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Archive for 'Para sempre...'

Necessidade…

agosto 27th, 2010 by Jeff, under Para sempre.... No Comments

A necessidade de saber lidar com o pouco,
sempre foi uma busca constante.
A desigualdade sempre foi uma realidade
que me deixou vagando, entre sentimentos de
inquietação, perplexidade e revolta.
Nos últimos dias, particularmente,
alguns acontecimentos tornaram isso
mais evidente diante de mim.
Poucos com muito e muitos com tão pouco,
uma realidade que precisa ser alterada, urgentemente.
Precisamos ter consciência que neste exato momento,
alguém desejaria comer aquele resto que
comida que você joga no lixo.
Aquela roupa velha que você usa para secar o
chão, poderia aquecer alguém em uma noite fria.
O desperdício é tratado como um atentado
a sobrevivência dos recursos naturais de nosso
planeta, mas esquecemos de refletir que antes
disso é uma afronta a condição humana de
solidariedade e compaixão com nosso semelhante.
Queremos sempre tudo e nada será o bastante,
nossa insatisfação mesquinha e egoísta nos
afasta da capacidade de entender
o quão ineficaz e desnecessários são nossos
desejos materiais.
Ao invés de comprar nossa felicidade, poderíamos
doa-la, pois quem ajuda divide o que tem,
para multiplicar aquilo que realmente precisa, amor.
É tão simples e ao mesmo tempo tão dificil e
passível de erros.

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Folhas Secas

agosto 15th, 2010 by Jeff, under Para sempre.... No Comments

Já começou a anoitecer,
O vento forte e gélido tira
aos poucos as últimas folhas
que insistiam em não cair
Mas nada é tão frio agora
Quanto meu coração
Minhas espectativas foram
todas consumidas ao
longo de anos de infelicidade.
Os breves momentos felizes
não foram capaz de manter
viva a esperança em um
futuro mais interessante.
Me apego a pequenas fagulhas
de sentimento, distribuidas em
doses pequenas
quase imperceptives.
Toda e qualquer tentativa
de transcrever a falta de
bons sentimentos não vão
esconder ou me afastar
da triste realidade que eu
mesmo construi com precisão
Fui incapaz de tomar
uma atitude melhor
Mal consigo mensurar
o tamanho da minha fraqueza,
mas sei exatamente o tamanho
da vergonha que sinto de mim
Num arremedo de sentimentos frivolos,
me sinto sufocado pela minha completa
estagnação diante da derrota eminente.
Eu que sempre me senti forte
agora me sinto completamente
vulnerável ao julgamento alheio.
Queria ter a capacidade de refazer tudo,
tão diferente do que fiz, mas não
consigo acreditar que mesmo
voltando no tempo, seria capaz de
fazer algo melhor.
Talvez eu seja isso mesmo.
Algo tão despresível que
impede que qualquer pessoa,
por mais solitária que seja,
veja em mim uma possibilidade
de felicidade.
Eu tenho muito desprezo
por tudo que não tive capacidade
de fazer, pela ineficácia de dizer não.
Eu queria apenas fechar os olhos
e acordar em um lugar diferente.
Queria não ser mais quem eu sou.
Por um breve instante ou quem sabe
para sempre.

J.R.Wills

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Nenhum de Nós – Paz e Amor Acústico

junho 20th, 2010 by Jeff, under Para sempre.... No Comments

Lembro do dia em que fui ao meu primeiro show de rock, sozinho. Era 1998, estudava no primeiro ano do segundo grau na cidade de Blumenau(SC). Com 16 anos eu já sabia o que queria ’ser quando crescer’. Enquanto grande parte da gurizada passava londe de um trabalho, eu trabalhava em uma agência de propaganda. Incrivelmente continuo fazendo isso até hoje, 12 anos depois.

O ingresso do show dava direito a um cd, acredite. Ainda tenho o cd original ‘Paz e Amor’ com o carimbo de ‘Promocional Invendável’, ta aí a prova:

Comprei o cd no Shopping Neumarkt, em frente ao Teatro Carlos Gomes, local do show. Pensei muito mais em levar o cd do que realmente aparecer no dia do show, afinal era dia de semana e contar ao meu pai que eu faltaria na aula para ir a um show era impensável. No dia eu arrumei a bolsa e fui, com o ingresso na bolsa, tentando tomar coragem no caminho, para fazer algo escondido dos meus pais. Desci um ponto antes, em frente ao Teatro e pensei: Agora eu vou. Cheguei no teatro cedo, afinal eu deveria estar no colégio.

Eu não conhecia a fisionomia de todos os integrantes da banda, sozinho sentado nas escadarias do teatro, passa um ‘cara’ por mim e pergunta: ‘Veio assistir o show?’ – Meio desconfiado eu respondo que sim.

