Presente / Fantasma do Natal Futuro)

Gary Oldman … vozes:
(Bob Cratchit / Marly / Tiny Tim)

Robin Wright … Belle
Colin Firth … Fred
Bob Hoskins … Sr. Fezziwig / Velho Joe
Michael J. Fox

Na versão em Português a dublagem de Jim Carrey fica para o fantástico Guilherme Briggs. Assistindo aos trailers em português, dá para entender porque o filme não é entendido por algumas pessoas, por isso nem vou colocar vídeo algum aqui, alugue, assista e se envolva.

Meu Malvado Favorito

Desta vez, o título em português até faz sentido, quando na verdade você precisa escolher, qual é o seu ‘Malvado Favorito’. Talvez o primeiro desenho que não tenha um Herói ou um mocinho. A briga desta vez é pela maior maldade, entre dois ‘terríveis’ personagens do mal.

O longa de animação produzido pela mesma produtora de A Era do Gelo é uma das melhores de 2010, mas infelizmente, pela primeira vez no Brasil, escorregaram feio na escolha dos dubladores. A dupla mais sem graça do país, Leandro Hassum e Marcius Melhem dividindo a dublagem de Gru e Vetor na versão brasileira, me fez lembrar o tempo inteiro de ‘Os Caras de Pau’, certamente o programa mais idiota que a Globo já fez nos últimos anos. Nem o Zorra Total é tão ruim.

Suas vozes são muito marcantes e é impossível não lembrar o tempo todo quem está dublando. Sinceramente, pela primeira vez o Brasil errou feio em um longa de animação, quase estragou o filme que foi salvo pelos divertidos Mínions (abaixo) e pela impagável Agnes.

Você também vai acabar gostando das maldades naturalmente executadas pelo vilão Gru. Não vou falar mais do filme, você precisa ver e rir um pouco, faz bem.

Ficha Técnica

título original … Despicable Me
gênero … Animação
duração … 1h35m
ano de lançamento … 2010
site oficial … www.meumalvadofavorito.com.br
estúdio … Illumination
distribuidora … Universal Pictures
direção … Pierre Coffin, Chris Renaud
roteiro … Ken Daurio e Cinco Paul
produção … John Cohen, Janet Healy e Christopher Meledandri
direção de arte … Eric Guillon
efeitos especiais … Mac Guff Ligne

Elenco

Steve Carell … Gru
Julie Andrews … Mãe de Gru
Leandro Hassum … Gru – BR
Jason Segel … Vector
Marcius Melhem … Vetor – BR

O Fantástico Sr. Raposo

Para mim, existem filmes que existem uma importância sensorial, emocional, plástica, intelectual. Alguns podem ser confusos, desagradáveis, mas se você não ve-los, perdeu uma grande oportunidade de evoluir, de mudar paradigmas.

Algumas coisas, fogem da nossa compreensão, mas não quer dizer que não fazem sentido. O ser humano tem por necessidade, entender, encontrar lógica, nexo. Quando isso não acontece, repudiamos. O mocinho morrer no final? Não, não faz sentido. O que dizer de obras como escrita pelo incrível Roald Dahl?

A ‘Fantástica Fábrica de Chocolates’, ‘Matilda’, ‘James e o Pessego Gigante’, ‘Os Gremlins’… Precisa dizer mais? (leia mais sobre Roald aqui).

São histórias que beiram o que poderiamos classificar erroneamente de bizarro, de estranho. Mas pergunta se existe uma pessoa que não conheça Gremlins ou A Fantástica Fábrica de Chocolates? O excentrismo do Mr. Wonka, na verdade se explica pela sua história, sua infância, suas tristezas, sua solidão. Assim como todo ser humano.

E para o cinema, as adaptações pedem outros gênios do ‘diferente’, da ousadia, do novo, do plástico, da quebra de paradigmas, como Tim Burton em Sweeney Todd.