Ele foi embora e eu fiquei pensando: ‘Conheço ele de algum lugar’. Peguei o encarte do cd, que levei na esperança de um autógrafo e lá estava ele, o mesmo ‘cara’ que há poucos havia conversado comigo. Se tratava de ‘Veco Marques’. Quando ele voltou, perguntei fingino que havia lhe reconhecido:

‘Veco, você consegue um autógrafo da banda?’

Ele perguntou meu nome e disse:

‘Quando o show acabar, venha no camarim conversar com a gente.’

O show começou tímido, todos sentados, sem saber muito como agir. Então uma garota sozinha, se levanta, vai até o centro do palco e começa a dançar. Bastou para todos tomarem coragem, levantarem e fazerem o que realmente queriam, se divertir. Foi um show incrível, no fim, consegui entrar no camarim, peguei o autógrafo de todos, sem muita tietagem, para não parecer um fã chato. Indo embora e ouço:

‘Jeeeeeff’…

Me viro e o Veco diz:

‘Obrigado por ter vindo…’

Foi muito bacana saber que ele ainda lembrava do meu nome, desde aquele breve momento antes do show. Quando sai do show, passado dos horários de ônibus para voltar para minha cidade, encontrei um conhecido que por obra do destino, estava esperando uma carona para voltar para casa.

Para mim foi uma grande aventura, comprar o cd escondido, ir ao show escondido e conseguir voltar para casa sem mesmo ter alguma garantia de como conseguiria voltar. Meu plano era dizer aos meus pais que perdi o ônibus, precisei apenas dizer que ele ‘atrasou um pouco’.

Agora, 12 anos após este show, o Nenhum de Nós lança um cd acústico, gravado no Theatro São Pedro, que leva o mesmo nome do cd original de 1998, Paz e Amor.

Boas lembranças…

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Fantasmas do passado

maio 3rd, 2010 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos, Textos. 1 Comment

Se eu pudesse sentir novamente o seu amor
Sem que tudo escape rapidamente
Acabando sem cor como um filme antigo
Sem que eu volte a ver
Os fantasmas que eu mesmo criei

Na escuridão
Tentei ser forte
Mas os sentimentos mudam rápido
E os fantasmas do passado voltam
Para nunca te deixarem livre
Os fantasmas do passado
Nunca te deixam dormir

Se eu tivesse um momento de amor
Escreveria em um pequeno pedaço de papel
Para tudo voltar a ser como era antes
Riscando as partes que feriram meu coração
Assim ele buscaria de volta
Uma parte do herói que vivia em mim

Os heróis são fortes, mas também falham
E você não será o único coração partido
Porque o fim é difícil de aceitar

Eu mudei as minhas prioridades
Rasguei a minha lista de sonhos
E queimei dentro de mim o que perdi
Como naquele filme
Onde a cena mal começa
E você já sabe o fim

Dos bons sentimentos
Que restaram em mim
O amor é o primeiro que se foi
E  nunca mais poderei alcança-lo
Eu realmente não sei
O que exatamente deu errado

Mas meus sentimentos
Não terei de volta
Se eu pudesse viver
O que tenho em minha mente
Eu gostaria que fosse como um filme
Onde as lembranças
Não nos tragam sofrimento

E na escuridão
Eu seria forte
Sem mexer meus pés de lugar

Belas histórias são assim
Eu tentaria apenas entender
O que os sentimentos querem
E nunca falaria
De sentimentos ruins
Pegaria um caminho mais seguro
Mas nunca sabemos qual ele é

Eu não sei
O que está errado
Mas os sentimentos vem
Para nos levar de volta

Escrito por J.R.Wills

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Saudade de mim…

maio 2nd, 2010 by Jeff, under Para sempre.... No Comments

Há poucos dias senti saudade de mim.
Da pessoa alegre que eu costumava ser.
Da boa companhia que me fazia.
Eu nunca me deixei abater pela tristeza.
Até quando eu tive meus motivos,
me  mantive firme em meu propósito de ser feliz.

Gostava de ficar calado ouvindo apenas os meus pensamentos.
Tinha sonhos ótimos para recordar.
Mas faz muito tempo que eu não tenho tempo para mim.
Dar a atenção que eu merecia ter por tudo que eu já fiz.

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Simples como o tempo…

abril 20th, 2010 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos, Textos. No Comments

Todas as coisas mais importantes que eu gostaria de escrever aqui, passam pela minha cabeça enquanto estou muito longe disso tudo. Muitas vezes rondando as prateleiras do mercado, varrendo o chão, recolhendo a roupa do varal enquanto a chuva vai chegando de surpresa. A vida definitivamente não é tão bonita se não está em câmera lenta ou se ao fundo não tocar uma música incidental.

É tudo assim mesmo, sem grandes momentos especiais, cenas emocionantes, nem mesmo lágrimas, nem um pôr-do-sol daqueles que o dia vai saindo devagar, arrastado, quase como se quisesse ficar. Na verdade qualquer coisa bela que eu possa escrever ou conselho que eu possa dar estão distantes da realidade, no mundo real, não existem floreios, tudo passa a existir aqui, na escrita.

É onde escondemos as partes feias, aumentamos as glórias e dramatizamos nossa incapacidade de ser feliz de forma simples, tudo é mais intenso, menos quando é real. Ninguém quer escrever sobre seus verdadeiros erros, aquelas pequenas coisas que tirariam toda a graça, aquilo que nos torna normais demais. Aqui posso ser forte, posso ser belo, posso ser profundo, posso ser inteligente, tudo em exatas proporções.

Mas ainda não sendo exatamente como é, será para sempre, como sempre foi.
Eu, aqui, escrevendo todas as coisas que você já sabia, mas que precisou de um estranho para entender.
Aceite, entenda, reflita, sinta, seja, tente, lute, vença, está tudo dentro de você.

Um dia me conte como foi.

Autoria: J.R.Wills

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Em poucas palavras

abril 9th, 2010 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos, Textos. No Comments

Todas as coisas que eu gostaria de dizer,
são difíceis definir em poucas linhas,
e complexas demais para escrever um livro.

Talvez tudo aquilo que eu gostaria mesmo de dizer,
estejam longe das coisas que você realmente queria ouvir,
mas certamente é tudo o que você precisava saber.

Não é fácil entender os meus propósitos,
até mesmo eu me questiono na maior parte do tempo,
pois tudo só faz sentido quando acaba.

Mas ninguém espera o fim para entender,
por isso minhas razões jamais farão sentido,
elas ficarão perdidas no tempo,
como palavras que não foram ditas,
abraços sufocados pela vergonha,
sorrisos escondidos pela mágoa,
ações impedidas pelo medo.

Sou um apanhado de tudo aquilo que não fiz.
Um amontoado de oportunidades perdidas.

J.R.Wills

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Guilherme

fevereiro 17th, 2010 by Jeff, under Para sempre..., Pensamentos. 1 Comment

Assim como tantas vezes, na correria dos dias, um abraço de lado e a velha pergunta de sempre.
Não me recordo porque a conversa começou, mas de repente eu estava alí, ouvindo histórias que eu não conhecia.
Como eu imaginaria que seriam tão claras em sua memória, tão ricas de detalhes relevantes.
Enquanto eu lhe ouvia, pensava porque eu estava tão ocupado, que não pude sentar mais vezes ao seu lado, fazer perguntas sobre tempos que não voltam mais.
Tempos de muito trabalho e de vida simples. Tão diferente de hoje.

Queria ter lhe ouvido mais. Sabedoria de vida.
Queria ter olhado mais para você. Não deveria ter economizado tanto nos abraços.
Queria mais tempo ao seu lado. Ficar quietinho, apenas ouvindo você contar como tudo era melhor na sua juventude.

Que bom que você está aqui para consertar o meu erro.
O erro de não ter dedicado mais tempo a você, a nós.
Querido avô. Você ainda não terminou essa história.
Você disse que ‘inventaria’ mais algumas.

Promessa é dívida.

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Bones 5ª Temporada – Comercial

janeiro 4th, 2010 by Jeff, under Para sempre.... 2 Comments

Tem muitas pessoas na internet procurando pela música que faz a trilha do comercial/propaganda/filme da série Bones do Fox® Channel. Mas apesar da bela música, o comercial não foi muito original, afinal a música ‘Heartbeats – Jose Gonzales’ embala um dos comerciais mais famosos no mundo nos últimos tempos.

O comercial que lançou essa música mundialmente é do jovem e talentoso diretor Richard Flintham da agência Fallon Londres. Ele dirigiu 4 filmes para o lançamento da Sony Bravia® e que viraram um fenômeno no mundo inteiro. O filme é intitulado ‘Bouncy Balls’, confira:

Bom agora você já sabe de que música se trata, mais tarde coloco o download da música aqui.

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Todas as respostas…

dezembro 15th, 2009 by Jeff, under Para sempre.... 1 Comment

Quais são as palavras que nunca são ditas? Se você quiser conversar comigo, com perguntas, sobre você, sobre mim, sobre nós, sobre ninguém…
http://www.formspring.me/trovador

Espero suas dúvidas…

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