Wes Anderson que adaptou o livro de Roald, ‘Raposas e Fazendeiros’, para o filme de stop-motion ‘O Fantástico Sr. Raposo’. É certamente um filme que causa estranheza, tira você do lugar comum e é bem provável que a dificuldade de entender as entrelinhas, pode fazer você achar ruim.

O filme na verdade, faz um paralelo, da raposa, tão conhecida como símbolo de astuta e maliciosa, afinal, é uma predadora. Wes transporta para a animação, em um stop-motion tão duro, que parece mal feito, faz você pensar que usaram frames de menos. O choro dos personagem, é completamente fake.

A história que traz um antropomorfismo (semelhante a forma humana) dos personagens muito forte, transformando raposas em verdadeiros humanos, com problemas, fraquesas e demais mazelas humanas, em um paradoxo de fundir a ‘cuca’, pois na verdade, o objetivo todo, é mostrar que aquela pose de gente, esconde a verdadeira natureza animal, sua vontade e direito de ser assim.

Onde em meio a grandes problemas existenciais, a única coisa realmente divertida e vigorosa é caçar galinhas, algo meio sem glamour para alguém tão inteligente e de tão autoestima, que se autointitula ‘O Fantástico Sr. Raposo’. De uma certa modo, mostra de forma subliminar, a capacidade que temos de ser cada dia menos humanos, preocupados com tantas coisas, que na verdade, não alimentam nossos desejos, apenas ocupam nossas vidas, deixando o que realmente importa, reprimido, nos tornando cada dia mais frustrados e repletos de problemas que só a psicologia ou a psiquiatria poderão responder.

Talvez uma boa forma de refletir agora, em que todo mundo acha o suficiente, ficar duas semanas em férias, após passar um ano inteiro em um trabalho toma toda sua vida, e você pensando que com dinheiro, você pode comprar uma compensação.

Ficha Técnica

título original: The Fantastic Mr. Fox
gênero: Animação
duração: 1h27m
ano de lançamento: 2009
site oficial: www.ofantasticosrraposo.com.br
estúdio:

  • American Empirical Pictures
  • 20th Century Fox Film Corporation
  • Blue Sky Studios
  • Indian Paintbrush
  • 20th Century Fox Animation

distribuidora: 20th Century Fox
direção: Wes Anderson
roteiro: (baseado em livro de Roald Dahl)

  • Wes Anderson
  • Noah Baumbach

produção:

  • Wes Anderson
  • Allison Abbate
  • Jeremy Dawson
  • Scott Rudin

música: Alexandre Desplat
fotografia: Tristan Oliver
direção de arte:
edição: Andrew Weisblum
efeitos especiais:

  • Lip Sync Post
  • Stranger

Elenco

George Clooney (Sr. Raposo)
Meryl Streep (Sra. Raposa)
Adrien Brody (Rickity)
Owen Wilson (Técnico Skip)
Willem Dafoe (Rato)
Jason Schwartzman (Ash)
Bill Murray (Texugo)
Brian Cox (Boggis)

Mary e Max – Uma Amizade Diferente

Este final de semana consegui assistir alguns filmes e felizmente todos muito interessantes. Um deles é a animação “Mary e Max – Uma Amizade Diferente” que particularmente eu não havia visto nenhuma publicidade, estava lá abandonadinho na prateleira dos filmes infantis, irônico, já que ele não é recomendado para menores de 12 anos. Não entendo porque continuam classificando filmes de animação como infantil.

Utilizando a famosa técnica de stopmotion, é um dos primeiros longas do gênero que realmente gostei. As limitações impostas pelo uso desta técnica, aqui foram usadas em favor da animação, criada com maestria. Você tem a nítida sensação que, caso feita em computação gráfica, não teria o mesmo impacto. A produção Australiana/Americana foi escrita e dirigida por Adam Elliot. Mary e Max possui características interessantes, como a ausência de diálogo e as tonalidades das animações, por hora em sépia e em outros momentos em preto e branco – geralmente usado para retratar situações externas, tristes ou tensas, ressaltando os poucos detalhes coloridos, em cores bem vibrantes como vermelho.

Sinopse

O longa se passa entre os anos de 1976 a 1998 e conta a história de amizade pouco provável de 22 anos, entre Mary Daisy Dinkle, uma menina gordinha e solitária de 8 anos que mora em Mount Waverley, no subúrbio de Melbourne, na Austrália e Max Jerry Horowitz, de 44 anos de idade, severamente obeso, judeu secular, porém ateu, com síndrome de Asperger, residente da cidade NY. A narrativa se desenvolve através das cartas compartilhadas entre Mary e Max (entre as idades de 8 até 26 anos e 44 até 62 anos, respectivamente) e as histórias e pessoas por trás de suas vidas.

O filme diz se tratar de uma animação baseada em fatos reais e foi em uma entrevista concedida em abril de 2009, que Elliot (Escritor e Diretor), esclareceu que o personagem de “Max” foi inspirado por um pen-friend’ (uma espécie de amigo de cartas) de Nova York, que ele se corresponde há mais de vinte anos.

Como muitas animações, o filme traz um forte tom de reflexão, neste caso o assunto tão falado do bulling na escola, a dificuldade de lidar com as diferenças, a estranhesa do mundo ao nosso redor e o poder de uma amizade. Embora a maioria do desenvolvimento da trama ocorra no final dos anos 70, existem vários anacrônicos* de referências culturais populares, que derivam da década de 80. Por exemplo:

– O caracol chamado de Stephen Hawking (Físico que ficou famoso somente na década de 80)
– A Síndrome de Asperger (Somente catalogada em 1994)
– Os Noblets (Personagens aparentemente baseado nos “Smurfs”, criada em 1981)

Na produção original, os atores que dão voz aos personagens são: Toni Collette, Philip Hoffman e Eric Bana. O filme tem um humor negro que eu sempre detestei, mas que em Mary e Max é feito de forma tão leve que se torna engraçadíssimo.

Atenção: para você gostar do filme é necessário ter um pouco de simpatia por gente maluca e suas esquisitices.

Ficha Técnica

Título original: Mary and Max
Gênero: Animação
Duração: 01 hs 20 min
Ano de lançamento: 2009
Site oficial: www.maryandmax.com
Estúdio: Melodrama Pictures
Distribuidora: PlayArte
Direção: Adam Elliott
Roteiro: Adam Elliott
Produção: Melanie Coombs
Música: Dale Cornelius
Fotografia: Gerald Thompson
Direção de arte: Craig Fison
Edição: Bill Murphy

Leoni.art.br

Há muito tempo acompanho a carreira do cantor Leoni.
Ele que já integrou duas grandes bandas do rock nacional: Kid Abelha e Heróis da Resistência.
Em 1993 ele iniciou sua carreira solo.
Se não bastasse suas músicas, a cada dia os fãs que o acompanham só podem se orgulhar, principalmente da sua extrema simplicidade. No seu site ele mantem um diário de bordo atualizado diariamente por ele mesmo, retratando as mais variadas situações da sua vida pessoal e profissional.

Há pouco tempo recebi um convite da produção do Leoni, que assim como ele foram extremamente gentis, me pedindo autorização para publicar no seu site uma animação que fiz com a música ‘Melhor pra Mim’. A animação na verdade foi feita há 3 anos para a Lú, minha noiva e por algum motivo ficou um pouco conhecida na internet.

Bom, eu refiz a animação e para a minha felicidade, não só foi publicada no site oficial do Leoni, como possui uma ‘chamada’ no Home do site. É mais que um presente para um fã como eu…

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Para conferir, acessem o site oficial: www.leoni.art.br – Aproveite para acessar o restante do site que é maravilhoso.